segunda-feira, 5 de outubro de 2015

220 Volts

O espetáculo "220 Volts" com o ator Paulo Gustavo é realmente uma descarga de energia, embora esta atrapalhe em alguns momentos o entendimento dos diálogos gritantes que são mostrados. Fica difícil compreender o que o artista fala e ele termina convencendo pela versatilidade e não pela capacidade de ser bem entendido.
Na apresentação ele interpreta algumas personagens, todas femininas, e mostra muita agilidade na mudança de figurino e de atitudes, já que cada mulher interpretada tem características bem marcantes e faz com que a única particularidade entre elas seja a forma gritante do artista se expressar, o que não afasta das personagens a presença do ator. É difícil entender quem é quem na complicada soma de ações e diálogos e ainda mais saber se o que é falado é pura imaginação ou reflete muito da opinião pessoal do ator. 
As piadas são depreciativas em todos os aspectos que possamos imaginar e terminam até agredindo aquelas pessoas que não estão muito preparadas para escutar tantas afrontas e até verdades, já que muitas vezes o que ele mostra nas suas interpretações são atitudes que realmente acontecem na vida de muitas celebridades e pessoas comuns.
A interação do artista com o público não poderia ser melhor e notamos que ele é amado e admirado por todos, o que torna o espetáculo uma brincadeira boa de ser assistida, mesmo o tempo de apresentação sendo curto para tantas desenvolturas. Achei que a apresentação tivesse mais tempo, pois quando menos esperamos ela acaba e nos deixa com uma sensação de "quero mais".
Os melhores momentos são as apresentações musicais, onde as personagens interagem bem com a música e deixam o momento mais leve e sem os diálogos gritantes do Paulo Gustavo.
Vale pelo conjunto técnico, pela iluminação, pelo som...
Decepciona pela agonia dos diálogos e pela forma apelativa de fazer rir.
A voltagem do espetáculo dá choque até neles mesmos e a apresentação termina perdendo um pouco da propaganda que é realizada. É o típico espetáculo que mostra que a expectativa e a realidade nem sempre caminham juntas.

0 comentários:

Postar um comentário