segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Rios, Pontes e Overdrives‏

Complementando o passeio de catamarã que fiz na semana passada pelo centro do Recife, fui visitar os bairros que a cidade tem de uma forma que ainda não tinha provado, a qual me levou a ver a cidade de uma maneira diferente e dessa forma passar a entender melhor como as interferências fluviais e pluviais afetam a rotina de todos nós, moradores da cidade rodeada de mangues e com rios que influenciam na sua paisagem.
Passando pelos bairros, encontramos muitas disparidades sociais e em cada local as mudanças vão mostrando uma realidade diferente e que retratam um pouco de como os bairros são. Se num bairro mais pobre temos muitas palafitas, em outro temos edifícios belos e gigantes, onde encontramos algumas edificações que confundem os nossos olhos, pois não sabemos ao certo onde termina a água e começa a terra, já que a paisagem é bem misturada e termina confundindo os nossos olhos.
Andando por este caminho é que percebemos como a cidade realmente não pode ter uma situação diferente nos períodos de chuva, pois a água não tem mesmo para onde escoar e quando a maré está cheia, a situação é ainda pior, pois o nível aumenta muito e faz com que as tubulações de saneamento sejam afetadas e fiquem sobrecarregadas.
Temos também o problema do lixo que é jogado nas ruas e que afeta o bom escoamento das águas, mas vejo que este não é isolado na culpa das enchentes que temos anualmente, pois em alguns lugares o nível de terra é muito baixo e faz com que a água não tenha para onde sair, gerando os alagamentos que sempre presenciamos e que tornam a nossa vida um caos.
Encontramos no Rio das Capivaras, digo, Rio Capibaribe, uma família de capivaras e elas estavam bem calminhas, nadando e ainda nos deram o privilégio de poder fotografar as suas investidas no rio poluído, mas que servia de lar para elas. Foi um momento bem singular no passeio e em alguns momentos tive a impressão de estar num lugar bem selvagem e não numa cidade populosa como Recife.
Um passeio agradável e que foi favorecido pelo aumento da maré, que na volta estava bem cheia e nos dava uma visão bonita da cidade que moramos, mesmo com todas as suas desigualdades sociais e geográficas. É interessante ver as pontes ligando cada canto da cidade e fazendo com que a vida se torne possível neste município que nasceu a partir do mangue e da junção do rio e mar.
















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