sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Celeridade

Os processos judiciais hoje em dia pecam muito em um dos seus princípios fundamentais, que é a Celeridade. A palavra denota agilidade, rapidez e eficiência, mas na prática isso é bem diferente e compromete os nossos nervos e entendimento sobre o que é permitido ou não nas leis, sejam elas de que ramificação do Direito forem.
A demora nas resoluções e as divergências de entendimentos, além dos vários meios possíveis de recursos, dificultam o andamento de algumas etapas de um processo e minam a paciência de todos nós. Se eu for falar nas demoras nas audiências, nas datas marcadas para o fim dos dias aí o assunto rende umas dez postagens.
Vamos deixar tantos detalhes para lá...
Os juízes e todos os seus assessores deveriam ser substituídos pela Liga da Justiça, pois estes sim mostravam trabalho rápido e eficiente na suas atitudes e sempre deixavam a sociedade satisfeita e confiante dos seus atos, o que não acontece hoje em dia nos processos que encontramos por aí.
Outro fator agravante dessa crise de Celeridade é o aumento das ações e a moda para pedir indenizações ou ingressar com pedidos que nem sempre possuem fundamento ou que gerarão realmente a concretização de um direito ao homem. A maioria das pessoas pensa que a obtenção dos direitos está associada ao assistencialismo e a mentira e isso já dificulta muito o andamento de qualquer ajuizamento que possamos ter conhecimento.
Quando a Liga da Justiça se reunia para tratar de assuntos, buscavam soluções e cada um dos integrantes tinha o compromisso de resolver, do seu modo, com os seus poderes, o problema que foi criado e que afetava a sociedade sempre carente de atenção.
Será que a nossa equipe de juristas está realmente preparada para enfrentar a sociedade que os espera?
Será que temos real compromisso com a agilidade e resolução dos problemas ou tratamos os Processos como Processos sem Fim, sem perceber que o resultado é mais importante do que a falta de compromisso em resolver e entender bem o que realmente necessitamos para que tudo dê certo e tenha real finalidade?
Alguns julgamentos arbitrários ou mal elaborados agravam ainda mais as decisões judiciais e fazem com que a sociedade não acredite nos homens reais e tenha sempre em mente o que é fantasia, pois se formos comparar um com o outro não há muita diferença.
Como não tenho encontrado um padrão humano aceitável ultimamente para as soluções jurídicas, prefiro imaginar todos os super heróis resolvendo tudo para mim, pois em alguns casos parece que todos estão usando roupas de Criptonita, os fazendo ficar fracos e vulneráveis como o Super Homem.
Precisamos de Mulheres Maravilhas, que com os chicotes certeiros amarrem as injustiças; de Super Homens que sobrevoem o mal para enxergá-lo melhor e tratem o bem com força e determinação; de um The Flash, que seja rápido nas resoluções e nunca deixe os cidadãos sem resposta; um Batman que use a tecnologia e a inteligência para superar todas as dificuldades e com isso mostrar que é possível termos melhores resultados em todas as decisões judiciais que iremos enfrentar.
Abaixo os delegados Charadas, os juízes Coringas, que ao invés de nos mostrarem uma solução, sempre nos trazem um problema maior do que o que encontramos.

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