terça-feira, 14 de maio de 2013

Sereia e a Escadaria

Bom dia...
A foto ficou boa?
Pode fotografar, eu deixo.
 
No Pelourinho é comum encontrarmos travestis circulando e trabalhando na área e cada um deles mostra uma forma diferenciada de se expor e criar o seu estilo "mulher" de ser.
Fiquei observando alguns tipos e de repente fui surpreendido pelas frases do início desta postagem quando fotografava a passagem malemolente e enfeitada de um deles, já que o vestidinho colado e a maquiagem marcada eram o destaque para o horário, pois era um domingo, na primeiras horas da manhã.
Além da "sereia", vi também a mulher do quiabo, que estava altamente maquiada, insinuante e com uma lata de cerveja na mão, gritando aos berros para todos ouvirem: "Hoje quero molhar o quiabo loco cedo!"
Bem, não preciso nem falar qual é o quiabo a que ela se refere, pois todos já devem ter entendido...
Nas sacadas das casas também é fácil percebermos tais figuras, que de tão engraçadas e pitorescas, terminam fazendo parte do local e não há como pensarmos no Pelourinho sem que tenhamos em mente determinados tipos que por lá fazem morada.
Não vou negar que em alguns momentos eles são agressivos com as suas imagens, pois não é todo mundo que gosta de ver as provocações, brigas e exposição de corpos que ocorrem por ali. Muita gente passa dos limites e isso termina sendo um meio de macular a imagem de uma área muito visitada e querida pelos turistas.
A Praça da Sé é um local famoso, mas perigoso em determinadas horas e mesmo nos momentos de maior movimento não ficamos livres das diversas situações que causam um certo constrangimento nas pessoas e invertem um pouco o sentido do turismo e de um passeio agradável.
A "sereia" que encontrei na escadaria era simpática, educada e estava indo trabalhar, carregada de bolsas, e conversava com um menino que perguntava quando ela iria lavar a roupa da casa dele.
As sereias nadam no nosso imaginário, mas algumas são reais e bem diferentes da mitologia. Nem sempre cantam suavemente e as curvas que mostram podem ser mais sinuosas do que imaginamos.


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