terça-feira, 1 de dezembro de 2015

AVC

Antigo, Velho, Contemporâneo...
Observando tudo que temos hoje, percebemos que não podemos qualificar as coisas como modernas e sim como evolutivas, pois o acidente de ideias que o nosso cérebro sofreu com o passar do tempo fez com que as criatividades fossem apenas se adaptando, gerando pouca criação e muita adaptação.
As roupas, decorações de ambientes e muitos outros exemplos que notamos no cotidiano fazem justificar que a nossa época é mais do copiar e colar do que do realmente criar e fazer a diferença. Outro dia estava vendo um filme de época e outro que se passava nas décadas de 60 e 70, momentos de mudança, seja nos comportamentos ou na forma de vestir, sendo esta última a mais gritante. A descoberta das cores, das formas e de tantas outras possibilidades fez com que tivéssemos momentos de grande evolução, o que hoje está muito estável.
O mais comum de vivenciarmos é o revival de situações e a moda do retrô, que tem o intuito de trazer de volta o que era legal no passado e agora pode ser visto de uma forma diferente e adaptada aos novos costumes. Quem diria que o vinil estaria de volta, mesmo após o estrondoso sucesso do CD? Em épocas de mp3 e das facilidades de armazenamento de dados, fica complicado pensar em carregar aqueles bolachões quando o espaço hoje se tornou uma preocupação.
Antigo e Velho podem até ser similares, mas não são. Vejo o antigo como algo que ainda nos serve, mas que passou a ser referência e não mais ter a utilidade de antes. Velho é aquilo que está desgastado e que precisa ser reposto. O contemporâneo é a mistura dos dois, quando as ideias nos fazem utilizar novamente o antigo e adaptar o velho para que tenha nova utilidade e possa nos ajudar em tantas atividades diárias.
O AVC de pensamentos que temos diariamente nos ajuda a mesclar um pouco de cada coisa e faz com que tudo seja um compêndio de tendências, formas, cores e criatividades, as quais necessariamente não geram algo novo, mas nos fazem ter um modo diferente de usar algo que estaria esquecido e visto como ultrapassado. Vivemos numa época de reaproveitamento e poucas criações, onde não temos conseguido muitos derrames cerebrais com inovações grandiosas e mudanças de comportamento. Esta época passou e não estamos mais nos louváveis anos 70, quando a inquietude das pessoas fazia o mundo vibrar com cores e desafios de arrepiar. 
Hoje as nossas atitudes estão contidas de hipocrisia e nosso AVC termina sendo de raiva e não de circulação de novas informações.

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