quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Máquina

Nunca houve uma máquina como a Canon PowerShot A95.
Quando comprei esta máquina em 2005 fiquei um pouco insatisfeito com o seu tamanho e peso, apesar dela ser uma das mais modernas da época. Era o momento em que as máquinas digitais estavam se proliferando no mercado e ficando cada vez mais populares. Foi um presente de aniversário que me dei naquele ano. Tinha 5 MP, visor móvel, várias configurações de fotos e qualidade de imagem fora do comum.
Ela durou muito tempo até que uma queda acabou com os seus dias e fez com que eu sempre ficasse a procura de uma que a substituísse.
Foi com ela que iniciei as minhas fotografias e também pude registrar ótimos momentos da minha vida, em viagens que jamais serão esquecidas. Ela tinha o dom de captar imagens vibrantes, coloridas e impecáveis. Era realmente “A Máquina”.
Depois dela tive outra, também da Canon, que foi a PowerShot A470, que com o seu visor grande e alta qualidade de imagem, com 7MP, me auxiliou na captação de muitas imagens, mas terminou vencida pelo uso continuado, quando num belo dia o seu visor se apagou de vez. O conserto era o preço de outra e daí fui em busca de outra, sendo a escolhida o modelo PowerShot S2000IS, que teve grande desempenho e imagens belas com 10MP e zoom de longo alcance. Esta resistiu até a minha viagem para a Chapada Diamantina e a quantidade de fotos que registrei fez com que a bichinha entrasse em curto circuito e fazendo com que eu aposentasse mais uma companheira de viagem.
O que mais me impressionou nestes anos, foi que a cada nova aquisição o preço foi caindo e os recursos aumentando. A primeira, a Canon PowerShot A95, custou R$ 900,00, segunda, a Canon PowerShot A470, custou R$ 260,00 e a terceira, a Canon PowerShot S2000IS, custou R$ 380,00. O preço de uma boa máquina fotográfica hoje é bem menos do que há alguns anos e como se tornou um item muito usado e comum, o preço caiu muito enquanto os recursos cresceram e hoje podemos encontrar máquinas à prova d’água, com definição em 3D, duplo visor, isso e aquilo, frescurinhas e coisas desnecessárias...
Máquinas digitais são ótimas para deletar o que não ficou bom e não precisamos ter surpresas na hora de imprimir as fotografias, pois já sabemos o resultado e se ficaremos ou não de olhos fechados ou vermelhos numa foto. Uma vez viajei para Salvador e foi em 1987, época em que as máquinas fotográficas usavam filmes comuns e tinham limite de 36 poses. Quando revelei as fotos tive péssimas surpresas, pois fechei os olhos na maioria e em algumas delas cortaram minha cabeça, meus braços, fotografaram o muro ao invés de mim...
Eita como era ruim. Só gastava dinheiro à toa.
Mas hoje tudo mudou e só é feio quem quer, só tem buraco na cara quem não tem um programa de edição de imagens, só fica de olhos fechados se for cego de verdade.
A fotografia digital é muito boa e hoje uso minha Kodak C143, vermelhinha, pequenininha, com 12MP, altas possibilidades de imagem e de fácil configuração. O preço foi imbatível: R$ 199,00.
Até então só usava a marca Canon, mas agora estou descobrindo os recursos da Kodak. Percebi que as máquinas Canon possuem um tempo de vida útil curto e depois de um ano em atividade morrem e nos deixam à deriva. Tenho duas em casa e o conserto de cada uma delas é o preço de outra bem melhor e com mais efetividade.
É a lógica do mercado dos bens de consumo que não foram mais feitos para durar e sim para serem substituídos.
A imagem desta postagem mostra a PowerShot A95 e com ela toda a saudade que tenho do seu ótimo desempenho...
Era pesadinha, utilizava 04 pilhas AA e tinha cartão de memória enorme.
Hoje tudo mudou, mas ela continua sendo a minha preferida.

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