sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Interdita Tudo, o Galo vai passar!!!

O Galo da Madrugada é um marco do nosso carnaval, isso não posso negar, mas acho desnecessária a interdição de uma ponte por onde passam milhares de carros diariamente, além de linhas de ônibus diversas que fazem o transporte, já caótico, da cidade do Recife.
Se eu fosse o prefeito, mandava o Galo da Madrugada ficar flutuando no rio Capibaribe e criava uma forma de não gerar tantos transtornos para a população, pois a confusão é tamanha e não traz muita alegria para quem necessita ir e vir pela agonia do centro da cidade diariamente.
Enquanto o monumento está lá, imponente, caríssimo, ficamos aqui na miséria e tendo que arcar com as consequências de um carnaval mal planejado. A ponte que o Galo da Madrugada ocupa é de grande importância para o trânsito da cidade fluir um pouco melhor, pois dá acesso a várias ruas e pontos importantes da cidade.
Deveriam criar algum tipo de embarcação flutuante e colocar o monumento lá, conforme faziam no passado com alguns outros elementos do nosso carnaval, como o rei e rainha do maracatu, que flutuavam no rio e não causavam transtorno algum.
Se o Rio Capibaribe fosse navegável e servisse como meio de transporte da cidade, eu ficaria até calado, mas não serve. A única utilidade dele hoje é receber o lixo e o esgoto da cidade. Mais um motivo para utilizá-lo numa época dessas, criando uma finalidade mais nobre para um cartão postal tão falado mas muito maltratado por todos.
Há pequenas embarcações usadas para o transporte de cargas que poderiam muito bem atender a este propósito e gerar um bem maior para a população. O carnaval tem que ser pensado como festa de alegria e não de transtornos. Já basta o que diariamente passamos e que nos deixa de cabelo em pé, só pelo simples fato de ter que imaginar em passar pelas ruas do centro da cidade, que nunca possuem espaço suficiente e nem estacionamentos disponíveis. 
Imagine ainda ter que lidar com as interdições e falta de mobilidade?
Ninguém merece, eu não mereço, nós não merecemos...

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