terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Trilha do Jacarapé

O litoral da Paraíba é bem variado e sua maior característica são as falésias que tomam conta da maior parte da sua extensão, fazendo com que em alguns momentos a caminhada à beira mar seja quase impossível, pois quando a maré fica alta, alguns espaços ficam difíceis de serem ultrapassados.
Foi com este sentimento que passei a maior parte da caminhada na Trilha do Jacarapé, que passou pelo Santuário de Nossa Senhora da Penha, Praia da Penha e Praia do Jacarapé, um local que abriga uma colônia de pescadores e também um pequeno rio. Como o nosso transporte atrasou um pouco, chegamos em João Pessoa um pouco além do horário propício da maré e tivemos que enfrentar alguns desafios em alguns trechos, disputando o espaço pequeno da margem com a revolta água do mar e que nos molhava a todo instante.
Normal, afinal estávamos numa aventura.
Conhecemos brevemente o Santuário de Nossa Senhora da Penha e pude perceber a beleza e tranquilidade das redondezas onde as casas de veraneio são um detalhe à parte da paisagem e fazem um contraponto com a movimentação urbana que de longe podemos observar, a qual mostra a capital João Pessoa.
Andamos por aproximadamente quatro horas e no caminho encontramos algumas paisagens bucólicas que mostravam a forma rudimentar de algumas pessoas residirem, mesmo estando tão próximas da capital. A preservação de costumes antigos, especialmente a pesca, eram detalhes que não podiam deixar de ser observados.
Vi também um grupo de crianças que brincavam alegremente num mangue, fazendo de uma grande árvore o seu trampolim para saltarem no rio que encontramos. Diversão boa, mas perigosa se não forem tomados os devidos cuidados pois as acrobacias podem ter efeito desastroso se a pessoa cair de mal jeito.
Outro fato que me chamou a a tenção foi a grande quantidade de animais aquáticos mortos na praia e isso poderia ser reflexo de várias coisas, mas ainda acho que foi motivado pela pesca, já que muitos destes animais vistos como "não comerciais" terminam ficando presos nas redes nada seletivas dos pescadores e depois sendo desprezados.
O ruim foi encontrar duas tartarugas marinhas nesta situação, pois como sabemos algumas destas espécies estão em extinção e sua proliferação no nosso litoral é bem menor do que deveria ser. Eram tartarugas de tamanho considerável e que deveriam ter passado anos para chegar até aquele estágio. Uma pena realmente ter visto isso.
Fora isso, a trilha foi bem leve e não teve muitas aventuras e ralação. Para quem já viveu momentos mais destemidos, posso dizer que foi uma trilha super leve e muito fácil de ser enfrentada. Valeu pelo conhecimento de mais esta área do litoral paraibano e pelo início do ano de uma forma boa e saudável, esperando que novas viagens possam surgir durante o ano.
Deixo registradas algumas imagens do nosso roteiro.





















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