sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Iguais, Porém Desiguais

Basta observar as ruas da cidade, as pessoas que nelas circulam e as edificações que vão sendo efetivadas para percebermos que as desigualdades sociais são muitas e algumas delas chocam pela desorganização e falta de compromisso governamental, já que a ausência de estrutura e fiscalização fazem com que as situações se agravem e causem grande transtorno para todos.
Muitos se acostumam a viver de forma irregular, invadindo sempre os espaços que não são seus e gerando na cidade um transtorno enorme nas ocupações desordenadas e também no acúmulo de sujeira.
Somos iguais, mas bem desiguais....
A capacidade das cidades é diariamente afetada com o crescimento da população e esta não tem contado com infraestrutura necessária para o desenvolvimento e também para a melhoria da qualidade de vida, onde a busca de melhores condições de sobrevivência são afetadas pela procura desordenada de um desenvolvimento que não é direcionado para a maioria e termina causando muitos males para a sociedade.
Aquela bela história que todos somos iguais perante a lei só existe no papel e na prática isso é bem diferente, pois as condições são bem mais organizadas para os que possuem condições financeiras melhoradas ou que tem boa influência nas atividades que executam. Basta passar pelas ruas da cidade para ver pessoas acomodadas precariamente nas pontes, calçadas e fazendo disso um troféu da incompetência administrativa do Estado, que não cuida do seu povo como deveria.
Uma breve passagem pelo centro do Recife já nos dá essa visão "futurista", pois enquanto uns brigam para construírem edifícios em áreas antigas e preservadas, outros invadem os espaços disponíveis, causando uma grande desordem ocupacional, a qual nos mostra diariamente uma nova favela, construída com todos os restos do que a sociedade deposita nas ruas.
São casas feitas com latas, papelão, madeira velha e que contam com ligações elétricas clandestinas, esgoto desordenado, ruas fedorentas e uma população cada dia mais desestruturada e que não faz nada para melhorar o próprio ambiente em que vivem.
A impressão que tenho é que as pessoas perderam a noção do que é certo ou errado e fazem isso com muita maestria, pois a cada momento, os problemas são maiores e os "puxadinhos" da desigualdade social só aumentam as nossas preocupações e fazem com que a cidade seja afetada por uma maré baixa de invasões e destruição do patrimônio público.
Desigualdade por todos os lados gera isso e a maior de todas elas é a educação, que ainda não reside na cabeça das pessoas e faz com que todos se tornem monumentos do descaso e da falta de respeito ao próximo. O próprio homem deve se dar ao valor e procurar ter melhores meios de vida, onde a sua capacidade de crescimento seja influenciada fortemente pela organização e não pela bagunça que faz dos nossos dias um terrível transtorno. 

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