quinta-feira, 12 de março de 2015

478 e 480

Nem sei como seria se Olinda e Recife fossem distantes, pois a irmandade das duas cidades é algo que torna a nossa paisagem ainda mais bela e a mistura que as duas nos oferecem é algo difícil de ser visto em outros lugares e basta ir no Alto da Sé para ver isso de perto, pois o mirante que lá existe proporciona uma visão 360 graus das duas cidades, especialmente de Olinda e tendo o Recife, ao fundo, como coadjuvante da beleza da cidade patrimônio.
Na verdade as duas recebem carinho igual dos pernambucanos e isso se faz presente na nossa cultura, culinária, artesanato e demais manifestações culturais e belezas arquitetônicas que tornam as cidades mais interessantes a cada dia. Andar pelas ladeiras de Olinda é algo muito bom de ser feito e mesmo com o cansaço que esta "tarefinha" nos dá, nos sentimos felizes e ainda arrumamos tempo para comer aquela Tapioca enorme que são vendidas na feirinha do Alto da Sé. É bom admirar a beleza do mar, através da varanda que fica na Igreja de São Salvador do Mundo e perceber ali o significado da palavra "Oh... Linda".
Descendo a Ladeira da Misericórdia, encontramos o famoso "Quatro Cantos" que é um simples cruzamento de ruas cheio de "Pega Bêbados", mas que tem porte de monumento da cidade, pois é cantado nas mais variadas músicas de carnaval e se transforma em ponto de encontro para todos aqueles que visitam a cidade. 
Andando mais um pouco encontramos algumas igrejas, casarios, lojas, o Mercado da Ribeira, o belíssimo Mosteiro de São Bento e a monumental Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que é a porta de entrada da parte antiga da cidade que hoje cresceu muito e tem vários bairros bem conhecidos por todos nós.
Seguindo em frente, encontraremos a divisão de Olinda e Recife, que tem o Centro de Convenções como motivo de brigas, pois os recifenses juram que ele está em Recife e os olindenses têm certeza que isso é mentira. Bem pertinho dali está o Shopping Tacaruna, conhecido como "Taca". Ele acolhe as duas cidades de forma grandiosa, já que está no limite dos municípios e até hoje ninguém sabe ao certo de que cidade ele é. 
O Taca é nosso!!!
Mais adiante, encontraremos o Cento do Recife, suas Pontes e o Rio Capibaribe. Cada igreja e monumento mostram a beleza da cidade e basta seguir até o Recife Antigo para perceber que as duas cidades possuem muito em comum. A diferença é que a parte antiga de Olinda é basicamente de imóveis residenciais, enquanto a do Recife se transformou num grande centro comercial e de entretenimento. 
É essa junção de municípios que faz estas duas belezas pernambucanas serem tão louvadas no dia de hoje, pois até aniversário as miseráveis fazem juntas. Vão ser encangadas assim lá em Pernambuco...
Pois é aqui mesmo que elas estão e fazem a diferença nos dias de todos nós, seja com as belezas naturais e culturais ou até com a desgraça do ônibus Rio Doce/Piedade que liga as cidades e faz com que muitas aventuras sejam vividas nas horas de trânsito, cantigas e pipocas vendidas durante a viagem.
Pipoca é R$ 0,50. Quer doce ou salgada?
Falar do carnaval seria injusto, pois a mundiça se junta toda e ninguém sabe mais onde começa uma e termina outra. Elas se unem de verdade e enquanto Recife começa o carnaval com o Galo da Madrugada, Olinda termina com o Bacalhau do Batata
Sei não, viu... É muita união dessas duas!
Este é um pequeno relato destas cidades que gosto muito e que se tornaram a minha casa há 16 anos. 
Já morei em Olinda por 2 meses e agora moro no Recife, lugar que aprendi a gostar e que sempre registro nas minhas andanças de fotógrafo amador e admirador das belezas que todos nós temos.
Olinda, 480 anos.
Recife, 478 anos.
Parabéns!!!
Eita, ia esquecendo de falar dos Tubarões da Praia de Boa Viagem...
Deixa os bichinhos quietos que ele só mordem na maré cheia...
Eles também são nossos patrimônios e todos nós já aprendemos até a defendê-los quando alguém fala mal dos ataques. 
O pernambucano é assim mesmo e defende com muita garra tudo que é seu, pois aqui tudo é maior, mais bonito, mais antigo, mais isso e mais aquilo.
Não é mesmo?











0 comentários:

Postar um comentário