segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Inaugurações, Simpatias e Aparições

Quando chega o ano das eleições é quando notamos a safadeza dos políticos de forma mais presente, pois o que tinha pendente começa a tomar efeito e as inaugurações, sorrisos simpáticos e aparições em público começam a acontecer com mais frequência, só comprovando que o desejo de obter votos é pelo que foi feito nos últimos instantes de campanha, quando a memória dos eleitores ainda está muito real e não permite o esquecimento de realizações de início de mandato. 
O que tem de político tirando foto com artistas emergentes não é brincadeira, uma vez que a presença daquela pessoa sempre chama a atenção e faz com que o momento seja uma propaganda mascarada de campanha, ainda que a celebridade não tenha esta intenção e fique sendo usado para tal fim.
O mesmo acontece quando artistas, que ainda não decolaram, ou que estão no ostracismo chamam os emergentes para os seus shows, ainda que um ritmo não tenha relação alguma com o outro. É muita metralhadora junta, mas o que vale é ser bem safadão e pegar um pouquinho da fama que nunca existiu de verdade.
Mas isso é assunto para outra publicação...
Voltemos aos políticos, não é?
É a hora de mostrar o (pouco) que foi feito e justificar as ausências pela falta de apoio superior, sem jamais deixar em evidência a incompetência própria para gerir fatos pequenos e que não necessitavam de tantos conhecimentos administrativos e políticos.
Acho engraçado nunca terem verba para nada e mesmo cantando a desgraça do furo no orçamento, gastarem milhões com coisas que poderiam ser esquecidas num momento tão complicado, como eles mesmos insistem em pontuar.
Talvez o brasileiro goste mesmo da bagunça (isso é verdade), pois ninguém se preocupa com o que foi feito pelo coletivo, mas somente com o que deixou de favorecer o seu bolso ou quem sabe as suas necessidades mais apadrinhadas e que geraram várias mamadas nas tetas públicas. 
Por onde passamos, notamos placas anunciando as obras, políticos fazendo parte até de chá de bebê da boneca da vizinha ou quem sabe fazendo pose num baile de carnaval que não tem relação nenhuma com a campanha, mas que o expõe e faz com que fique visível para a grande maioria.
O ano ainda está no começo...
Temos muito para ver ainda. Paciência que chegaremos lá!
Tenho fé.

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