segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Negapositivo

Em cartaz desde o dia 05 de Agosto, no Centro Cultural dos Correios, a exposição Negapositivo mostra um pouco do que podemos enxergar de diferente com as fotografias positivas e negativas e também a utilização dos materiais alternativos que hoje são disponibilizados para que a imagem seja feita, tendo finalidade de beleza ou não.
O que importa é o impacto.
Das exposições que estão em cartaz, esta foi a que mais despertou minha atenção por trazer um tema voltado para a fotografia e por ser este um dos meus passatempos preferidos. Fiquei observando as imagens e vendo como é possível enxergarmos as pessoas de formas diferentes e imaginando se os nossos olhos também pudessem enxergar os outros positivamente e negativamente.
Seria um  caos...
Veríamos muitos defeitos nas pessoas e talvez o seu interior não fosse tão bonito como a parte externa, que é a que estamos acostumados a ter diariamente diante dos nossos olhos. O artista Luiz Inocêncio Lima Filho, mais conhecido como Innó, soube retratar de forma eficiente esses estigmas e usou a bela imagem de Marilyn Monroe em muitos dos seus trabalhos, pois esta bela mulher ficou desconstruída em muitas outras, nem tão belas, mas inspiradoras e reflexivas.
Somos assim também e nem sempre mostramos na nossa imagem exterior o que temos dentro de nós. Nossa abreugrafia é algo não visto, mas que mostra os pequenos detalhes do nosso corpo, nos fazendo diferentes e cheios de detalhes que somente alguém mais próximo conhece.
O Negapositivo que temos é justamente o costume de negar o que olhamos diariamente e fazer sempre com que os nossos olhos observem o que está mais adaptado aos nossos costumes ou que nos tragam mais felicidade e menos tristeza, afinal, ninguém quer ficar a vida toda enxergando somente coisas ruins de si e das outras pessoas.
Ainda bem que não temos este dom e vamos deixar isso para as máquinas antigas, já que as digitais nos trazem as imagens aparentes e deixa o negativo num passado esquecido e que a cada dia fica mais distante de todos nós.
Precisamos enxergar em 3D e com isso verificar os defeitos existentes no mundo de uma forma interativa, a qual nos faça realmente imaginar que fazemos parte de toda a história, sem que fiquemos com uma imagem estática e em alguns momentos difícil de ser interpretada.
Precisamos de visibilidade em tudo...

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