quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Eis o Melhor...

E o pior de mim...

Estava lendo uma reportagem sobre o início de uma nova temporada de um reality show já bem conhecido e achei engraçada as apresentações dadas a alguns dos participantes, pois se de um lado o redator elogiava e falava um pouco da carreira de cada um, do outro falava assuntos polêmicos em que ficaram envolvidos, que iam desde briga com parentes ou acusações de agressão.
Percebi que o que valia era a polêmica e que quanto mais variedades o participante tivesse, mais iria chamar a atenção do público, já que as qualidades ruins eram mostradas como diferenciais para que aquela pessoa fosse notada como importante na disputa do prêmio milionário. Brigar por dinheiro é uma tarefa que muitos fazem, mas nem todos realizam com dignidade, já que deixam que sua vida seja exposta e envolvida em polêmicas que não valem o montante de dinheiro que recebem, quando recebem. 
Muitos buscam somente a fama perdida, o que ficou para trás e que agora está difícil de ser conseguido com os mesmos méritos e atributos do passado.
Mostrar o melhor e o pior que temos é muito fácil e a convivência com pessoas diversas faz com que isso fique mais evidente, já que a palavra de ordem é se expor e mostrar o que nem sempre reflete a realidade de cada um. O principal é o jogo, a grana, o dinheiro...
Seria bom se todos nós só tivéssemos bondades para mostrar, mas nem sempre é assim. Algumas vezes temos os piores atributos vistos com mais força e isso não é muito difícil de acontecer porque fazer o tipo "bonzinho" é bem fácil, mas permitir que este seja convincente é uma tarefa bem mais complicada e nesses escorregões muitas pessoas caem bonitinho e ficam na rua da amargura, com a fama lá em baixo e sem direito a prêmio.
Nosso reality show deve ser de coisas boas e a desgraça humana precisa ser banida de vez, pois tenho a ligeira impressão que as pessoas estão ficando mal acostumadas com o que não presta e que não vale a pena ser visto. A audiência que damos ao que nem deveria ser lembrado é gritante e termina consumindo o pouco que ainda temos de inteligência e sensatez.

Texto inspirado na música "Infinito Particular", da Marisa Monte.

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