sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Cruz como Referência

Encontramos, em muitos locais, como registro de uma morte, uma cruz e na Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, não poderia ser diferente, já que muitos lembram da famosa Chacina da Candelária, ocorrida há quase 20 anos, em julho de 1993, que teve como saldo negativo a morte de 08 meninos de rua.
Confesso que sempre tive curiosidade de conhecer a igreja, pois ouvia falar que ainda hoje o local era habitado por menores infratores, o tornando perigoso para uma visitação. Não encontrei isso. Vi uma bela igreja e muitos visitantes no local, seja sozinhos ou em grupos, mas sempre com o intuito de relembrar o momento ruim que marcou história e fez com que o nome da igreja ficasse associado à violência.
Vi um guia dando aula a um grupo de estudantes sobre a chacina, ao invés de falar sobre a história da igreja e das suas peculiaridades históricas. Talvez ele tenha entendido que esse assunto fosse mais importante...
Há, na frente da igreja, uma cruz com o nome das respectivas pessoas mortas e a praça que fica em frente demonstra uma vitalidade muito grande, talvez com o intuito de afastar a tristeza que imperou no local por muitos anos. A área é bem povoada e fica perto da zona portuária da cidade, onde galpões antigos se misturam a prédios modernos e de meia idade, já que o centro do Rio de Janeiro possui muitas edificações com mais de 40, 50 anos, espremidos em ruas pequenas, formando corredores estreitos de espigões por onde o vento circula numa velocidade ainda maior.
Tirei a má impressão do local e percebi que tudo se transforma em conhecimento e história, já que a cruz hoje representa um passado distante e pouco conhecido da maioria dos brasileiros mais jovens.
Na época eu tinha 20 anos, mas lembro bem da imensa carga de informações que circulou nos jornais e revistas, já que naquela época a internet ainda era uma promessa. Se fosse hoje, certamente o alvoroço seria ainda maior, pois na época da informação é bem mais fácil divulgar e fotografar para os quatro cantos do mundo.
Muitos nem percebem a cruz, mas ela está lá...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Antiguidades e Bons Preços

A Feira de Antiguidades da Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, é muito mais do que um resgate de itens antigos para que sejam usados na decoração, é também uma maneira de encontrar uma peça que pode ser útil em alguns consertos ou quem sabe garantir uma boa leitura quando temos a oportunidade de encontrar um livro nos vários sebos que encontramos por lá.
Encontrei um ferro de passar antigo e comprei para enfeitar a minha sala, pois gosto de ter alguns itens antigos como objeto de decoração. O ruim era o peso do danado, mas isso é um detalhe.
O que mais me chamou a atenção foram os bons preços, pois mesmo para os itens mais sofisticados, as oportunidades eram diversas e era fácil conseguir verdadeiros achados por singelos reais.
A feira fica em baixo do viaduto e parece ser um pouco marginal, já que a informalidade é tamanha que nos passa um aspecto descuidado demais para os padrões mais usuais que encontramos para os mesmos itens. Vi lustres de cristal expostos no chão e relíquias acomodadas em barracas sem estrutura, espremidas em um local pequeno e pouco estruturado para esta finalidade.
Mesmo assim a feira conseguiu manter a sua eficácia, pois o que faltava em organização, sobrava em variedade e bons preços. Conversando com um vendedor, ele me falou que o evento acontece todos os sábados e recebe sempre novidades de todas as formas e variedades de produtos, que são bem vistos pelos amantes da nostalgia e também por aqueles que buscam uma peça única para dar um toque diferenciado em algum ambiente que precise de uma decoração mais elaborada e rebuscada.
Os itens oferecidos vão desde pequenas peças até grandes móveis, os quais são negociados amplamente pelos vendedores e compradores, favorecendo ainda mais a disputa de preços e fazendo com que uma boa negociação seja sempre conseguida.
Fiquei um bom tempo por lá e andei a feira toda, mas sem dar um detalhismo especial, pois ainda tinha muito o que conhecer e visitar na minha caminhada pelo centro do Rio de Janeiro, que é rico de novidades e nos oferece muitas opções de compra, seja em que aspecto for. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mobilidade

As cidades brasileiras padecem da mobilidade e do trânsito caótico que tira a paciência de todos nós, mas se em alguns lugares as intervenções são benéficas e deixam a cidade bonita e útil, em outros fazem com que a poluição visual seja uma constante e contribua para que muitas áreas, antes belas e preservadas, sejam vistas de formas desgastadas e cheias de concreto, sem que isso reflita numa melhoria do trânsito.
No Recife, as ruas e avenidas são pouco estruturadas para o crescimento da cidade e sofrem com os congestionamentos gigantescos que a cada dia mudam a paisagem e fazem com que os nossos roteiros pelas cidades da região metropolitana se tornem um calvário sem fim.
Gostei muito do metrô do Rio de Janeiro e achei a obra uma excelente forma e melhorar o trânsito da cidade que de certa forma é bem organizado e atende bem às necessidades das pessoas, exceto nos horários de pico, onde a quantidade de pessoas aumenta consideravelmente nas ruas. Fora estes horários, é possível andar bem e com tranquilidade por todos os espaços e as estações oferecem muitas comodidades e conforto, já que são climatizadas e bem sinalizadas.
Em 2015, quando todas as obras de ampliação do metrô estiverem prontas, o Rio de Janeiro oferecerá transporte rápido até a Barra da Tijuca, passando por Ipanema e São Conrado.
Todas as intervenções da cidade são grandiosas, pois a paisagem montanhosa faz com que os engenheiros tenham mais trabalho e originalidade para criarem meios viários que superem os obstáculos que a natureza criou.
Gostaria que o metrô do Recife fosse tão bem estruturado e nos possibilitasse tantos caminhos úteis, pois o que encontramos são estações instaladas em locais de pouco movimento e que não atendem as reais necessidades da população. O nosso metrô deveria ter estações mais centrais e que atendessem a zona sul, especialmente aos bairros de Boa Viagem e Pina, passando também pela cidade vizinha de Jaboatão dos Guararapes, seguindo por Piedade e Candeias.
A estação Cajueiro Seco deveria ser ampliada e seguir até a cidade do Cabo de Santo Agostinho ou quem sabe ir até o Porto de Suape, que é um dos motivadores do grande avanço do crescimento e movimento na região metropolitana do Recife.
Se fosse assim, teríamos, certamente, dias bem melhores e satisfatórios e evitaríamos os desgastes emocionais causados pelo trânsito cada vez pior. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Marcas Registradas

Algumas marcas registradas ficariam perdidas no tempo se fossem mudadas, pois a maioria das pessoas já conhece determinados locais ou pessoas pelas marcas que ostentam há tempos e que fazem a diferença em muitas ocasiões.
Imaginem Rita Lee sem os seus cabelos avermelhados, Maria Bethânia sem a sua cabeleira vasta ou a Praia de Copacabana sem as suas ondas no calçadão todo feito de pedras portuguesas?
Seria estranho demais.
Identificamos de imediato algumas pessoas, locais ou coisas por características marcantes que falam por si só e que mostram a influência da palavra não escrita na comunicação e no entendimento das pessoas, pois se muitas palavras falam, desenhos, marcas, roupas, cores, estilos e sons também tem este poder e terminam contribuindo para que todas as pessoas sejam conhecedoras de tudo que a vida em sociedade pode nos informar e proporcionar.
Todos nós precisamos ter uma marca registrada, pois se não construirmos uma identidade bem formada para a vida, ficaremos sem chances de preservar as nossas qualidades e desta forma sermos lembrados pelas nossas potencialidades e, assim, firmarmos grandes resultados na vida que diariamente conhecemos e que nos cobra grandes atitudes.
Se temos como imprimir nossa marca, que seja em , deixando de lado todas as negatividades que muitas vezes derrubam uma muralha e fazem pessoas ruírem sem chances de evoluir novamente. Destacar marcas fortes e fazer com que elas sirvam de base para muitas realizações de vida é algo que não podemos esquecer nunca, ainda mais se temos a capacidade de encontrarmos em nós mesmos todos os potenciais que muitas vezes não ficam tão visíveis e necessitam da ajuda de outras pessoas para se tornarem mais reais e inesquecíveis. 
Vamos enxergar melhor os nossos pontos fortes e dessa forma colher resultados mais duradouros...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cinelândia

No centro do Rio de Janeiro, encontramos a Cinelândia, que é um local que respira cultura e possui alguns museus bem significativos para a cultura nacional, além do histórico Cine Odeon e do Belo Teatro Municipal.
Na praça principal há a estação do metrô para facilitar o acesso das pessoas para os mais diferentes bairros e dessa forma tornar o local ainda mais visitado e acessível.
Pertinho da Cinelândia, temos o Aeroporto de Santos Dumont, a Lapa e toda a sua diversidade cultural e gastronômica, além da bela Livraria Cultura, que fica no antigo Cine Glória, que foi totalmente reformado e recebeu um projeto de arquitetura impressionante para abrigar as mais variadas obras literárias e musicais.
O bairro do Catete com seus botecos tradicionais também ficam bem perto e fazem desta área um celeiro de grandes manifestações culturais e que encantam a grande maioria dos visitantes que procuram a cidade do Rio de Janeiro para uma visita mais diferenciada e que vai além dos cartões postais já conhecidos por todos nós.
O público é bem diferente e notamos a predominância de pessoas ligadas à arte e ao teatro, que buscam não só diversão, mas aprimoramento de conhecimentos e enriquecimento histórico com tantas possibilidades de lazer cultural.
Eu, particularmente, acho a melhor área para quem deseja se hospedar, pois tudo fica muito perto e fácil de ser vivenciado. Quem procurar badalação e praias, é melhor não ficar por lá, já que o perfil é outro e pode não satisfazer as pessoas que desejam somente sombra e água fresca sem ter compromisso e desejo com as descobertas que uma cidade tão diferenciada nos proporciona. 

domingo, 14 de abril de 2013

O Som ao Redor

O filme "O Som ao Redor" de tão simples se tornou uma obra prima, onde o cotidiano de uma vizinhança se transforma numa trama cheia de mistérios e conflitos pessoais e psicológicos, que geram um desfecho inacreditável e cheio de sentimentos.
Rodado no Recife, bem pertinho da minha casa, quase na minha rua, o filme demonstra um pouco dos sons e costumes de uma sociedade desigual e que nem sempre se une em prol dos direitos comuns, ocasionando alguns conflitos, onde a máscara humana cai e termina mostrando que as pessoas não são o que esperamos delas.
Se de um lado uma mulher aflita, insone e viciada em drogas é uma mãe cuidadosa, por outro termina sendo uma mulher infeliz e sexualmente mal resolvida, que recorre aos dotes de uma máquina de lavar para satisfazer um pouco do seu desejo sexual reprimido e atormentado pelas noites de sono mal dormidas. Seus filhos são um alívio e numa demonstração pura de cumplicidade, fazem gestos que demonstram o quanto eles sentem e se influenciam com as ocorrências da vida dos pais.
Nesta mesma rua pode morar um senhor feudal do passado e hoje detentor de muitos imóveis, tendo com isso a certeza de que nada lhe atingirá e que o seu domínio continua alto como outrora, podendo até fazer com que os crimes do seu neto delinquente sejam omitidos ou vistos pela sociedade de maneira grosseira e sem atitude nenhuma.
Relacionamento amoroso triste, frio e com reflexo de uma vida profissional frustrada é também um dos temas desse filme que há alguns meses tem arrebatado vários prêmios no Brasil e no mundo e ganha cada dia mais elogios pela forma simples de contar um drama de todos nós, já que vizinhos ruins e barulhentos todos nós conhecemos bem.
A minha vizinha, inclusive, deveria ter sido chamada para fazer uma participação especial no longa, pois de barulho ela entende e incomodar as pessoas é a atividade que ela mais faz com maestria. É o "Meu Som ao Redor" diário onde aliada a dois filhos descontrolados ela consegue tornar alguns dias meus infernais, pois ainda não descobri se ela mora ou faz do apartamento uma zona de guerra, onde os gritos, barulhos e palavrões são as fontes de inspiração mais corriqueiras.
Gostei do filme, pela simplicidade, pela forma de tratar um assunto tão comum de forma tão inteligente. Os diálogos são curtos, quase depressivos e talvez uma roteirização mais ágil o tivesse tornado mais completo e com personagens mais alegres, já que todos são tristes demais e carregam dentro de si a complexidade do ser humano e de todas as suas falhas e grandezas, pois nem só de problemas o filme é construído e demonstra, também, a bondade e o modo de vida de cada pessoa se comportar num mundo que nem sempre imaginamos existir e que na calada da noite se mostram mais presentes para os que estão vigilantes e atentos à nossa vida.
Ouçamos o som ao redor...

sábado, 13 de abril de 2013

Patrícia Marx aos 30, (de Carreira)

Após alguns anos sem lançar novos trabalhos, Patrícia Marx reaparece com o CD 30, no qual comemora 30 anos de carreira. Olhando a foto dela, iremos imaginar se o tempo está correto, pois ela não aparenta ter tanto tempo assim de estrada, já que conserva fisionomia e corpo de adolescente. Ela realmente começou cedo, ainda no grupo infantil Trem da Alegria e depois em carreira solo, quando migrou de vez para a música eletrônica e hoje nos mostra um som intimista, sofisticado e pouco tocado nas rádios por não ser comercial e se tornar apreciado por uma parcela pequena da sociedade que, na maioria, só valoriza os batidões e bregas da vida.
Patrícia fez na verdade um disco de grandes sucessos e não um trabalho inédito. Algumas músicas ficaram com arranjos melhores que os originais, mas outras não. Mesmo assim o disco é perfeito e demonstra a leveza da artista talentosa que ela é e que com a sua voz suave, sofisticada e extremamente afinada nos faz esquecer um pouco dos problemas ao escutar as belas músicas que ela selecionou para compor o seu mais novo trabalho.
Fica o registro desta cantora e também das contribuições musicais que ela nos trouxe e que certamente continuará nos proporcionando em cada nova apresentação ou arranjo diferenciado e cheio de nuances musicais que só aumentam o seu potencial musical e mostram que o Brasil tem talento para muitas descobertas musicais, seja em que ritmo for.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...