sábado, 14 de maio de 2011

Trilha - Mata do Pau Ferro

Hoje segui até o município de Pesqueira, aqui em Pernambuco, para conhecer a Mata do Pau Ferro, que tem este nome devido a uma enorme árvore que fica no meio do local e que tem caule e copa grandiosos que se destacam na vegetação.
Foram quase mil metros de subida dentro de uma mata fechada, mas com clareiras para que pudéssemos contemplar o sol e também observar a natureza perfeita e verde, devido ao período de chuvas. O clima por lá estava bom e durante toda a caminhada não choveu, mas também não fez aquele sol de torrar como geralmente acontece nesses dias de caminhada.
Foram mais ou menos 20 pessoas para a trilha e em todos os momentos houve grandes passagens por cachoeiras, rios, vegetação agreste, vales, fazendas, além de termos encontrado muitos animais pelo caminho. Logo no início, encontramos uma cobra cega e depois vieram os outros menos inofensivos.
A surpresa do dia foi ter encontrado uma tribo indígena dentro da mata, a qual estava fazendo um ritual em homenagem à mata e à Nossa Senhora da Guia. Foi interessante notar aquela manifestação cultural e saber que mesmo os índios tendo pouco das tradições antigas, ainda conservam alguns ritos religiosos bem formados.
Houve momentos de grande contemplação da natureza e a sensação que tínhamos era que o ar refrigerado estava ligado em todos os lugares, pois o alto nível das montanhas aliado à vegetação densa, criava um clima fresco e que nos dava pouco calor.
No total foram 12 km de caminhada entre subidas, descidas, quedas, escorregões, abelhas, formigas pretas, galhos pata de gato e outras surpresinhas que nos fizeram ter ao final da caminhada alguns arranhões, cortes ou irritações na pele.
Tudo isso vale quando voltamos para casa e relembramos os momentos passados, pois a natureza não tem fim e saber que ela é tão grandiosa e que Deus a criou tão lindamente é algo sem descrição. Por mais que eu falasse não teria palavras.
Fica a foto de uma parte do grupo, num momento "entardecer" no alto do Morro do Pau Ferro, quando o cansaço já era presente e o descanso se fazia necessário.
Na volta, paradinha costumeira em Encruzilhada de São João para um jantar regional e um café bem quentinho para esquentar o corpo.
Até a próxima aventura...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

É possível conter a natureza?

Aqui na Região Metropolitana, mais especificamente nos municípios de Recife, Jaboatão e Olinda, o avanço do mar tem tomado proporções grandiosas e em muitos lugares das orlas destas três cidades, não há mais faixa de terra disponível para as pessoas quando a maré está cheia. Em alguns pontos, mesmo com a maré baixa, o nível de água é alto.
Quando vim morar aqui no Recife, o avanço do mar em Boa Viagem era até o Hotel Atlante Plaza e hoje está em frente ao Edifício Castelinho, que está a mais de 1km de distância. Isso é preocupante, já que a cada dia vamos notando que o mar está vindo tomar conta do que é seu e que foi tirado pelo homem com as construções em locais inadequados.
As pessoas não se contentam em morar num bairro litorâneo e querem morar dentro do mar. Dá nisso...
A quantidade de prédios que existem nas proximidades do mar, na praia de Boa Viagem, é impressionante e causa até um espanto para aqueles que encontram uma paisagem bem diferente em outras capitas, quando há restrição de construções em relação à distância e altura.
A paisagem fica alterada e a praia cheia de pedras e sacos de areia, que são usados para fazer as contenções que nem sempre conseguem surtir o efeito esperado e deixar a paisagem agradável aos olhos.
Recife tem uma orla bonita, bem visitada e com um calçadão bem organizado, mas as interferências naturais estão cada dia maiores e comprometendo o que temos de bonito para ser mostrado.
Em Piedade, que é um bairro da cidade de Jaboatão dos Guararapes, alguns edifícios já estão comprometidos e a água do mar tomou conta das piscinas e áreas de lazer que ficavam à beira mar. Em alguns casos a situação é tão grave que só de olhar ficamos sem entender como ainda as pessoas residem em tais locais, pois o perigo de uma alta demasiada na maré pode causar estragos irreversíveis.
Em Olinda não há nem espaço para a praia e por isso não vou nem comentar. Já era...
Nossa sorte é que somos um país onde as calamidades vindas de ordem natural não são muitas e dificilmente teremos um furação ou tsunami que aumente a fúria do mar. Se isso fosse possível, acho que Recife nem existia mais, pois por onde você olhar só percebe água, seja no verão ou no inverno.
Se não é água do mar é do rio, ou as duas misturadas...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Palco Giratório

O projeto Palco Giratório, que é patrocinado pelo SESC, traz a cada ano muitas apresentações de teatro e dança para as principais cidades brasileiras e em todas elas a programação é de grande porte e agracia todos os públicos e gostos.
Neste mês de Maio o Recife recebe ótimas atrações, em vários locais da cidade. O preço de tudo isso é outra forma de divulgar ainda mais a arte, pois no máximo o público pagará R$ 10,00 para ver um espetáculo nacional ou internacional.
São artistas que fazem a diferença em todas as apresentações e poderemos aprender muito com todas as oportunidades de diversão oferecidas, pois sempre a música, a dança e a interpretação aprimoram o homem e fazem dele uma pessoa mais capaz de superar as suas dificuldades diárias e com isso entender melhor o seu mundo e as pessoas que interagem com ele.
Adoro o teatro de bonecos e algumas apresentações estão previstas para este ano, quando companhias de vários lugares do mundo mostrarão os seus meios de divertir e de trabalhar o sentimento através de um boneco sem vida, mas que nas mãos de uma pessoa experiente, consegue exprimir sentimentos e muita alegria.
O SESC tem esse perfil, que eu acho grandioso, que é o de incentivar a cultura de forma grandiosa e sempre possibilitar ótimas realizações. A unidade de Garanhuns sempre oferece ótimas opções de lazer e de espetáculos diferenciados, seja nas suas unidades ou no período do Festival de Inverno.
Nas unidades do Recife não é diferente e já tive oportunidade de participar de eventos de grande significado para a arte e também para o conteúdo cultural da cidade, que ainda engatinha neste quesito, quando apresenta, na sua maioria, espetáculos de teatro voltados para o “pastelão” e que muitas vezes não trazem a essência da criatividade e da interpretação, mas sim da baixaria.
Baixaria todo mundo faz, mas teatro é para poucos.
Sucesso ao Palco Giratório, que gira, gira, mas sempre tem ótimas opções e todas elas premiadas e que proporcionam ao público grandes chances de entretenimento.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mania Coletiva

As compras coletivas estão se tornando uma mania nacional e adquirir produtos e serviços a preços mais baratos, através destes sites, é uma pratica cada dia mais comum e atraente, mas que merece atenção das pessoas para que leiam atentamente todas as regras das vendas e não venham realizar aquisições impossíveis de serem cumpridas, causando ao invés de economia, um grande prejuízo financeiro.
Todos os anúncios são atraentes e enchem os olhos daqueles que tem o seu lado consumista aguçado; se a prática for feita de forma adequada, realmente causa bons frutos para as pessoas que adquirem as ofertas disponíveis e tidas como imperdíveis.
O comércio virtual só cresce e as facilidades que ele nos proporciona são infinitas e para todos os gostos, afinal quem não gosta de comprar com facilidade e tendo um preço razoável na hora do pagamento?
Eu prefiro comprar virtualmente muitos produtos e até hoje não tive problemas com as empresas que escolhi, pois é essencial analisar o histórico de todas elas e com isso garantir mais segurança na hora da compra, evitando problemas com clonagem de cartões e senhas. Quem tem medo de fornecer os dados dos cartões de crédito, é melhor comprar através de boleto bancário, já que esta forma não exige disponibilidade de dados, além dos já fornecidos no cadastro.
Vejo as compras coletivas como uma forma criativa que as empresas encontraram de manter um nível de consumo linear nas suas unidades e com isso evitar a sazonalidade tão característica em algumas épocas do ano para alguns serviços ou produtos.
Pacotes em hotéis nessa época ficam baratinhos e como no Nordeste o tempo sempre tende a ficar com sol, não é arriscado efetuar uma compra do tipo, algo que é mais complicado em lugares mais frios e com tendência a tempo mais irregular.
Uma dica é evitar comprar algo que tenha um prazo de aquisição muito pequeno, já que se este não for cumprido, o dinheiro será perdido e não devolvido ao comprador. A responsabilidade é mais de quem compra e não de quem vende, uma vez que nesta modalidade de serviço, a leitura das condições de negócio são essenciais para o sucesso de qualquer pessoa.
Coletivamente os preços são melhores, mas as preocupações também podem seguir a mesma linha de pensamento.
Não custa nada ter cuidado...

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Saldo das Chuvas

Nestes últimos dias, a chuva amenizou aqui no Recife e região e podemos agora ver os resultados de um período de grandes destruições onde muitas pessoas perderam suas casas e bens, novamente.
As ruas do Recife estão cada dia piores, pois agora andamos em buracos e de vez em quando caímos na pista. É impressionante como as crateras lunares estão cada dia mais evidentes e comprometem o trânsito e paciência das pessoas. Carros danificados nas ruas são outra realidade e quem lucra com esta história são as oficinas que estão cada dia mais lotadas.
Falei com amigos e amigas que moram em Palmares, Catende e Água Preta, cidades atingidas e que se encontram em estado de calamidade pública, e eles me falaram que a situação, apesar de ruim, foi bem melhor que a do ano passado já que este ano algumas áreas não foram atingidas e as que sofreram tiveram menos estragos.
O que é bem marcante em todos eles é a tristeza de ter todo o esforço indo por água abaixo e o cansaço de ficar arrumando algo que depois será novamente deteriorado. A lama toma conta das casas, sendo difícil salvar os móveis ou colocá-los em locais mais altos porque o nível da água sobe tão rápido que compromete tudo e deixa um saldo bem negativo nas casas das pessoas que terminam ficando sem nada e tendo que reconstruir uma vida que ainda estava em construção, pois há 11 meses esta era a realidade em todos estes municípios.
Não tive problemas na minha rua e as águas que me incomodaram estavam no percurso casa-trabalho-casa e isso já é uma grande agonia, uma vez que tenho que sair bem mais cedo de casa e contar com uma ajuda de São Pedro para amenizar nas águas e com isso evitar um desgaste na volta para casa.
É difícil não ficar com a casa com cheiro de mofo e com muitas roupas molhadas esperando pelo calor do sol. As chuvas são necessárias, mas quando acontecem em grande quantidade e em locais que não possuem estrutura, o dano é lamentável e só traz preocupações.
Estamos indo...
Ainda chove, mas bem menos do que na semana passada.
Agora é organizar a vida, levantar a cabeça e seguir em frente nesse mar de grandes tormentas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sabores Tradicionais

Quando passei por Bezerros neste final de semana, tive oportunidade de visitar a Norte Bolos, que é uma empresa muito organizada e com ambiente aconchegante e recheado de delícias.
Ela fica em Bezerros e vende muitos, muitos bolos deliciosos. Encontrei lá: Bolo Barra Branca, Pé de Moleque, Bolo Pudim, Bolo de Milho, Bolo de Rolo, Bolo Bacia, Bolo Engorda Marido, Bolo Souza Leão e os indefectíveis bolos "Triguinho", que só me lembram minha querida avó que sempre guardava vários para mim quando chegavam no estoque da sua "vendinha" em Garanhuns.
Comprei alguns, claro...
Pernambuco tem uma tradição bem formada neste aspecto, pois alguns itens como o Bolo de Rolo e o Bolo Souza Leão, fazem parte da nossa cultura e das nossas tradições mais distantes e que foram originadas na zona da mata, pelos senhores de engenho. São delícias que não podem ser consumidas com pena, pois sempre tem um gostinho de "quero mais".
O que mais fiquei impressionado foi que a qualidade pode, sim, estar aliada ao bom preço e foi isso que notei na loja, que fica às margens da BR 232, na entrada da cidade de Bezerros, terra do bolo e também dos "Papangus".
Lá o visitante pode comprar um bolo para levar para casa, para presentear ou até para comer no local, na lanchonete que lá existe e que serve um café quentinho e muito gostoso. Convidativo para quem está viajando logo cedinho e que ainda não tomou seu café da manhã.
Tudo lá é extremamente organizado e a higienização dos ambientes é algo que precisa ser destacado, já que isso contribui também para o aumento do apetite e nos faz perder os limites das calorias e se entregar de vez aos sabores encontrados.

domingo, 8 de maio de 2011

A Fábrica do Poema

Tenho por princípios nunca fechar portas...
Mas, como mantê-las abertas, o tempo todo, se em certos dias o vento quer derrubar tudo?
( Sudoeste - Adriana Calcanhotto )

Eu dizia: Apareça
Quando apareceu, não esperava.
Curto as coisas que acendem e apagam... e se acendem novamente em vão...
Será que a gente é louco ou lúcido, quando quer que tudo vire música?
( Bagatelas - Adriana Calcanhotto )

Sonho um poema de arquitetura ideal. Tornei-me perito em extrair faíscas das trilhas e leite das pedras.
Sob que máscara retornará o recalcado?
( A Fábrica do Poema - Adriana Calcanhotto )

Adriana Calcanhotto é para mim uma das mais completas artistas do nosso Brasil, pois ela consegue fazer várias atividades nos seus trabalhos e sempre todas elas remetem ao que é mais belo na música, que é a poesia.
Hoje acordei com vontade de escutar um CD que tenho há tempos, que é "A Fábrica do Poema", pois este é o trabalho onde a artista exercita o seu lado mais poético e nos mostra realmente a bela harmonia entre todos os fatores que fazem uma bela música, que são a rima, o ritmo, a letra e poesia.
É bom escutar este álbum sem compromisso com o tempo e, assim, ir desfrutando cada melodia de forma curiosa e com atenção aos pequenos detalhes que cada uma delas nos proporciona.
A poesia deve estar nas nossas vidas sempre, pois se vivermos somente de realidade a nossa mente não irá aguentar e certamente ficaremos num momento de grande tormenta, já que não seremos capazes de entender o sentido da vida através das palavras que os grandes intelectuais e artistas nos proporcionam. Engana-se quem pensa que a poesia só é possível se for feita por pessoas inteligentes e saibam que pessoas simples podem, sim, nos dar grandes lições e ensinamentos.
Ontem fui a um funeral de um amigo da família, Sr. Antônio, e me lá lembrei de uma situação que ocorreu há muito tempo, quando ele morava no seu sítio, aqui perto de Garanhuns.
Nossa família foi convidada para almoçar na cada dele e quando chegamos, notei que todos chamavam sua esposa de "Izabé" ao invés de "Izabel". Eu, criança ainda, fiquei apreensivo e observando tudo até que notei que a minha mãe também estava chamando aquela senhora de "Izabé". Prontamente fui falar com minha mãe para tomar satisfações daquele erro e ela com toda a calma e poesia no olhar me disse:
"Meu filho, eu sei que o nome dela é "Izabel", mas se eu a chamar por este nome, que é diferente do que todos chamam, eles se sentirão diminuídos. A visita somos nós"
Prontamente me calei e notei a sabedoria das palavras da minha mãe, que me mostrou o sentido da igualdade e da humildade, quando algumas vezes temos que descer alguns degraus para poder ter um nível de entendimento com os nossos semelhantes. Isso se chama respeito.
Era com essa história pequena que queria homenagear minha mãe, que é poesia pura...
Feliz Dia das Mães, dona Leda.
O nome dela é Maria Zuleide, mas como todos a chamam assim, não vou mudar...
Aprendi a lição.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...