domingo, 9 de novembro de 2014

Nossa Casa, Nossa Vida

Ontem fiquei organizando a casa e fazendo a faxina de sempre para manter tudo em ordem e do jeito que gosto; em alguns momentos encontrei detalhes que me faziam lembrar de momentos da minha vida aqui no Recife e também em outros lugares, como Garanhuns, já que de lá trouxe muitas lembranças e pequenos objetos me faziam perceber que a nossa casa é na verdade o celeiro de tudo que nos constrói e nos faz seres humanos mais completos e cheios de interferências e saudosismos.
Em casa podemos descansar, acordar, mudar, chorar, sorrir e ter trabalho também, mas o que mais fica claro é que ela é o nosso templo e temos que fazer com que isso seja cada dia mais real e sereno, já que esses tempinhos de puro descuido que dedicamos ao nosso cantinho nos fazem notar que para estarmos de bem com o mundo, temos que estar em boa sintonia com nós mesmos. 
Nossa casa pessoal, nós mesmos, é construída com materiais irregulares, de muitas formas e tamanhos e fazem com que cada um de nós assuma características diferentes e possa ser notado dessa forma pelos demais. Tudo que fica dentro de nós, seja bom ou ruim, fará com que os nossos dias tenham aspectos disformes e possam ser vistos com grande felicidade ou completo descaso.
Se não cuidamos do nosso "corpo casa", ficamos completamente desgastados e não conseguimos ter forças suficientes para seguir em frente, com muita determinação e isso é bem cristalino porque a satisfação de vida de todos nós reside na energia que recebemos da nossa alma e que está intimamente ligada aos diversos fatores determinantes que aparecem no cotidiano.
Independente da origem das forças que recebemos para estar bem, ressalto que a maior delas está formalizada na nossa energia para nunca desistir de cuidar de nós mesmos e dessa forma fazer sempre que possível uma faxina geral nos nossos atos e pensamentos para verificar o que realmente precisa ficar sendo conservado, pois nem tudo que está presente é de importância real e precisa estar vivo para nos fazer plenos e cheios de vitalidade,
A casa da gente somos nós mesmos e cada pedacinho da nossa vida está lá. Seja como for, ficará nos lembrando que somos grãos de areia pequenos, mas cheios de força se assim desejarmos e não deixarmos que o tempo e as interferências irregulares afetem a nossa sabedoria de vida e façam com que o descuido seja a palavra mais presente numa vida que precisa de muita atenção e carinho.
Carinho com nós mesmos para cuidar do nosso mundinho, do nosso coração, da nossa mente e fazer com que tudo mais seja influenciado por esta onda boa de boas lembranças e ótimas realizações de vida. Cada uma delas cabe dentro de nós e não precisamos ficar deixando de lado o que nos completa e nos faz bem.
Abrir os olhos para a vida é bem melhor do que deixar a poeira e o mofo tomarem conta de todos nós. 

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