quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Crise Geral

Como se não bastasse a crise que o Brasil vive, a qual na verdade é mais moral que econômica, temos que perceber ainda a imensa crise que passa a indústria fonográfica que vem aos poucos perdendo espaço para as plataformas digitais e com isso tem colocado no mercado cada vez menos trabalhos físicos, já que as vendas baixas não favorecem contratos e lançamentos milionários como outrora.
Hoje um cantor ganha dinheiro com os shows que faz, se tiver um bom público, e poucos são aqueles que ainda vendem muitos álbuns porque é bem mais fácil para as pessoas guardarem milhares de músicas no smartphone ou nos poderosos HD's do que nas fantásticas e admiráveis caixinhas de música que antes eram idolatradas por todos nós.
Como gosto de música e coleciono muita coisa, prefiro ter em casa muitos exemplares, ao ponto de faltar espaço para guardar tudo da forma como queria, já que a disponibilidade de espaço na minha casa é inversamente proporcional ao meu desejo de comprar CD's para ouvir nas minhas horas de lazer.
Estava outro dia escutando uns álbuns antigos que hoje são raridades e imaginando quanto um colecionador pagaria por cada um deles, já que praticamente todos já saíram de catálogo ou tiveram relançamento em formato menos luxuoso. Hoje os álbuns estão pobres e ter em nossas mãos um exemplar bem trabalhado e com esmero é algo que quase não existe. Na ânsia de enganar os consumidores, alguns artistas ainda lançam as edições de luxo, que terminam sendo mais pobres que a imaginação deles.
Gostava e gosto de ler os encartes, as fotografias, as letras...
Isso quase não existe hoje e a sensação é que a qualidade está dando espaço ao lado volátil dos lançamentos digitais, que não enchem os nossos olhos, somente a nossa mente. Se pelo menos o que fosse lançado tivesse qualidade, ficaria calado, mas a maioria dos lançamentos deveria ser deletada antes mesmo de ser baixada, pois são lixo e barulho desnecessários.
A crise chegou e não temos na atualidade muitas coisas para comemorar, embora alguns talentos ainda ecoem e façam dos nossos dias momentos diferenciados de puro deleite sensorial e musical.
Canta que eu te escuto...

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