sexta-feira, 15 de março de 2013

Cota (De Paciência)

Hoje escutamos falar sobre os mais variados tipos de cotas e seja lá o que querem preservar, terminam sendo o retrato da discriminação e da ignorância, seja da população e também dos governantes que não usam o seu poder político para realmente trabalharem em favor da sociedade e por isso a deixam cada vez mais desigual e sem chances de ser uniforme pelos seus próprios pés.
Existem cotas para negros porque todos pensam que eles são incapazes de chegarem aos melhores postos de trabalho ou nas melhores faculdades, mas se enganam todos que pensam assim, uma vez que inteligência e caráter não possuem relação nenhuma com a cor. Obrigam as empresas a contratarem deficientes, mesmo sabendo que a maioria delas faz isso para não ser multada e terminam criando um constrangimento maior quando os próprios deficientes se deparam com um ambiente hostil e nem sempre preparados fisicamente para recebê-los de forma digna e respeitosa.
O que precisa mudar é a educação das pessoas para isso e a sociedade deve entender de uma vez por todas que deficiências todos nós temos e que a raça brasileira é mais misturada do que desfile do Galo da Madrugada no sábado de carnaval. Ninguém é totalmente puro no Brasil, a não ser que viva numa sociedade de castas, o que até então não tenho conhecimento que exista por aqui. 
A nossa paciência está cada vez mais pequena diante de tanta burrice das pessoas e não precisamos ficar o tempo todo mudando a forma de falar sobre determinadas coisas ou pessoas, com medo de sermos indelicados ou de ferir o ego de alguém só porque ele é negro ou possui alguma deficiência no corpo.
Talvez a deficiência mental seja maior e ninguém ainda percebeu isso.
Muitos abrem o bocão para falar bonito sobre inclusão social, respeito ao próximo, civilidade, mas esquecem que a vida em sociedade é muito mais e precisa de ações concretas para que seja realmente igual para todos e possa nos trazer felicidade plena e não somente decepções. Cada ser que aparece na nossa frente não precisa ser perfeitinho ao ponto de ficarmos encantados e os defeitos também podem ser admirados, já que a partir deles muitas pessoas conseguem superar os obstáculos que a vida lhes trouxe.
As pessoas que são inclusas nas cotas precisam ajudar também e deixar de se julgarem coitadinhos de uma sociedade que os fez assim e cada dia alimenta mais este mal que não tem fim e só nos faz ficar menos evolutivos e cheios de neuroses que não nos levam a nada.

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