quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Foco Perdido

Esta semana tentei fotografar a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem e tive dificuldades de encontrar um ângulo que não mostrasse os edifícios que agora a cercam. Só consegui fazer uma foto parcial, pois as interferências urbanas impossibilitavam uma imagem completa do monumento.
Assim como acontece com os locais, a nossa vida pode sofrer interferências e não ter a possibilidade de um retorno de determinadas ações que antes realizávamos e agora estamos impedidos, seja por qual motivo for. O pior é quando ficamos impedidos pelos rancores e falta de cuidado, já que isso acarreta uma série de barreiras que deixam as pessoas afastadas e sem possibilidade de obter bons ângulos e com isso guardar imagens saudáveis dos momentos vividos.
Aparecem interferências diversas todos os dias e cada uma delas tem um significado, seja para nos testar ou para nos fazer perceber se o momento que vivemos é propício ou não para a nossa felicidade. Nem sempre a alegria está nas pessoas e nas posses que temos, mas nas vivências que acumulamos durante o passar dos anos e que são importantes para cada um de nós.
Se a nossa visão fica obstruída por algum detalhe maior do que o normal, cabe a nós buscar uma solução, um ângulo diferente, para contemplar o momento e fazer dele uma promessa, uma nova perspectiva e com isso um novo meio de aproveitar o momento, mesmo que não da maneira original.
Algumas situações permanecem intactas por muito tempo, mas outras não. As mudanças são constantes e podem refletir de maneiras diversas na vida de cada um de nós, seja para o bem ou para o mal.
Vamos ajustar a máquina, mudar o foco, direcionar melhor o nosso olhar e dessa forma encontrar o sentido do que se perdeu ou ficou obscuro demais para ser observado com nitidez e sem interferências ruins.

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