quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Carnamisinha

Como praticamente tudo é transmitido através do sexo, a alegria também deve ser contagiante...
Essa é a impressão que temos quando observamos os anúncios do carnaval, pois sempre associam a alegria ao ato sexual como se este fosse obrigatório e indispensável nos dias de folia. Há quem brinque sem este foco e tenha na cabeça outros pensamentos e, dessa forma, contribua para a alegria mais saudável e menos contaminada.
Em Olinda há disputa de beijos e a sensação é contar quantas pessoas passaram pelas nossas mãos para satisfazer os nossos prazeres mais carnais, nos expondo ao risco das doenças indesejáveis e que se proliferam quando o homem perde a noção do que é adequado e passa a agir como um desembestado.
Gostaria de ver os anúncios de carnaval somente com a folia em destaque e todas as nossa manifestações culturais que nos orgulham e nos fazem esperar por estes dias de alegria. Há quem espere outras sensações e isso é completamente normal numa festa que reúne muita gente e traz a liberdade de expressão com mais força e sem pudor algum.
As fantasias tradicionais dão espaço para os corpos sarados e beiradas expostas, nem que isso seja uma gafe do fim do mundo, já que nem todos possuem a consciência do que é ser sarado e desgraçado.
No carnaval da camisinha vale tudo, menos a certeza de uma boa festa, pois quem faz besteiras fica sofrendo depois e tem o peso na consciência como acompanhante por alguns dias, meses e até anos. Nem sempre o que adquirimos é temporário e pode até nos acompanhar para sempre.
As festividades estão próximas e ainda dá tempo de pensarmos bem no que vamos fazer, deixando nossa alegria mais forte e sem abalo algum. Vamos frevar, acompanhar o maracatu, rir e nos divertirmos com a criatividade da nossa gente. 
É disso que precisamos.

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