terça-feira, 8 de março de 2016

Prosaico

Realizar narrativas bem elaboradas nem sempre tem relação com a dificuldade da compreensão, pois a maior qualidade de quem escreve é chegar ao coração daquele que lê e consegue compreender bem o que era para ter sido passado. É muito ruim quando lemos um texto do começo ao fim e percebemos que não entendemos nada, seja pelo uso de palavras extremamente complicadas ou pela forma de distribuir o assunto, fazendo com que o mesmo ficasse sem uma lógica real, com um início conturbado, um meio complicado e um fim sombrio.
Algumas vezes me deparo com estas situações e quando começo a escrever termino perdendo um pouco a imaginação e o assunto fica parado no tempo, esperando por novas ideias que possam surgir para terminar o texto bem. Já em determinados casos, escrevo o texto em minutos e sem parar, sem faltar nenhuma inspiração nova que me deixe temeroso pelo que irei escrever.
Percebo que quanto mais prosaico sou, consigo fazer a minha ideia fluir com mais rapidez e chegar mais perto das pessoas, embora algumas fiquem abismadas com os meus comentários e com as expressões que uso, as quais são corriqueiras e fazem parte do nosso vocabulário usual, sendo evitadas, somente, quando divulgamos a nossa opinião para um público maior, pois se tem uma coisa que ninguém gosta é de ser julgado por opiniões simples que se tornam fatalidades verbais, algo muito comum nos dias atuais, onde a comunicação é mais rápida que o pensamento e faz com que as pessoas falem antes de saber o que realmente estão dizendo.
Simplicidades e vulgaridades são coisas bem distintas e podem ser usadas por todos nós, desde que no momento adequado, na conversa certa e no texto oportuno. A facilidade da escrita é bem favorecedora e traz ótimos benefícios se for bem empregada, com muita inspiração e capacidade.

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