domingo, 5 de fevereiro de 2017

Apelando

Em tempos de crise, a melhor ação encontrada por aqueles que não possuem muitos diferenciais de mercado é apelar para o consumidor, mostrando os seus atributos para tentar cativar alguém que não está com muita disposição para colocar a mão no bolso e pagar caro por um serviço que muitas vezes pode ser conseguido de graça ou por um preço bem menor.
Quando a maré está boa e os peixes sobrando na rede, a tendência é que as pessoas inflamem o seu ego além do normal e passem a cobrar mais caro que o devido, fazendo com que determinados serviços sejam ofertados a preço de ouro e tidos como essenciais, ainda que não seja tão verdadeira essa verdade quase e esquecidamente universal e pouco absoluta.
Quando temos muitas opções de compra, podemos escolher mais e saber o que realmente vale a pena para os nossos dias, evitando os gastos desnecessários e com isso dando valor ao que realmente é válido e precisar ter atenção, uma vez que destinar esforços para o que não presta é ação cada vez mais descartada na vida de quem precisa adaptar custos e despesas para chegar no final do mês com uma sobra na conta bancária.
A curiosidade nos faz buscar determinados produtos e serviços, mas só nos tornamos clientes cativos se aquilo realmente valer a pena ou mostrar que o custo é necessário. Se passar dos limites, as chances de deixarmos o consumo de lado são bem grandes e mostrarão que de aventuras não vive a maioria das pessoas que valoriza o seu dinheiro e o suor do trabalho, não gastando com aquilo que não vale a pena ter no nosso arquivo pessoal de boas aquisições e memórias.
Em tempos de apelação, vamos aumentar a nossa exigência e fugir das infinitas surpresas que aparecem no caminho, as quais muitas vezes nos mostram caminhos sem volta e sem um pingo de felicidade.

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