sexta-feira, 10 de maio de 2013

Precisa Avisar?

Alguns avisos que encontramos, nos mais variados locais, seriam desnecessários se existisse educação e conscientização com a conservação do mundo em que vivemos, pois é incrível a grande capacidade de destruir e o pequeno talento para preservar que a maioria dos cidadãos possui.
Sujar as ruas, paredes e locais comuns é uma prática tão usual que fica difícil não ser notada no cotidiano de cada um de nós, pois a cada piscar de olhos estamos vendo a ação do homem e como ele não tem um pingo de compromisso nem com ele mesmo, afinal, todos nós iremos usufruir de muitos espaços, estejam eles limpos ou sujos.
Os depósitos de lixo são usados como enfeites e as ruas como alegorias do descaso e da falta de educação de uma população que deveria zelar por um patrimônio comum e que muitas vezes é tombado e tido como especial.
O que entristece é ver a sujeira nos locais e os avisos sendo desrespeitados e tratados como lixo também, nos fazendo pensar que a população além de mal educada é analfabeta, pois nem ler um aviso sabe. Vejo crianças sujando também e o pior, com a anuência dos pais, que são os mentores de toda a bagunça.
Como podemos esperar dias melhores e mais organizados se ainda estamos despreparados para o mínimo das ações e como pensar em evolução de um país que nem conhece as melhores formas de preservação da sua história e tradições?
Se não tomarmos cuidados urgentes, nossos patrimônios estarão à deriva e sustentados por vigas, como acontece em muitos casarios que vi na cidade de Salvador, que ao invés de preservar, gasta fortunas com contenções que não resolvem nada e ainda deixam registrada a nossa incompetência em garantir o nosso futuro histórico, apegado às tradições mais antigas e que são tão importantes para todos.
Conversando com uma guia no Museu da Misericórdia, em Salvador, ela me mostrou alguns projetos que estão parados e que demandam de patrocínio e incentivo governamental para serem postos em prática.
Conter o avanço do tempo é algo  bem difícil e se não formos logo, desde cedo, praticando a civilidade e a organização, ficaremos danificando mais cedo o patrimônio que ainda teria muito tempo para se mostrar bonito e atrativo aos olhos inquietos que todos nós temos.

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