sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vigilância de Peso

Hoje estava observando alguns vigilantes e policiais militares num órgão público que sempre visito por motivos profissionais e o que mais me chamou a atenção não foi a disponibilidade deles para realizar a ronda e guardar o espaço, mas a prontidão para falar da vida dos outros e de ficar jogando conversa fora, sem realizar o serviço que lhes compete de verdade.
Falavam de quem chegava, de quem saía, de quem trabalhava no local e principalmente deles mesmos, pois ficavam questionando as escalas de trabalho dos colegas e os benefícios que recebiam. Como se isso não fosse o bastante, fiquei abismado com a imensa quantidade de gordura que tomava conta do corpo deles, certamente pela inércia do que fazem e que termina deixando o corpo sem atividade e só acumulando o que não presta. Estavam fora de controle mesmo, seja na língua ferina ou na sua forma física e isso estava influenciando diretamente nos seus desempenhos, pois ao invés de cuidarem do patrimônio público estavam tornando público fatos que não deveriam estar na boca do povo, digo, dos vigilantes.
Assim como eu, outras pessoas podem estar de bobeira nas redondezas e escutar as coisas que escutei e repassar isso para quem não deveria saber. Sem querer, podemos passar informações importantes de como algum lugar ou pessoas se comportam e isso gera, além de muitas fofocas, diversos atos de vandalismo e violência, uma vez que assaltos podem ser baseados em conversas ouvidas por pessoas, aparentemente, sem nenhuma influência.
Deixamos de realizar as nossas atividades e paramos para fazer outras que não produzem efeito algum nas nossas vidas e se percebermos bem, muita gente faz isso e terminam perdendo a confiança ou emprego sem nem se darem conta de que foram os únicos culpados pelas suas próprias desgraças.
Tudo que realizamos deve ser bem-feito e nunca deixado de lado por atitudes pequenas e desnecessárias, pois, por um descuido qualquer, estaremos vulneráveis aos que não presta e deve estar afastado dos nossos dias. Agregar valor ao nosso trabalho é bem simples e basta que o nosso pensamento seja direcionado para a atividade e não para as banalidades que não nos interessam. 
Se a bunda de fulana é grande ou cicrano é corno, o que isso influencia no meu trabalho?
Nada.
Não é com a bunda ou chifres que as pessoas pensam e fazem as suas atitudes e pensar que isso vá influenciar algo é atividade de quem não tem realmente o que fazer e fica só acumulando o que não presta na mente.
O trabalho verdadeiro espera por vocês, desocupados, e isso pode ajudar muito quando o assunto estiver relacionado ao que realmente interessa e não pode ficar sem o devido cuidado e atenção.
É por isso que na hora em que mais precisamos da "poliça" ela nunca está disponível. 
Deve estar se preocupando com o que não interessa ou quem sabe voando por aí sem destino certo.

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