sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Malu de Bicicleta

Foi lançado nesta semana um filme muito bom, mas que não teve grande sucesso nos cinemas. Malu de Bicicleta, fala de um amor ocasional, quando um conquistador encontra uma moça, apaixonam-se, casam-se e depois esta linda estória de amor teve um final ruim quando começaram surgir as suspeitas de traição.
Na verdade, a traição é o tema que queria falar hoje...
Malu de Bicicleta, foi só um fio que eu puxei para desenrolar esta postagem.
A traição ocorre por dois motivos únicos: porque as pessoas são safadas mesmo ou porque deixaram de amar.
Safadeza não se discute, pois é algo que dificilmente muda na personalidade das pessoas, mas quando acabamos com o amor nos nossos corações, podemos ter inúmeros motivos para que isso aconteça, pois o que fica mais presente é a ausência de afeto e de atenção, permitindo que haja busca de outras possibilidades de amor em braços mais calorosos e ardentes.
Sem defender a traição e somente enxergando a situação pelo que vejo acontecer diariamente, digo que 90% dos casos são motivados pela desídia dos relacionamentos, quando deixamos de cumprir nossas atitudes mais essenciais e colocamos em risco algo que passamos algum tempo para conseguir e cativar. São dadas segundas chances, oportunidades, conversas, mas quando a situação piora mesmo não há como seguir a diante e o melhor caminho é pedalar mais rapidamente para outros caminhos e não seguir uma rota cheia de falhas e com traições, que só nos farão cair e ter vários problemas.
Encontramos muitas pessoas nas nossas vidas, mas nem todas aparecem de bicicleta, tempestivamente. Algumas conhecemos aos poucos, com tempo e disposição para utilizarmos o nosso tempo para suprir todas as necessidades que temos até assumir um compromisso sério. Por que então não destinamos este mesmo tempo quando estamos nos relacionando com alguém?
Será que só temos tempo quando estamos querendo conquistar?
Cativar alguém é uma tarefa contínua e depende da nossa disposição diária e jamais devemos pensar que está tudo bem e que o outro não precisa de atenção.
Se assim for, a porta ficará aberta para que outros venham passear na ciclovia e desfrutar das nossas curvas.
Vamos andar no local certo, permitido para as bicicletas, e deixar as vias de alta velocidade para os carrões.

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