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quarta-feira, 13 de março de 2013

Criança, Crionça...

Ainda tratamos as crianças como bichos e não estou falando com isso que elas são perigosas, mas que a maioria dos adultos não sabe lidar com esta fase evolutiva de todos nós, que clama por um espaço maior para desenvolver toda a sua criatividade, soltando um turbilhão de energia que nem sempre é entendida por todos.
Quando vi esta placa achei muito engraçado o significado, pois ao invés de alertar para a lombada, alertou para as crianças, como se elas fossem as causadoras de acidentes. Na verdade elas não causam, só não possuem ainda a noção do perigo que muitos de nós, adultos, possuímos e mesmo já sabendo disso, insistimos em passar em alta velocidade perto das escolas, parques e em outros locais que possam ter uma grande quantidade dessas criaturinhas tão danadinhas e que refletem toda a vida que um dia tivemos e que agora deixamos que a fase adulta tome conta de vez, sem chances de proporcionarmos para elas a mesma atenção que um dia nos foi dada.
Eu fui muito danado na minha infância e posso dizer que se as crianças possuem um anjo da guarda, eu deveria ter uns 20 de prontidão para me livrar das inúmeras situações que me meti e que hoje viraram histórias engraçadas quando minha mãe conta. Engraçadas agora, mas na época devem ter consumido o juízo dela que teve muito trabalho para conter a energia de uma criança como eu, já que andar e fugir eram palavras similares para mim. Não havia distinção entre elas para mim, mas mesmo assim não era uma criança perigosa e que precisasse de uma plaquinha amarela como alerta. Era apenas uma criança como outra qualquer, ligada em 220 e com muita carga extra para usar.
O que os pais e todos nós precisamos é perceber isso e educar esses pequeninos para serem cuidados e atentos a tudo, inclusive para as brincadeiras, pois se assim for estarão cada vez mais preparados para o mundo e ficarão livres de qualquer placa indicativa de perigo e atenção.

domingo, 18 de novembro de 2012

Comprinhas...

Andar com crianças é algo realmente diferenciado, seja pela diversão que proporcionam e pelo furo no bolso que deixam com a sua compulsão por comprinhas desnecessárias e pelos lanches que alimentam a fome que eu ainda não entendo bem, pois é bem maior do que um homem adulto. 
Tudo é motivo para compras e isso é devido ao fato delas ainda não perceberem o valor das coisas e como é o meio utilizado para se ganhar as notinhas que parecem mágica nas mãos delas, pois desaparecem num toque de mágica e, para nossa surpresa, refletem muito pouco em algo concreto. São revertidas em sorvetes que derretem antes que elas consigam tomar, em água que não mata a sede e sim a brincadeira, em brinquedinhos que não resistem a uma hora de diversão ou somente para satisfazer o dengo momentâneo que inflama o choro e faz qualquer um perder a paciência e amolecer o coração e furar o bolso.
Temos que ficar o tempo todo controlando os impulsos dos pequenos, pois se assim não for, o prejuízo é grande e pode comprometer o passeio, deixando ele com cara gastos acima da conta e das possibilidades. Mas como fazer isso quando somente nós temos esta percepção? Eles não percebem nada disso e quanto mais gastarem e comerem besteiras, melhor. Para eles, somente desta forma o passeio vale a pena e faz com que realmente a alegria seja plena e sem limites.
Não há beleza natural que encante os pequenos e entre apreciar uma pela praia e gastar com besteiras, eles terminam sempre ficando com a segunda opção. Outro aspecto que percebo é que eles não estão interessados na descoberta das coisas e sim fazer nos passeios o que geralmente fazem em casa, na frente da TV, que é comer e ficarem sentados num local confortável e que não destine esforço algum.
Tenho duas sobrinhas e em ambas este detalhe é presente, pois enquanto estão beliscando e comprando, o sorriso é enorme, mas quando param por alguns instantes o cansaço, a dor e o sono aparecem, nem que seja fruto, e geralmente é, do dengo demasiado que terminamos criando em torno deles quando buscamos a compensação do choro com algum brinde sensacional e que irá gastar mais algumas moedinhas ou notinhas dos pais e tios de plantão.
Fui assim também, tenho certeza, mas somente hoje vejo isso de uma forma diferente, pois somente agora que o meu bolso sofre as consequências dessa onda de pedidos intermináveis que na hora nos agoniam, mas que fazem parte dos passeios e os tornam inesquecíveis.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Somos Crianças Tão Jovens...

O homem adulto pensa que sabe tudo, conhece tudo, mas não é bem assim...
Não passamos de crianças em tamanho exagerado e que não aprendemos o mínimo para sobreviver bem em matéria de sabedoria e convivência em sociedade. Estamos cada dia mais atolados em dívidas, mais insatisfeitos com a nossa carreira, menos estudiosos e menos conhecedores das verdades quase absolutas que o mundo tem, pois absoluto mesmo nada é.
Quando somos crianças, pensamos justamente que iremos saber disso tudo e que seremos capazes de lidar com as situações mais difíceis de maneira diferenciada, mas percebemos que muitas vezes ainda não conseguimos enxergar o mundo com os olhos de um adulto e terminamos ainda não sendo aqueles que deveriam aprender e repassar conhecimento. Se estamos tão aquém do ideal, por que ainda nos qualificamos como capazes e competentes e olhamos com desdém quando uma criança curiosa nos faz uma pergunta, que por muitas vezes é julgada pela nossa inteligência restrita como ordinária?
Ainda não aprendemos a ser adultos, pois estamos cada vez mais presos às amarras e receios do passado, da época em que éramos qualificados como crianças, quando na verdade nem tínhamos nascido para a realidade e para tudo que o mundo nos oferece e deixamos passar sem compromisso algum com o nosso desenvolvimento, que muitas vezes só depende de uma pergunta besta da nossa parte, mas que fará grande diferença nas ações que iremos tomar.
Acreditamos com muita intensidade que somos capazes de tudo, mas esquecemos que a capacidade é fruto da prática, da criatividade, da percepção. Atributos que deixamos no bolso, fechados e mofando à espera de uma luz capaz de despertar em nós as melhores sensações e grandezas que possam existir. Não adianta se achar o tal, quando nem o "se" foi desenvolvido e ainda não se tornou "sou".
Sou de "Sou Capaz", "Sou Humilde", "Sou maleável", "Sou Homem de Fato".
Somos crianças jovens demais e incapazes de saber até o significado do que é ser adulto e ser criança, pois a confusão mental é tão grande que nos causa uma grande agonia na hora de juntar os pedaços e construir o que chamamos de vida adulta. Somos crianças quando  não aprendemos a conversar e a saber o que é melhor para as nossas vidas ou quando ficamos esperando que tudo aconteça como num passe de mágica ou até depositando nos outros uma responsabilidade que é só nossa e não deveria ser repassada para ninguém.
Somos imaturos demais para sermos crianças e se tivéssemos somente um pouco da liberdade que elas possuem, já saberíamos, pelo menos, o significado das palavras criança e adulto. Adulto pode ter uma criança dentro de si, mas se a criança jamais se tornar adulta, o problema é feio e compromete muito as nossas vidas.
Sejamos, então, adultos com alma de criança e façamos deste mundo um espaço bem melhor para ser vivido e aproveitado.

domingo, 26 de junho de 2011

Paiiiiiiiiiiiiiinho

Os pais sofrem quando saem com as crianças para passeios em parques e eventos, pois as opções de compra são muitas, desde brinquedos inúteis e que terão somente vida até chegarem em casa ou até uma infinidade de alimentos que são consumidos pelos pequenos como se fossem adultos. Não sei onde guardam tanto alimento.
Ao final de um passeio, dois milhões de dólares foram gastos com besteiras...
O pior é que as crianças sabem convencer bem os pais com choros histéricos, gritos, charminhos, bicos e caras feias. Desde cedo são acostumadas a consumirem o que não precisam ou aquilo que não é essencial para a sua vida. Fico me perguntando se aquelas mesmas crianças não possuem em casa brinquedos ao seu dispor ou se estão há semanas passando fome, pois somente isso justifica a necessidade de comprar e comer tanto.
As pilhas de lixo são incríveis e o consumo fere qualquer bolso, já que nestes ambientes tudo fica mais caro, por ser visto como uma compra de ocasião. Vejo a maioria dos pais aceitando isso muito bem e gastando o que possuem para satisfazer as necessidades momentâneas das crianças. O que elas desejam comprar ou comer será importante até que outro algodão doce ou brinquedo diferente seja visto, gerando um círculo vicioso que não tem fim.
Associar passeios às compras desmedidas é fazer com que desde cedo as crianças tenham uma impressão distorcida do que realmente é necessário, sendo, no futuro, adultos consumistas e sem limites para nada.
Mostrar às crianças o que é correto desde cedo não é nada ruim e faz parte da educação de todos eles. A paciência e os bolsos dos pais agradecem.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cosme e Damião

"Cosme e Damião, vem comer seu caruru...
Cosme e Damião, vem que tem caruru para tu..."
Os santinhos das crianças, com toda a sua alegria e doçura, me fazem refletir hoje sobre a forma como deixamos de olhar o mundo como se fôssemos crianças e com isso perdemos a pureza que faz parte de cada um de nós, mas que fica esquecida no nosso inconsciente por falta de empenho nosso e também de descuido com os nossos princípios mais infantis e singelos.
Tenho na minha mesa de trabalho a imagem dos santinhos que ganhei de uma amiga muito querida e saibam que quando procuro ter um pouco mais de inspiração sobre o nosso papel no mundo, procuro observar os dois irmãos gêmeos que representam a pureza de um olhar sem pecado e que muito deve ser buscado por cada um de nós.
Em Garanhuns, na minha infância, era comum as festinhas de Cosme e Damião, onde recebíamos vários doces para alegrar ainda mais os nossos dias e com isso fazer com que nos sentíssemos mais crianças do que já éramos. Eram momentos de grande satisfação e quando os adultos nos ofertavam os doces, diziam: " Foi presente de Cosme e Damião".
Os santos tem seu dia em 27 de Setembro e aqui em pernambuco existe a igreja mais antiga do Brasil, em Igarassu, que foi construíuda em homenagem a eles e até hoje guarda as imagens no seu altar com toda a magnitude que poderiam ter.
Não há como negar que eles nos inspiram para coisas boas, para atitudes serenas e cheias de pureza.
Ofereçam um pouco de doçura aos seus semelhantes e saberão que a vida é realmente bela e merece ser vivida com grande satisfação.

domingo, 16 de maio de 2010

Viva o Baile Particumdum

Adriana Calcanhotto ou Adriana Partimpim, seja lá como for o nome mais adequado, é uma das artistas brasileiras mais criativas e corretas na sua profissão, pois a cada novo trabalho nos mostra seu jeito peculiar de lidar com as belezas da arte, nos mostrando maestria nas composições e adaptações musicais.
Hoje acordei escutando o CD "Adriana Partimpim Dois" e posso garantir que é um grande barato, já que a alegria e diversificação musical reinam. O DVD do primeiro CD é imperdível e merece ser visto por todas as pessoas que apreciam a arte e a beleza de um espetáculo bem projetado e cheio de surpresas.
Espero que este projeto possa vir ao Recife para uma apresentação. Será muito bom poder contar com esta atração sem comparação na nossa agenda cultural.
É um CD destinado para as crianças, mas não há adulto que não se encante.
Escute: Baile Particumdum, Alexandre e Menino, Menina...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Criança


A cada dia que passa fico mais impressionado com o desenvolvimento das minhas sobrinhas, pois cada uma, com seu jeito peculiar, me mostram que a vida merece ser aproveitada de formas cada vez mais felizes e com muita satisfação.
Hoje estava ensinando a mais velha, Bruna, a fazer as tarefas escolares e me impressionei com a letra e rapidez nas respostas que ela me dava. É um pouco preguiçosa para ler, mas quando quer, lê com muita habilidade e rapidez. Ao ler um texto e responder algumas perguntas sobre ele, foi eficaz e mostrou que estava entendendo do assunto, embora sua vontade fosse ficar pintando. Na separação das sílabas não errou nenhuma palavra e me mostrou uma tarefinha bem escrita e com letra legível.
Quando a via escrever pensava e me alegrava do que presenciava e minha manhã foi muito feliz porque ela me procurou para fazer com ela as atividades.
A outra peça rara é Giuliana e tem 1 ano de vida e muitas travessuras no currículo. Ainda não está nem andando, mas faz coisas impresionantes dentro de casa e temos sempe que deixar tudo longe do seu alcance para que coisas piores não aconteçam.
No início desta semana, ela quase derrubou todas as gavetas de uma cômoda por cima dela; fui rápido e evitei um desastre maior. Ela feriu o nariz e a parte inferior do olho, mas mesmo assim não desistiu de ir lá mexer novamente.
Coisas de menina traquina, como dizemos aqui no interior...
Temos que destinar tempo integral quando as duas estão juntas, pois Bruna trata Giuliana como se fosse um saquinho pesado que ela joga para lá e para cá e esta por sua vez adora e ri muito.
Viver ao lado de crianças é sempre bom, mas dá um trabalho...
Mas, o melhor de tudo é sentir a sinceridade nos olhinhos de cada uma, a atenção quando falamos, o sorriso de felicidade plena e despreocupada, a verdade.
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O texto de hoje é dedicado à minha querida mãe, que com grande dedicação fez três crianças muito felizes: Eu, Bruno e Otilia, seus filhos.
Hoje também é o aniversário dela. São 56 anos de muita luta e disponibilidade.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...