quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Contando Carneirinhos

A tranquilidade da Praia dos Carneiros nos faz contar carneirinhos e literalmente esquecer do tempo, que lá passa devagar e sem atribulações.
Escutei muitas opiniões sobre a Praia e desde a última vez que fui lá, em 1993, pouco mudou da paisagem, já que ela é reservada e tomada por condomínios de luxo, restaurantes e hotéis.
Nem lembrava muito bem como ela era, mas hoje resolvi deixar viva a minha lembrança e visitar o local num dia que é dedicado aos mortos. Fiz renascer a lembrança na minha mente.
Ainda liguei para a minha mãe e disse: Mãe, adivinha onde estou? É um lugar que a senhora sempre me trazia na infância...
Ela acertou em cheio e nem precisei perguntar de novo. Essa me conhece de verdade, viu...
Os comentários que escutei sobre o local foram vários e de todos procurei ter a uma impressão pessoal para não comprometer a minha visita ao local.
Vamos lá...

A Praia dos Carneiros é privada e o único acesso disponível é através dos restaurantes e hotéis?
Sim, a praia é privada, mas há como se chegar aos locais paradisíacos sem pagar uma taxa mínima de R$ 50,00 para ficar nas cadeiras oferecidas pelos restaurantes e hotéis.
A dica é seguir pela estrada nova, logo na entrada de Tamandaré, e no último acesso aos terrenos residenciais seguir até o final da Praia de Tamandaré. Você estará no início da Praia dos Carneiros e sem pagar nada a mais por isso.
Caminhe pela orla cheia de coqueiros e vá conhecendo os mangues de águas cristalinas, a capela de São Benedito e as várias paisagens naturais que o local oferece.

É um local sem camelôs?
Praticamente sim. Só vi dois. Como o acesso é restrito, eles migram para outros lugares mais habitados. É uma paz, pois não há sensação melhor do que não presenciar a sujeira a barulho que fazem.

Não tem poluição?
Verdade. A água é branquinha, cristalina, cheia de arrecifes e pequenas lagoas que são propícias para as crianças e para os adultos também.

O Mar é tranquilo?
Sim. Mesmo com a maré alta, alguns lugares ficam com as suas piscinas naturais inalteradas e sem problemas para o banho. Na maré alta, não compromete os banhos.

As passeios de charrete sujam a praia?
Realmente sim, mas bem menos do que imaginei. São provenientes dos cavalos que vez ou outra defecam na praia. Posso dizer que é um ponto a ser desconsiderado, pois não faz efeito nenhum.

Há grande concentração de lanchas, barcos e jangadas?
Sim. Em alguns locais os banhos ficam prejudicados, comprometendo a segurança das pessoas que ficarem muito próximas às embarcações.

E a sombra?
É abundante durante todo o dia e, especialmente, à tarde quando o sol fica por trás dos coqueiros.

Quanto ao acesso?
Bom, com estradas tranquilas. O problema para quem vem do Recife são as obras intermináveis perto do Porto de Suape. Passou deste local, tudo bem.

E a disponibilidade de serviços?
Razoáveis, pois lá o que predomina são alguns restaurantes e hotéis. Se quiser algo mais, precisa vir para Tamandaré, que fica a uns 5 km. Rapidinho.
Lá você encontra padarias, supermercados, caixas eletrônicos, restaurantes, artesanatos e outros atrativos.

É um bom passeio?
Sem dúvida. A paisagem deslumbrante e a calmaria renovam qualquer espírito cansado do cotidiano louco de uma cidade grande. Recomendo.
Quem tiver disponibilidade de tempo vá passar alguns dias para descansar e encontrar a paz, contando muitos carneirinhos em sonecas tranquilas e relaxantes.

Dizem que ir para a Praia dos Carneiros e caro e que é lugar de quem tem muito dinheiro, mas digo que com um pouco de atenção aos detalhes nada fica dispendioso e fora dos padrões de qualquer mortal. Basta ficar atento aos conselhos de quem já conhece. Eu ontem aventurei e saí pedindo informações aos moradores locais até encontrar a melhor forma de desfrutar do paraíso de uma forma justa e que não comprometa o nosso direito de ir e vir, pois encontrar uma placa enorme na beira mar com a inscrição “PROPRIEDADE PARTICULAR, NÃO ENTRE” é uma afronta a todos nós que temos este imenso litoral ao nosso dispor e nem sempre sabemos como usufruir.
Mesmo sendo assim, restrita, preservada e linda, ainda encontrei vestígios de alguns animais mal educados que deixam garrafas PET, embalagens e outros dejetos de longa decomposição espalhados pela praia. Talvez se ela fosse liberada para o uso comum, a situação poderia ser bem diferente e não estaria aqui exaltando a sua limpeza e calmaria.
Deixem ela assim mesmo, privada.
É ruim, mas é melhor do que ver um paraíso daqueles atingido por pessoas sem noção e sem respeito à natureza.
Para formalizar tudo o que digo, a foto desta postagem fala mais do que eu sou capaz de escrever.

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