terça-feira, 27 de outubro de 2015

Repassando Responsabilidades

Hoje estava esperando o ônibus para vir trabalhar e me deparei com um monte de restos de construção próximos ao local onde estava e fiquei imaginando como as pessoas são desorganizadas nas suas vidas e nas suas ações, pois, simplesmente, repassam uma responsabilidade e deixam tudo desorganizado e jogado ao tempo. Uma construção deve ser preparada ao ponto de reunir todas as metralhas necessárias e não deixar nada espalhado na rua, como foi o caso do que vi hoje. 
A pessoa irresponsável, ainda achando pouco, juntou roupas e sapatos velhos e abandonou tudo ao montante de restos de construção que tinham de tudo, desde madeira velha, pedaços de gesso, reboco e granito quebrado.
Fiz recentemente uma reforma na minha casa e tive que pagar caro para uma empresa responsável por metralhas coletar tudo e levar para um destino certo, onde pudesse ser aproveitado e renovado para nova utilização, sem contar que todos os restos foram devidamente acomodados em sacos e arrumados em um local específico do condomínio para que não causasse nenhum incômodo aos demais moradores.
Nem todos fazem isso...
A falta de noção das pessoas é muito grande, sempre repassando o problema e o deixando jogado ao relento para que alguém se incomode e tome as providências, isto é, quando toma, pois em alguns casos o problema fica lá para sempre e ninguém faz nada para mudar a situação, gerando ainda mais transtornos e sujeira nos locais públicos.
Jogar lixo na rua, no quintal alheio, nos ônibus e em outros locais, também são exemplos que devem ser levados em consideração na hora de avaliar a falta de educação das pessoas e como elas agem como animais irracionais e sem nenhuma noção de civilidade.
Encontramos atitudes como estas em todos os lugares e não só nos bairros mais pobres. A sujeira que vi foi num bairro nobre, Boa Viagem, cercado de edifícios luxuosos e de gente com grande poder aquisitivo. A falta de educação é muito grande e encontramos muitas coisas jogadas na rua, as quais retratam claramente a forma descontrolada das pessoas transferirem a responsabilidade de algum ato para outras pessoas.
Temos que ter consciência dos nossos atos para que o mundo não fique cada dia mais complicado de se viver, pois se de um ato falho formos generalizando as nossas atitudes, estaremos cada vez mais afogados na entropia das ações inacabadas e repassadas sem nenhum compromisso e dedicação. 

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