quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Morrer na Praia

Esta semana foi divulgado um suposto crime que ocorreu na Praia de Calhetas, litoral sul de Pernambuco, e o que mais me chamou a atenção foi a forma violenta como foi praticado, já que o jornalista Lucas Cardoso Fortuna teve sua vida interrompida aos 28 anos de idade por motivos que ainda não sabemos bem. Se é que existem motivos para interromper a vida de alguém de forma violenta...
Literalmente ele morreu na praia e deixará de conquistar muitos feitos na sua vida ainda jovem e que tinha muito a oferecer para o mundo e certamente iria fazer a diferença nas inúmeras atividades que realizava. Muitas vezes morremos na praia também, seja pela nossa falta de atenção, cuidado ou planejamento, quando terminamos realizando ações que não irão nos levar a lugar nenhum e só nos fazer engolir muita água salgada e com isso morrer afogados e sem chances de sobrevivência neste mundo tão complicado que vivemos.
Temos a possibilidade de conseguir muitas realizações na vida e todas elas são importantes para a efetivação do nosso perfil, que poderá demonstrar alegrias ou tristezas e só depende de nós ter mais esmero nas atividades que estiverem relacionadas às nossas atitudes para que nenhuma tempestade de última hora possa aparecer e nos tirar do caminho, que mesmo árduo é benéfico para o nosso desenvolvimento.
Assim como a Praia de Calhetas, que é linda, a nossa vida também é. Com estas características ela consegue ser cheia de altos e baixos, de pedras no caminho e com marés mais fortes que podem nos derrubar. A causa da morte do jornalista foi atestada pelo IML como afogamento, mas existem evidências de que ele foi espancado e possivelmente jogado ao mar. Ainda nada foi declarado oficialmente, mas relatos do pai e da imprensa, falam que o corpo apresentava indícios de violência, pois estava muito machucado.
O que aconteceu ninguém ainda sabe de verdade, mas o fato é que ele morreu e o fato causou grande turbulência nas redes sociais e sites nacionais, que relataram várias informações sobre a morte que ocorreu justamente num momento de grande alegria para o rapaz, onde ele estava desempenhando várias atividades e sendo reconhecido pelo seu trabalho.
A Praia de Calhetas é como a nossa vida, cheia de pedras, de ondas fortes e pode ter sido numa dessas interferências que o fato ocorreu e nem sabemos se foi crime ou acidente, o que fica é o registro de uma morte trágica e que muito movimentou a imprensa pernambucana e nacional durante esta semana.
Gosto da Praia de Calhetas, acho um lugar maravilhoso, abençoado pela natureza, mas todos sabem que por lá, no período da noite, há frequência de pessoas diversas, principalmente onde o jornalista foi morto. O local fica escuro, perigoso e não há muita movimentação, pois nem habitações existem por lá, exceto uma pequena pousada, algumas casas escondidas e uma empresa de tirolesa. Fora isso é só obscuridade e isso ainda é o fator mais marcante desta morte, que não apresentou até o momento indícios claros de certeza e nem nos trouxe respostas que elucidem o fato e nos façam entender o que realmente ocorreu no último domingo, dia 18 de Novembro, quando o crime ocorreu.
Esperamos que este mistério possa ser resolvido e que a justiça seja feita.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O Que Realmente Importa

O que realmente importa são as boas lembranças, o carinho recebido, a consideração, a honestidade, o caráter e a verdade. Nada na vida terá sentido se estivermos afundados num mar de mentiras e fofocas, onde cada passo é em falso e casa palavra não condiz com a realidade.
O que realmente vale a pena são as ações que realizamos para o bem e que afetam diretamente a nossa satisfação e dos demais que nos cercam. A alegria que temos no coração pode ser medida por situações simples, mas que favorecem muito a nossa vida e fazem com que os pequenos momentos sejam inesquecíveis e tenham significado para toda a vida.
Um desenho feito por alguém especial, um bilhetinho que encontramos guardado, uma fotografia que nos remete a muitas lembranças boas podem ser indícios de pequenos presentes que nos elevam e nos fazem perceber que a satisfação da vida está nos pequenos detalhes e não somente em grandes realizações e que agregam muito valor financeiro.
O que é bom de verdade, geralmente conseguimos de graça e andando neste mundo cheio de elementos tão bonitos e com pessoas tão distintas e cheias de culturas.
Gastamos muito dinheiro com o que nem sempre nos acrescenta ou nos faz ter felicidade, pelo simples fato de ficarmos amarrados a tendências ou modismos que nem sempre estão adequados ao nosso perfil e satisfazem somente prazeres momentâneos e que em pouco tempo deverão ser abastecidos para se tornarem vivos e significativos para nós.
Verdadeiramente pleno e sem preço é o que podemos acumular nos nossos corações, de forma muito simples e verdadeira. Nada é capaz de superar um sorriso que recebemos, um abraço bem dado e uma palavra que conforta quando mais precisamos escutar algo que realmente tenha sentido nas nossas vidas. O significado de determinadas coisas são diferenciados para cada um de nós e favorece sempre os nossos desejos mais sublimes e inesperados, pois quando descobrimos tais presentinhos, são em momentos que estavam, de certa forma, adormecidos ou não tinham data para acontecer e nos alegrarem.
Um traço simples, mas benfeito faz com que a nossa vida tenha um significado diferente e que os contornos fiquem mais precisos e que chamem a atenção de todos para o óbvio e muito simples que é a satisfação pessoal e a alegria de viver em harmonia com todos, sejam eles familiares ou amigos mais queridos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Acorrentado ao Passado

Quem vive do passado é museu...
Não sei de onde essa frase surgiu, mas é bem verdadeira e reflete o sentimento que todos nós devemos ter em relação ao que passou e que não poderá mais ser modificado com as nossas atitudes. Se houve alguma oportunidade de mudar e, assim, não agimos, chorar agora não vale e só vai afetar o nosso presente e futuro, que depende das nossas experiências passadas para ter mais fundamento e sentido.
Imagine se fizermos do nosso passado o nosso presente e futuro? Ficaremos sem chance alguma de evolução e nada terá sentido real e nos fará ficar ainda mais agoniados e sem chances de melhorar os nossos planejamentos e desejos. Se não deu certo antes, não é que agora vai ruir novamente. Basta observarmos o que ficou errado e com isso planejar melhores formas de resolver as nossas situações mal resolvidas e que não irão nos trazer benefício algum se não forem bem desenvolvidas e organizadas para o melhor resultado possível, nem que para isso tenhamos que gastar um pouco mais do nosso tempo com a observação do que realmente importa e precisa ser vivido. 
Ficaremos sempre aperreados e desconcentrados se destinarmos o nosso esforço para o que não vale a pena, o que nos desgasta e nos faz ficar perdidos e sem chances de evolução e de ver as respostas que passam bem pertinho dos nossos olhos incrédulos e sem esforço para o que há de melhor e mais concreto para o nosso bem e futuro promissor.
A sensação de estar com "a mão na cabeça" deve ser afastada do nosso convívio e ao invés disso devemos apontar para o futuro e dessa forma alinhar os nossos procedimentos de uma maneira elevada e ágil, que jamais comprometa a nossa felicidade e sucesso.
Acorrentar o nosso desenvolvimento é ingratidão com nós mesmos e ainda mais quando estas correntes são pesadas demais e nos fazem arrastá-las por anos e anos, sem que tenhamos possibilidade de enxergar um resultado no horizonte que se torna a cada dia mais obscuro e sem o brilho do sol que nos ilumina e nos faz inspirados para novos rumos e conquistas.
Se as suas correntes incomodam, livre-se delas e veja como a sensação será boa e fará as ideias fluírem rapidamente e sem a chance de causarem erros inglórios e sem sentido.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Até Quando?

Alguns paraísos que visitamos e que estão sendo amplamente explorados pelo turismo, tendem a ficar depreciados com o passar do tempo e isso preocupa a perpetuação das belezas que hoje conhecemos e que são importantes para o nosso deleite e lazer.
Ainda bem que algumas paisagens estão preservadas por leis ambientais que impedem o acesso predatório dos homens e faz com que tenhamos limites para utilizar o que a natureza tem para nos mostrar. Onde não há este tipo de proteção, temos que torcer para que tudo seja melhorado e que a consciência das pessoas fale mais alto e deixe um pouco de lado o consumo desenfreado e o aumento de resíduos em locais que deveriam ser limpos e cheios de vida natural.
Imagine se um local como Fernando de Noronha não tivesse todos os limites que são impostos para a sua visitação? A ilha certamente seria outra e não ostentaria um título tão pomposo de preservação ambiental e limpeza. Porto de Galinhas é uma praia bonita, mas amplamente explorada e visitada por gente de todas as partes, que tem na mente Pernambuco como sinônimo de Porto de Galinhas, uma vez que esta é uma das imagens que mais são vendidas nos pacotes de turismo. Fazer o passeio pelos arrecifes e ver os peixes nas águas cristalinas do local é algo inesquecível e todos que já passaram por esta sensação devem imaginar o que estou escrevendo.
Percebe-se que os locais onde as pessoas andam, estão acomodados e a vegetação não é a mesma de alguns trechos que são delimitados por cordas. Notamos que a vegetação está acabando, que os peixes comem ração demais, servida pelos visitantes, e que esta termina sujando as águas. Na areia, a situação não é diferente e nem todos os ambulantes e visitantes possuem conscientização ambiental para juntar o lixo e jogar em local acertado e terminamos notando ao final do dia muita coisa inútil jogada em local inadequado. Sem contar os intermináveis passeios de barco e mergulho que são feitos nos locais onde os peixes residem e que terminam por incomodar o habitat de espécies que estariam quietinhas no seu lugar se não fossem os curiosos e inconvenientes seres humanos que vão lá diariamente para conferir as suas belas imagens. Ainda bem que a maioria dos passeios são feitos com a maré baixa, pois só assim os cardumes ficam visíveis e enchem os olhos dos visitantes. 
São imensos hotéis sendo construídos e desmatando os poucos coqueiros que ainda existem, pois se tem algo que falta em Porto de Galinhas são coqueiros. Gosto da praia, mas confesso que a sombra dos coqueiros deixa qualquer passeio mais tranquilo e menos ardido. A Praia dos Carneiros tem este dom: de ser bela, cheia de piscinas naturais e com muita sombra gratuita dos coqueiros. Em Porto de Galinhas, sombra tem preço.
Até quando toda essa beleza vai durar? Espero que muito, pois um local tão favorecido pela natureza não pode ficar somente na memória dos mais velhos e desconhecido pelos mais novos. Precisamos de mais compromisso com a natureza e regras municipais devem ser criadas pela prefeitura de Ipojuca para evitar o que podemos chamar de saturação de consumo e exploração.

domingo, 18 de novembro de 2012

Comprinhas...

Andar com crianças é algo realmente diferenciado, seja pela diversão que proporcionam e pelo furo no bolso que deixam com a sua compulsão por comprinhas desnecessárias e pelos lanches que alimentam a fome que eu ainda não entendo bem, pois é bem maior do que um homem adulto. 
Tudo é motivo para compras e isso é devido ao fato delas ainda não perceberem o valor das coisas e como é o meio utilizado para se ganhar as notinhas que parecem mágica nas mãos delas, pois desaparecem num toque de mágica e, para nossa surpresa, refletem muito pouco em algo concreto. São revertidas em sorvetes que derretem antes que elas consigam tomar, em água que não mata a sede e sim a brincadeira, em brinquedinhos que não resistem a uma hora de diversão ou somente para satisfazer o dengo momentâneo que inflama o choro e faz qualquer um perder a paciência e amolecer o coração e furar o bolso.
Temos que ficar o tempo todo controlando os impulsos dos pequenos, pois se assim não for, o prejuízo é grande e pode comprometer o passeio, deixando ele com cara gastos acima da conta e das possibilidades. Mas como fazer isso quando somente nós temos esta percepção? Eles não percebem nada disso e quanto mais gastarem e comerem besteiras, melhor. Para eles, somente desta forma o passeio vale a pena e faz com que realmente a alegria seja plena e sem limites.
Não há beleza natural que encante os pequenos e entre apreciar uma pela praia e gastar com besteiras, eles terminam sempre ficando com a segunda opção. Outro aspecto que percebo é que eles não estão interessados na descoberta das coisas e sim fazer nos passeios o que geralmente fazem em casa, na frente da TV, que é comer e ficarem sentados num local confortável e que não destine esforço algum.
Tenho duas sobrinhas e em ambas este detalhe é presente, pois enquanto estão beliscando e comprando, o sorriso é enorme, mas quando param por alguns instantes o cansaço, a dor e o sono aparecem, nem que seja fruto, e geralmente é, do dengo demasiado que terminamos criando em torno deles quando buscamos a compensação do choro com algum brinde sensacional e que irá gastar mais algumas moedinhas ou notinhas dos pais e tios de plantão.
Fui assim também, tenho certeza, mas somente hoje vejo isso de uma forma diferente, pois somente agora que o meu bolso sofre as consequências dessa onda de pedidos intermináveis que na hora nos agoniam, mas que fazem parte dos passeios e os tornam inesquecíveis.

sábado, 17 de novembro de 2012

Impressões Vitais

Visitando João Pessoa, fui na Estação Cabo Branco e lá encontrei uma exposição interativa onde as pessoas podiam modelar ou realizar desenhos ou simplesmente escrever o seu nome num grande quadro branco. O que podíamos notar é que mesmo não sendo obrigatório e não tendo um padrão imposto, as pessoas abusavam da criatividade e deixavam as mais improváveis respostas a este imenso celeiro de criatividade que foi posto numa sala simples e que só continha argila e canetas coloridas. O visual impressionava e as crianças e adultos adoravam a experiência que ligava o botão da sabedoria e aguçava o desejo de impressionar, sem nem sabermos a quem.
Podemos deixar muitas marcas pela vida, sejam elas boas ou ruins e iremos escolher cada uma delas, fazendo com que a nossa imagem seja vista pelos demais de diferentes formas, seja pela criatividade que iremos desempenhar ou pela apatia que talvez destinaremos a tal ato de pura arte.
Outras formas de marcar o mundo são vistas por aí e o homem termina poluindo os rios, sujando as ruas, esfumaçando o ar.. As marcas que deixamos no mundo são muitas e podem mostrar que somos, sim, inteligentes, mas nem tanto assim, já que nem sempre fazemos de uma forma evolutiva e que contribua para outra gerações que ainda virão e que certamente precisarão do nosso compromisso de agora para terem melhores dias aqui na terra.
A sujeira que o homem deixa por aí pode ser melhor aproveitada e virar outros elementos e objetos mais úteis e menos destrutivos e que ajudarão muito na construção e perpetuação de um mundo melhor para todos. Basta olhar as nossas riquezas naturais e perceber que temos muitas chances de continuar vivendo bem e em harmonia com a natureza e com nós mesmos, pois se soubermos usar bem tudo que ainda temos, ficaremos com a certeza de que as nossas impressões vitais foram bem distribuídas e com isso contribuíram para muitas melhorias de vida que ainda não acordamos para enxergar.
Precisamos imprimir sempre o que é bom pelo mundo e dessa forma contribuir para ótimas melhorias de vida e que jamais nos abandonarão, fazendo com que nossa satisfação seja ainda maior em todos os sentidos, nos possibilitando tocar, cheirar e degustar por mais tempo o que está, aos poucos, se acabando e não estamos fazendo o mínimo para que isso melhore e tenha ótimos resultados. 
A vida que vivemos precisa de reparos, de detalhes precisos, de cores diferentes e de modelagens mais perfeitas, pois somente desta forma o exercício da perenidade trará resultados e fará com que sejamos cada dia mais felizes e completos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fontes de Renda

Tudo vira fonte de renda em cidades voltadas para o turismo e, claro, quando as pessoas desejam viver honestamente e ganhando alguns trocados na informalidade realizando atividades que passariam despercebidas se não fossem pitorescas demais para ficarem no anonimato.
O que é comum para nós, não á para os visitantes que terminam pagando bem por algo que nem sempre valorizamos ou sequer percebemos. Na praia de Porto de Galinhas tive esta convicção e ficar somente observando os vendedores e artistas que passavam me fizeram criar um pouco de inspiração para escrever um pouco sobre isso aqui no blog.
O que falta muitas vezes em formalidade, sobra em originalidade, pois podemos encontrar pessoas cantando com o dom que Deus lhes deu para improvisar ou até artistas fazendo pequenos artesanatos na hora, utilizando somente palha de coqueiro dobrada, resultando numa linda rosa.
A sobrevivência é algo que merece ser visto e tudo se torna um motivo para ganhar algum dinheiro extra, mesmo que seja dependente da boa vontade das pessoas que percebem tais feitos. Outro fato, menos sutil, é a venda de produtos por preços superfaturados somente pelo aproveitamento da época, do feriadão ou do local que estão sendo vendidos.
Estes vendedores não me atraem e termino ficando agoniado com a falta de senso que possuem quando querem lhe vender algo, que em locais comuns, são vendidos por R$ 1,00, por muito mais do que isso. É como se nos chamassem de idiotas e fizessem pouco do nosso esforço para ganhar o tão suado dinheirinho para a diversão.
A maioria dos locais turísticos apresenta este fator e encontramos desde a chagada os espertinhos que querem "guardar" seu carro por R$ 10,00 quando a via é publica e não deveria ter taxa alguma, pois sempre que voltamos para o local onde estacionamos, o mais difícil é encontrar o guardador, ainda mais quando o dinheiro foi pago antecipadamente.
São imãs de geladeira caríssimas, água com o preço do Deserto do Saara, refrigerante com preço de joia rara e refeições com preços de banquete, embora as poções sejam de mendigos.
As fontes de renda são muitas, mas o aproveitamento e a cara de pau também. Se todos nós não nos submetêssemos tanto, talvez a ficha deles caísse e, assim, percebessem que a realidade é outra bem diferente e que turismo não é sinônimo de exploração.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...