quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Arreganha ou A Ré Ganha?

Quem não sabe ficar com a boca calada, termina abrindo a coitadinha demais e falando besteiras pelos quatro cantos do mundo, gerando desordem na vida dos outros e inflamando situações que poderiam passar despercebidas se não fossem as bocas nervosas de quem não tem o que fazer e fica ocupando o tempo para desgraçar a vida dos inocentes que terminam entrando na história de forma errada e sem nenhum tipo de vontade.
Torcer pelo mal e pela desgraça dos falatórios mal resolvidos é uma ação que acontece diariamente e não temos como conter isso na maioria das vezes, pois a mania de arreganhar a boca para falar o que não devem é bem maior que a sabedoria de ficar calado e evitar comentários desnecessários e que só causam estranheza e desperdício de sentimentos entre as pessoas que nos rodeiam e que terminam esperando por melhores atitudes nossas.
Falar na hora certa o que é adequado é de grande valia para que todos possam ter os melhores momentos e sentimentos existentes, evitando informações desencontradas e entendimentos distorcidos do que é muito claro e que não precisa de suposições para existir.
Quando o homem deixar de criar histórias desnecessárias e de imaginar os seus próprios enredos para as situações que ocorrem, a vida ficará bem mais fácil de ser vivida e contará com a felicidade em todos os momentos que desejarmos. Não precisamos criar o que não existe, mas ter o compromisso com a verdade e com a satisfação do que entendemos ser o melhor presente da vida: a consciência limpa.
Quem abre demais o bocão e não deixa sair dele o que é válido, termina sendo visto com o um difusor de coisas ruins e disso termina não se afastando, gerando para si uma imagem eterna daquilo que não presta e só serve como mal exemplo de vida. 
É melhor dar uma ré do que avançar com assuntos que não temos a menor competência para lidar. 
Muitas vezes o som do que ouvimos pode ter um significado totalmente diferente e isso merece o nosso cuidado para não ficarmos entendendo o que não devemos e multiplicando o que não temos.

Título do texto inspirado na música "Concurso de Bichos", da cantora Anastácia.
A música não fala de pessoas que arreganham a boca para falar o que não devem, mas faz um trocadilho com a palavra "Arreganha" e "A Ré Ganha". Sentidos diferentes e palavras sonoramente iguais.

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