quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mutilação Voluntária

O que leva as pessoas a tomarem determinadas atitudes com a sua aparência, como no caso das pessoas que usam alargadores ou outros tipos de acessórios no corpo?
Em tribos africanas ou indígenas isso bem que é normal, mas encontrar uma criatura dessas na rua é algo que assusta.
Aqui no Recife há vários personagens do tipo e vez ou outra me deparo na rua com algumas pessoas usando os mais variados tipos de alargadores e fazendo tatuagens nos locais mais improváveis. Nada contra, mas que ficam parecendo seres de outro mundo, isso sim.
A mutilação voluntária ocorre muito em pessoas que não se aceitam da forma como vieram ao mundo ou que simplesmente desejam causar algum impacto à sociedade, criando uma forma de imposição da sua loucura, seja ela mais leve ou severa. Não vejo este tipo de prática como algo saudável, pois uma pessoa assim terá que viver uma vida pessoal e profissional isolada dos demais e isso não é porque ele queira, mas sim porque a sociedade bloqueia logo este tipo de atitude nos ambientes mais tradicionais e que exigem uma cera cautela no trato pessoal.
Pessoas que geralmente fazem essas loucuras corporais são ligadas à arte, ou trabalham com o mesmo ofício, ou seja, tatuador ou mutilador profissional. Os alargadores são pequenos no início e vão aos poucos fazendo com que a pele elasteça e dê lugar para argolas maiores e cada vez mais visíveis. É uma mudança sem volta e se algum dia a pessoa se arrepender do estrago que fez, deverá passar por uma cirurgia plástica reparadora, com um competente profissional, para recompor a parte do corpo que teve o uso destes instrumentos, que podem ser de vários materiais como madeira, plástico ou aço cirúrgico.
Quem optar por usar, deve ser acompanhado de uma pessoa especializada no assunto e somente utilizar materiais livres de oxidação e contaminação, não descuidando nunca da limpeza para evitar a proliferação de fungos e bactérias.
Já tive muita vontade de fazer uma tatuagem, mas hoje isso saiu totalmente da minha cabeça, pois percebi que o nosso corpo é bem mais bonito se estiver ao natural, da forma que fomos concebidos. Intervenções só para melhorar e não para piorar o que já foi gerado.
Tatuagens discretas, bem localizadas, estão valendo. O que não é bom é o excesso.
Estamos avançados demais para vivermos nos mutilando voluntariamente e sem necessidade.

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