segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Qual é a Senha?

Com os meios de comunicação cada vez mais informatizados e pessoais, o uso de senhas para bloquear alguns desses recursos se torna algo indispensável para garantir a nossa segurança e a integridade das informações.
Mas...
O que fazer quando esquecemos uma senha dessas?
Hoje temos senha para: internet banking, caixa eletrônico, cartão de débito, e-mail, computador, cartão de crédito, lojas virtuais, conta bancária, etc..
Tenho um método pessoal para lembrar todas, mas nesta semana fugi desta regra e esqueci a senha do meu computador e fiquei com todos os meus arquivos indisponíveis por dois dias e a solução foi apelar para o meu cérebro e relembrar todas as atividades que realizei no dia da mudança e que poderiam novamente acender a chama da lembrança em mim.
Funcionou e lembrei a senha, mas até que isso acontecesse a dor de cabeça foi inevitável já que o simples fato de imaginar a formatação da máquina já me causava uma agonia sem fim. No final tudo deu certo e novamente tive o prazer de acessar os meus arquivos que julgava perdidos por alguns momentos.
Somos obrigados a ter muitas senhas e todas elas fazem parte da nossa vida, sendo inevitável não conviver com elas. O que é importante notarmos é que este relacionamento deve ser o mais adequado possível e não ter chances de nos causar transtornos ou esquecimentos. A senha deve ser difícil, mas para a nossa mente deve ser fácil e ter algo em comum com a nossa vida, caso contrário ficará complicado estabelecermos uma relação amigável de sobrevivência.
A senha deve ter uma lógica, uma importância para nós e não ser algo vago, que não representa nada. Não pode, porém, ser óbvia demais senão ficará muito fácil para as pessoas encontrarem uma forma de acessar a nossa vida de uma maneira muito simples e rápida.
Aprendi com esta experiência que a minha senha foi bem feita, porém descumpriu um propósito essencial, que é o que fala da relação dela comigo. A palavra que escolhi não era pessoal e sim impessoal e fez com que minha mente tivesse muita dificuldade de lembrar num primeiro momento.
Pequei também porque não anotei e não memorizei algo tão importante. Fiz a mudança num momento de pressa e nem me preocupei com as consequências que poderiam vir depois.
Tudo é resolvido nesta vida, de uma forma ou de outra. Podemos não ter a resolução da forma que esperamos, mas teremos.
A morte é que não tem solução e desta eu quero ficar bem longe...
O que sei é que consegui voltar ao estado inicial e que a senha do computador jamais será esquecida por mim, pois a dificuldade que tive foi tamanha que me fez ter um apego especial à ela. Pensei em mudar, mas vou deixar de pirraça.
“ Só eu posso pensar quando estou triste, só eu.. (...) Eu falo e ouço, eu penso e posso”

1 comentários:

Daniel disse...

Como sempre, perfeito!

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