quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sobrevivência Musical

A boa música sobrevive quase sem fôlego e termina sendo vista como algo do passado, onde na atualidade só encontramos o que não presta e não tem nenhuma serventia. 
Gosto de música, seja ela qual for...
Não discrimino qualquer gênero, mas acredito na qualidade e nas boas melodias para definir o que é bom ou ruim. Tenho encontrado muitas coisas interessantes no cenário atual e na maioria das vezes até me assusto com a quantidade de pessoas talentosas que surgem e que não possuem nenhum tipo de incentivo para continuarem na carreira, fazendo a sua arte milagrosa, que muitas vezes é patrocinada por eles mesmos, para poderem gravar um novo álbum ou colocar em prática um show com boa qualidade.
Vejo também com olhos bem críticos aqueles que já possuem um passado glorioso e utilizam o tempo presente para destruírem a imagem boa que já construíram, colocando em prática o que não presta e envolvendo o seu talento em polêmicas que não levam a nada e só fazem desgastar a imagem midiática que foi criada ao longo de tantos anos.
A música brasileira é bem diferenciada e em poucos lugares do mundo teremos acesso a tantas variantes sonoras como encontramos aqui. Em cada Estado podemos sentir um sotaque diferenciado na música, onde os sons tradicionais e mais modernos se misturam e fazem da nossa identidade algo que nunca perde a sua essência, embora muitas vezes a falta de criatividade de alguns possa comprometer o cenário atual que presenciamos no mercado fonográfico.
O tempo da música física está passando e em breve ficará bem rara. Agora as plataformas digitais tomam conta de tudo e tiram aquele gostinho de "caixinha de surpresas" que tínhamos quando abríamos um novo CD ou LP. A velocidade da divulgação musical está bem forte hoje e termina mostrando bem menos do que deveria; neste jogo de compartilhamento de dados o público final termina nem sentido que aquilo tudo realmente existe e passa a admirar o que não presta e que conta com a facilidade dos meios eletrônicos para se tornar real, nos mostrando uma variante bem diferente e rejeitada pelos nossos ouvidos. 
Admiro os sobreviventes musicais que batalham por sua música de qualidade e que mesmo sem muitos recursos ou agendas lotadas ainda fazem o melhor para garantir a sua sobrevivência neste mercado tão desafiador e muitas vezes inacessível a quem realmente merece.

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