terça-feira, 27 de agosto de 2013

Celular Viciante

Hoje em dia o celular faz de tudo e as funcionalidades que ele apresenta, faz com que as pessoas fiquem viciadas nos seus botões ou tela, digitando o tempo todo e usando os mais variados aplicativos que só possibilitam uma coisa: o distanciamento entre as pessoas e a extinção cada vez maior de uma comunicação mais calorosa.
Ontem estava assistindo aula e percebi que o professor só olhava para mim, falando sobre o assunto. Pensei que era porque estava sentado nas primeiras cadeiras e a maioria das outras pessoas no final da sala, mas quando olhei para trás percebi que os outros colegas de sala não estavam prestando atenção na aula. Ou estavam conversando ou estavam usando as funções do celular. A maioria estava vidrada na tela do celular. Tem gente que nem fala mais com você, não dá boa noite e só consegue usar o celular. O tempo em sala de aula ficou pequeno para as duas atividades.
Isso não acontece somente nas salas de aula e percebemos isso nos restaurantes, quando as pessoas ao invés de conversarem e de aproveitarem o momento, terminam usando o celular para fotografar o prato e divulgar nas redes sociais. Tudo bem que todo mundo já fez isso um dia, mas tornar isso uma prática constante e irritante já é demais.
As pessoas só possuem olhos para as telas sensíveis ao toque e a modernidade das pequenas máquinas eletrônicas, que terminam perdendo o sentido da telefonia e acabam sendo aparelhos multifuncionais, que possuem de tudo um pouco e vão, aos poucos, deixando as pessoas viciadas e sem chances de se libertar daquela agonia sem fim.
Meu celular não acessa internet. Só faz ligações e manda mensagens. Ele é assim por opção e até agora não senti necessidade que isso mude. Estou satisfeito com a minha forma arcaica de falar com as pessoas, de sentir a emoção nas ações que faço e de prestar atenção no que os outros falam sem ter que ficar com tendinite nos dedos devido ao uso incansável dos aparelhinhos cada vez mais ágeis e cheios de coisinhas diferentes.
Não critico quem usa, mas a forma de usar.
Precisamos perceber que temos outras coisas e pessoas para observar e que a vida não se resume numa tela colorida, que parece um caleidoscópio, onde a cada momento novas imagens e situações aparecem para nos fazer perder o sentido da vida e ficar valorizando somente o que não nos proporciona sentimento de verdade, uma vez que a comunicação com o celular é fria, pois geralmente utiliza as infindáveis mensagens dos aplicativos e das redes sociais. Hoje em dia realizar uma ligação para alguém é comum, mas com o passar do tempo se tornará rara, já que a voz está se tornando a segunda opção e dando espaço às frases mal escritas, cheias de erros e que só minam a nossa paciência.
Está comprovado que algumas pessoas passam mais tempo navegando no seu celular do que na sua vida real. Não sei como conseguem, mas é uma realidade...
Será que se transformaram num "Android" e a sua voz agora se chama "WhatsApp"?
Pode ser...
Liga para mim e me fala, por favor. 

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