quarta-feira, 1 de maio de 2013

Solar do Unhão

O MAM - Museu de Arte Moderna da Bahia, mais conhecido como Solar do Unhão, é um complexo arquitetônico bem preservado, com um café luxuoso e uma igreja transformada em sala de exposições.
Há a galeria com a exposição permanente de obras e também a que recebe diversas exposições durante o ano e que podem ser visitadas em todos os dias da semana, exceto às segundas-feiras.
A dificuldade de lá é o acesso, pois só é fácil para quem for de carro. Quem estiver a pé, torna-se um pouco complicado nos dias de menos movimento, já que perto de lá há uma favela enorme de um lado e do outro a Marina Bahia com toda a sua sofisticação, mostrando que de contrastes vive uma grande cidade, especialmente Salvador. Linhas de ônibus quase não circulam pelo local e temos que andar um pouco até a parada mais próxima.
No pátio do Solar do Unhão, temos a impressão, por alguns momentos, de que a favela ao lado é na verdade uma instalação, uma obra de algum artista e que se tornou habitável por um número grandioso de pessoas. É tão gritante que termina sendo harmônica.
Não percebi perigo para os visitantes e acredito que não há disputa de local por ali, já que, de certa forma, o Solar do Unhão possibilita um certo refinamento aos moradores que vivem em situação precária de habitação e saneamento. Não é para qualquer um ter um museu de arte como vizinho.
Andando além da igreja do complexo, encontramos o Parque das Esculturas, o qual retrata a visão de vários artistas locais e nacionais sobre a Bahia e sobre a arte contemporânea. Lindo e ótimo para ser apreciado, com detalhes e sem pressa.
Perto da Marina Bahia há uma pequena praia que é habitada por pessoas, digamos, ecléticas, que gostam de fumar um baseado e mostrar atitudes diferenciadas como tomar um banho de argila ou realizar um longo alongamento na areia do mar. Eles também realizam atividades simples, como jogar futebol e vôlei, não vamos generalizar...
Gostei do local pela beleza arquitetônica, pelo visual que proporciona da Baía de Todos os Santos, pela arte.
Não gostei da mobilidade, como acontece em muito locais de Salvador. Um espaço para ser visitado durante o dia, especialmente se estiver desprovido de transporte particular. As redondezas estavam esquisitas no dia que fui e cada figura que passava por mim esfriava o meu coração e me fazia pensar duas vezes em realizar um novo passeio por ali.
Ficou a boa lembrança de um local lindo, mas cheio de interferências urbanas complicadas, pois viadutos, favelas e ruas estreitas são muito fáceis de serem encontradas.

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