quarta-feira, 10 de julho de 2013

Festa de Nossa Senhora do Carmo

A Festa de Nossa Senhora do Carmo, Padroeira do Recife, começa a mostrar os seus primeiros sinais e até o dia 16 de julho muitas celebrações irão marcar as comemorações da Santa que é muito querida por todos os recifenses. O amarelo, branco e dourado são as cores predominantes de todos os itens religiosos que são vendidos em frente à Basílica de Nossa Senhora do Carmo, no centro do Recife.
Lá podemos encontrar de tudo um pouco e até um parque de diversões está montado para alegrar a criançada que acompanha os pais nos festejos, que são compostos por missas e procissões em devoção e homenagem à Santa. Há também a celebração dos adeptos da cultura africana, embora não oficialmente na programação do evento, uma vez que no candomblé a Santa é chamada de Oxum, orixá amorosa e que representa as águas doces dos rios.
Nossa Senhora do Carmo é mais uma personificação de Maria, mãe de Jesus, e tem o escapulário como símbolo maior da devoção e da prestação de serviços ao Reino de Deus. É incrível como as pessoas se comprometem com este ritual e a cada dia a virgem Maria se torna mais cultuada e amada por todos nós.
No dia 16 de Julho é feriado no Recife e o centro da cidade se rende às comemorações e missas que acontecem durante todo o dia e atraem milhares de pessoas para o espaço que se torna pequeno nessa época do ano. Há também os aproveitadores da ocasião e o que mais encontramos são pessoas usando a festa religiosa como maneira de conseguir dinheiro fácil, contando desgraças não reais e fazendo tipo na porta da igreja. Nem todos são assim, mas acontecem casos gritantes que precisavam de mais supervisão por parte dos organizadores da festa para que o sentido real não seja perdido e com isso tenhamos a impressão de que as pessoas estão indo ali somente para se aproveitar de uma situação e não para guardar o real sentido da devoção à Santa e toda a sua pureza.
A festa profana também acontece, mas de forma comedida e adepta aos reais sentimentos religiosos que devem existir. É inegável percebermos a valorização do dinheiro e também de tudo que não é religioso, o que se torna impossível de ser bloqueado num evento tão grande e localizado numa área de grande circulação de pessoas. O Largo do Carmo deveria ter sido melhor preparado para a festa, pois notamos que as calçadas precisam de reparos e a igreja de uma pintura para ressaltar o seu estilo barroco e rico. O teto da igreja e altar são obras de arte e cada detalhe da Basílica tem grande valor histórico para o Recife e todos os pernambucanos.
Salve Nossa Senhora do Carmo!

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