sábado, 20 de julho de 2013

Andar com Fé

Hoje, quando caminhava pelas ruas de Garanhuns, me deparei com duas mulheres em trajes mínimos e com saltos gigantescos, que eram verdadeiros teste de equilíbrio. Num frio de lascar o cano, uma usava um shortinho "BC" e a outra uma mini saia que a deixava nua a cada passo, pois subia, subia, subia enquanto ela descia, descia, descia.
Detalhe: Não estavam com meias. 
Eram pernas nuas e cruas mesmo.
Eram tantos olhares que o meu não poderia ter ficado distante daquilo. Perdemos muitas vezes a noção do que é ridículo e isso acontece, na maioria das vezes, quando tentamos aparecer mais do que deveríamos, pois o que deveria ser um momento de puro destaque termina se tornando um vexame sem fim.
Uma das mulheres não sabia andar de salto e nitidamente era percebida a sua dificuldade de se equilibrar e se mover na saia apertada para o tamanho da sua bunda. Ou uma coisa ou outra. As duas ao mesmo tempo não combinaram e tenho certeza que ela se arrependeu de ter saído de casa daquela forma, pois só teve dificuldades para ficar numa praça de eventos lotada e cheia de pessoas circulando de um lado para outro. 
Acho que a saia dela deve ter subido até o pescoço e o salto nem sei se resistiu até o final da festa que contava com um dia cheio de atrações de peso e animadas.
Falando mais seriamente sobre o fato, afirmo que este não foi o único absurdo que vi em Garanhuns, no Festival de Inverno, pois eu ficava imaginando como algumas pessoas estavam aguentando o frio, usando modelitos que não esquentavam nada e só nos faziam ter a certeza de que a capacidade humana está acima dos limites prováveis e imagináveis que cada um de nós pode ter e basta um impulso para que possamos ter a força necessária para realizar tudo, mesmo que isso coloque em risco as leis da natureza e dos limites humanos.
Elas não pareciam ter frio e eu estava batendo os dentes. 
Cada um na sua. A vida é assim mesmo e engana-se quem pensa que há problemas para o homem, pois quando ele quer, vai e conquista, mesmo que isso pareça inacreditável para muitos. As mulheres poderiam estar se achando as mais poderosas de todas, quase "Anittas" do frio e isso é o que importa. Eu optaria diferente, mas isso é minha opinião e nada pode ser visto somente de um ângulo. Eu não vi se a calcinha delas era de pelúcia, pois talvez o segredo estivesse nas entrelinhas e não no modelito ousado que estavam usando para uma noite de frio. 
Andaram com fé e foram... Não sei que destino tiveram, mas foram.

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