domingo, 11 de janeiro de 2015

Muro Alto

A Praia de Muro Alto, no litoral Pernambucano, merece o nome que tem, pois um enorme paredão de arrecifes faz com que o local tenha uma extensa piscina natural, com profundidade mediana, que proporciona, além dos banhos tranquilos, a prática de muitos esportes e diversões aquáticas para os visitantes e também para os hóspedes dos diversos resorts que ali se instalaram e fizeram do espaço uma área sofrida com muitas intervenções, pois o homem não se contenta nunca em construir algo na praia e quer sempre estar quase dentro do mar com as suas edificações descontroladas e nem sempre saudáveis.
Logo no início da praia, podemos notar a grande especulação imobiliária, onde os condomínios de luxo e a vasta rede hoteleira recebem os visitantes de uma forma diferenciada e mostrando que a área é bem mais exclusiva do que imaginamos, pois para termos acesso ao mar, temos alguns poucos caminhos disponíveis, pois a maioria fica inacessível devido ao grande aglomerado de construções, as quais delimitam total exclusividade dos espaços que natureza nos proporciona gratuitamente e sem restrições.
Só temos uma visão melhorada do mar quando vamos até o final da praia, bem próximo ao Porto de Suape, e lá notamos que a natureza ainda selvagem recebe alguns visitantes para que desfrutem do mar e também das piscinas naturais que se formam na maré baixa. Apesar do local abrigar investimentos imobiliários de grande porte, padece de infraestrutura, pois os acessos estão cheios de buracos e transitar em algumas áreas é uma tarefa disputadíssima e difícil, já que alguns espaços não comportam com facilidade dois carros paralelos. Aliado a isso há também a falta de consciência das pessoas que estacionam os carros em locais inapropriados e fazem das vias de acesso locais seus, como se tivessem comprado cada pedacinho de terra das redondezas. Uma agonia em dias movimentados.
Não gostei de ver algumas intervenções próximas a alguns resorts que lá estão, pois tratam a extensão de terra da praia como se fossem suas e delimitam espaços que terminam deixando a paisagem muito comprometida e sem aquele ar natural que é bom de se ver em qualquer praia. Enquanto Porto de Galinhas, que é bem próxima, tem uma infraestrutura de restaurantes e lojas bem desenvolvida, em Muro Alto não há este tipo de serviço facilmente, a não ser nas dependências exclusivas dos resorts e condomínios, que oferecem este tipo de serviço aos hóspedes e proprietários. Fica complicado comer alguma coisa ou comprar alguma bebida, pois é muito raro encontrar algum ponto que venda e quando encontramos, a demanda termina sendo bem maior que a oferta. 
Uma senhora estava vendendo caldinho de sururu e mariscos e havia fila para comprar. O preço alto, R$ 10,00, não afastou os compradores e mesmo assim todo o estoque se esgotou antes mesmo que as pessoas pudessem matar a sua vontade. Confesso que me deu vontade de ir vender caldinho ali, pois era lucro certo.
Tirando esses contratempos, a praia é bonita e vale a pena a visita, mas ressalto que somente na maré baixa a satisfação vai ser maior, já que com a alta do nível do mar, os arrecifes ficam cobertos e a extensão de areia também deixa de existir, já que o paredão não é só de pedras, dentro do mar, mas de areia também, na praia. É por isso que o local recebe este nome tão característico, já que um grande muro alto de areia divide a praia e o mar. O local é ideal para a família e para as crianças se divertirem sem medo das ondas revoltas que o mar apresenta diariamente e que podem ser nocivas para os menos experientes.
Fica a dica desta linda praia do nosso litoral pernambucano.
































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