sexta-feira, 7 de junho de 2013

Basta!

Basta mesmo...
Andando pelas ruas das cidades é que percebemos como este desenho que vi numa parede de Olinda faz totalmente sentido. Na cidade histórica, ele remetia ao uso indiscriminado de carros pelas ruas da cidade e que dificultam a circulação de turistas pelo local, que é cheio de prédios históricos e igrejas antigas.
No recife, a frase já tem outra conotação, pois lembra o trânsito caótico, fervente e cheio de interferências que diariamente enfrentamos, pois como se não bastasse a grande quantidade de carros, ainda temos que nos deparar com os motoristas ruins, obras viárias inacabadas e buracos enormes nas ruas, sejam eles causados pelas chuvas ou pelas obras intermináveis da Compesa e Prefeitura, que complicam mais do que explicam e terminam deixando a população com a paciência esgotada.
Um carro é útil e muito necessário nas horas de maior necessidade, mas se usado de forma abusiva, termina causando danos a todos e fazendo com que a vida na cidade se torne um inferno e cause grandes agonias para todos.
Ontem utilizei um ônibus e fiquei imaginando o que realmente o motorista queria fazer, se era transportar gente ou realizar uma corrida no vídeo game imaginário da mente dele, pois a fúria com que tratava o volante, me fazia perceber que ele não tinha a menor noção do que era dirigir e que aquela, que deveria ser a sua profissão, na verdade era uma guerra travada entre ele e os outros carros que circulavam, sendo ele o causador de muitos equívocos cometidos no trânsito e que colocavam em risco a segurança de todas as pessoas que estavam ali, utilizando o transporte público da capital pernambucana.
Dirigindo não encontro situações diferentes e não é difícil perceber que as pessoas não entendem mais de sinalização e de educação, pois o desejo é sempre ultrapassar e não ceder um segundo para ninguém, nem que isso acabe em muitos arranhões e danos ao veículo que é tratado como item de guerra e não de locomoção. 
Uma vergonha...
Gostaria que não fosse assim e que todos pudessem ter melhores dias no trânsito, pois se é difícil suportar a grande quantidade de carros e também os congestionamentos, imagine ter que suportar, de quebra, a ignorância e falta de preparo das pessoas no trânsito.

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