sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pandemônio na Atlântida Pernambucana

A cidade do Recife teve hoje mais um dia de caos por conta das chuvas e como se não estivéssemos acostumados a tanta desordem, ficamos outra vez sem chances de arrumar meios de escapar de tantos atropelos, alagamentos, acidentes e atrasos. É incrível como a cidade é sem estrutura viária e como não temos muitas opções de escapar por rotas alternativas e que possam nos levar aos nossos destinos sem que tenhamos que literalmente cair na lama e se afogar no mar de desordem que impera há muitos anos.
O lixo acumulado nos locais onde deveria escoar a água das chuvas fez com que o município se transformasse num imenso tangue de água suja, onde as doenças e os atropelos são as menores coisas que podemos esperar. Hoje passei mais de duas horas para chegar no trabalho e porque moro muito perto. Alguns nem conseguiram chegar e voltaram para as suas casas, evitando com isso algo pior ou danos aos seus veículos, já que em algumas ruas até passar de ônibus estava complicado. 
O túnel que dá acesso ao Shopping RioMar ficou cheio e vendo a foto na internet não acreditei na imagem que ilustrava um dos vários exemplos ocorridos no dia de hoje, onde até um jacaré apareceu na Avenida Caxangá, trazido pelas chuvas e causando temor às pessoas que o encontraram. 
Coitado...
Ele devia estar mais assustado que os humanos.
Na Avenida Manoel Borba, uma árvore gigantesca caiu e interditou a via de grande movimento no centro da cidade. O Derby e a Avenida Agamenon Magalhães estavam cheios de carros e de água, com o canal quase transbordando. 
Para piorar tudo, a maré estava cheia nesta manhã e a ressaca dos mares e rios se aliou às águas pluviais para fazer com que a cidade fosse acordada com muitas agonias e transtornos sem fim. Os prejuízos são muitos, muitas empresas sofreram com o resultado negativo das chuvas nas suas linhas de produção ou na área de serviços, pois muitas lojas do comércio fecharam as porta uma vez que não tinham condições sequer de iniciar o funcionamento.
A estação do Metrô de Joana Bezerra ficou cheia de água, faltou energia no meu bairro e tudo estava sem funcionar direito, deixando as pessoas apreensivas com a volta para casa, pois se a viagem de ida foi traumática, imagine o retorno?
Essa é a nossa realidade pernambucana e fica complicado ter bons dias numa cidade tão despreparada para as chuvas, pois choveu constante por algumas horas, com intervalos de estiagem. 
Isso já foi motivo para que as águas não tivessem para onde ir, nos deixando a ver navios, literalmente.

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