terça-feira, 29 de abril de 2014

Descuido Total

Domingo passado estava andando no centro do Recife e fiquei impressionado com a sujeira e descuido que as ruas apresentam, quando nem sempre os ajustes dependem do poder público, mas sim da iniciativa privada, já que muitos edifícios comerciais precisam de manutenção para ficarem mais apresentáveis ao público, gerando um maior conforto visual para quem anda por ali. Durante a semana, quando o movimento não é tão intenso, talvez nem percebamos isso, mas aos domingos, quando as ruas ficam vazias, podemos observar o estrago geral nas calçadas, muros, paredes e em diversos monumentos históricos que sofrem com as intervenções dos vândalos.
Lixo em locais inadequados, esgotos nas calçadas, ambulantes vendendo comida e sujando tudo, construções inacabadas e tudo mais que possamos encontrar faz do centro da cidade um espaço desorganizado, indiferente ao progresso anunciado para o Estado e capital.
Se todos cuidassem melhor dos seus pontos de comércio e se uma disciplina efetiva fosse feita nas ruas, já contribuíam para que uma limpeza visual fosse conseguida e desse ao público um espaço mais digno para realizar suas atividades e também para que o turismo fosse praticado com mais ênfase pelos visitantes que chegam a cidade diariamente.
No Recife antigo, menina dos olhos de grandes investimentos turísticos, vemos algo mais elaborado e a preocupação é constante com a manutenção dos espaços, embora muitas vezes tenhamos problemas que poderiam ser melhorados com um pouco mais de atenção e esmero nas ações.
A orla da Praia de Boa Viagem está organizada e isso é fruto do acúmulo de turistas que sempre estão por lá, como se não existissem outros espaços para a visitação. apreciar o centro da cidade do Recife nas condições atuais é uma vergonha e basta um olhar para termos a certeza de que os anos só fizeram mal aos monumentos e ruas do já complicado e movimentado centro da cidade.
Mendigos se proliferam em todos os espaços e a sujeira que eles deixam é impressionante, pois fazem das ruas suas casas com direito a banheiro, quarto e cozinha. Os resíduos de urina, fezes e alimentos ficam ali mesmo, na rua, misturados, torcendo para alguém pisar. O pior de tudo é que alguns ambulantes que comercializam alimentos vendem seus produtos bem próximos dessa imundície e o risco de contaminação é bem alto, se é que eles sabem o que é isso.
Contaminação para mim é ver todo o centro da cidade do jeito que está. Parece uma doença corrosiva e que aos poucos vai tirando a beleza da cidade e mostrando que o seu povo também é culpado, já que nem tudo sofre a ação do tempo, mas do homem que suja, destrói e danifica tudo aquilo que foi feito e pensado para proporcionar a sua convivência harmônica com a cidade e com todas as belezas que ela oferece.
Já está na hora do prefeito pensar em outras ações mais eficazes e não somente em ciclovias que deixam o trânsito difícil aos domingos, dia que tínhamos um pouco mais de alívio nesta árdua e tenebrosa tarefa, que é dirigir. Não sou contra as ciclovias, acho válidas e salutares, mas uma estrutura adequada deve ser pensada e não somente criar as intervenções e bloqueios como está acontecendo. Basta circular na cidade aos domingos e feriados para ver como de uma hora para outra todo mundo virou atleta e saem para as ruas com suas bicicletas nem sempre prudentes no trânsito.
A foto ilustra o Rio Capibaribe com a maré baixa e pela quantidade de lixo que notamos nas margens já dá para perceber como os habitantes da cidade estão precisando de educação, de consciência ambiental. 
Se nos rios sobra isso, imagine nas ruas...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A Grandeza do Homem

O homem pode dobrar de tamanho se tiver sempre o compromisso de agir conforme a ética e com muita sabedoria, sem afetar ninguém e nem criando situações de desrespeito e conflito desnecessárias. O que mais encontramos hoje em dia são pessoas que buscam diminuir ainda mais o que são, com atitudes ruins e fazendo sempre o pior que conseguem como seres humanos.
O simples ato de tomar a frente de alguém numa fila já é um desrespeito, imagine outras ações que geralmente encontramos por aí e que terminam nos colocando numa praça de guerra, quando nem sabemos ao certo o que estamos buscando e qual é o resultado esperado para que tenhamos o sucesso tão idealizado, mas nem sempre concretizado.
Temos que ser inteiros nas nossas realizações e jamais deixar que algo seja conseguido por meios ilícitos ou quem sabe tirando a oportunidade das pessoas. A forma altiva do homem é demonstrada sempre na retidão do que ele procura deixar pelo mundo e não é preciso muito para que isso aconteça, porque nas pequenas atitudes há, também, a chance de efetivação de boas conquistas e surpresas que jamais esqueceremos.
Podemos nos ver pequenos se contribuirmos para isso e tudo não deve ser esquecido para que os frutos das nossas edificações sejam mais fortes e possam suportar o tempo, pois muitos terminam deixando rastros imperfeitos, que com o tempo se apagam ou são corroídos pelo vento e efeitos naturais de cada ser humano.
Podemos nos enxergar grandes se estivermos felizes com nós mesmos e se a cada dia deixarmos a certeza de que a nossa passagem por esta vida não é em vão. Cada aspecto deve ser levado em consideração, sem que nunca permitamos que os efeitos sejam nocivos e desconcentrados, pois deles dependem a nossa felicidade e perpetuação, onde a grandeza será a chave maior do sucesso que possamos imaginar e buscar.

domingo, 27 de abril de 2014

Vantagens

Algumas ações que tomamos na vida favorecem muitos aspectos e nos colocam em vantagem diante de várias situações e pessoas, já que a palavra geralmente está relacionada ao planejamento e a forma adequada de realizarmos algo.
Quando pensamos melhor no que iremos fazer, planejamos ou simplesmente agimos de forma diferenciada, temos a certeza de que o nosso esforço não foi em vão e por isso conquistamos um lugar ao sol, algo que irradie ainda mais o nosso brilho e sabedoria por termos conseguido vencer todos os obstáculos e seguir em frente com os nossos propósitos.
A fuga da realidade nos afasta das boas realizações e faz com que a vantagem conquistada seja vista ao longe, de forma cada vez mais fraca e sem nenhum destaque. Precisamos ter vantagem, mas não viver em função dela, pois se soubermos adequar as nossas ações, veremos que ela aparecerá sem ser chamada e nunca mais irá sair da nossa companhia. Ficaremos desesperados procurando por ela se não nos planejarmos corretamente e se deixarmos de lado tudo de bom que nos é oferecido, seja de forma mais aberta ou quem sabe escondida, quando precisaremos de uma dose maior de percepção para descobrir isso e conquistar de vez a nossa independência neste mundo.
O simples fato de acordar cedo nos dá vantagens inesperadas e nos mostra que o dia tem muitas oportunidades para serem vividas e que cada minuto é válido para que possamos encontrar as alegrias e situações que se renovam a cada 24 horas e que precisam de apenas um segundo nosso para terem mais entusiasmo e grande perpetuação, fazendo com que todos notem o nosso diferencial e passem a acreditar nas nossas atitudes.
A preguiça acaba com a nossa vantagem e percebemos isso quando deixamos que os dias passem e tragam a terrível sensação de que não fizemos nada para contribuir positivamente com aquilo que gostamos e que merece um pouco da nossa credibilidade.
As vantagens estão por todos os lados, mas se não abrirmos os olhos para elas, ficaremos afogados num mar profundo e que nos impossibilita respirar com mais alívio e sem o sufoco cotidiano que insiste em aparecer para nos entristecer e nos fazer perder o caminho por alguns momentos.
Hoje percebi isso quando estava caminhando na praia e o que me fez ter esta certeza foram as belas imagens que registrei do amanhecer. Todas mostravam que a natureza estava ali, firme e forte, contribuindo com tudo, mas apenas alguns estavam dispostos a aproveitar. Acordar cedo para muitos é um esforço, mas o que seria da vida se não estivéssemos preparados para esta dose extra de sabedoria e energia?
Vantagens e mais vantagens nos perseguem, mas precisamos deixar que elas nos capturem e nos deixem cativos da sua incrível variedade de informações que só precisam de um pouco do nosso olhar.








sábado, 26 de abril de 2014

Abril Pro Rock

Sempre tive vontade de ir ao Festival Abril Pro Rock, pois geralmente as atrações apresentadas são as novidades mais recentes do cenário musical, onde podemos ter uma perspectiva mais abrangente do mercado nacional e local em relação aos vários estilos de rock. 
Achei que a festa fosse mais grandiosa, pois o que mais me deixou surpreso foi a pequena quantidade de pessoas que compareceu ao primeiro dia do evento, embora até tenha achado isso interessante, pois foi fácil curtir as bandas e chegar mais perto dos artistas, interagindo de uma forma mais plena com as músicas cantadas.
O primeiro show da noite foi o de Tulipa Ruiz, que é uma cantora já consagrada e que mostrou o seu novo show Tudo Tanto, cantando e interpretando as suas belas canções como ninguém. Logo após, subiu ao palco a cantora Bárbara Eugênia, mostrando um show suave e cheio de canções dedicadas ao amor.
Eis que surge o performático Johnny Hooker, cantor pernambucano que mistura rock com um brega passional para ninguém botar defeito. Foi a apresentação que mais me chamou a atenção, uma vez que a atuação do artista no palco era algo que não deixava ninguém ficar parado e a participação foi intensa em todos os momentos da apresentação.
Felipe Cordeiro veio de Belém do Pará para mostrar o seu ritmo eletrônico, mas cheio de influências brejeiras como a lambada e o carimbó. Uma apresentação surpreendente e dançante, que fez bonito no evento e mostrou ao grande público uma forma diferente de valorizar a nossa cultura. 
No final da noite houve um tributo ao Reginaldo Rossi e vários artistas se revezaram no palco para cantar os seus sucessos tão conhecidos e que fazem parte do imaginário de todos nós, que crescemos admirando e escutando as músicas do Rei do Brega.
Além de música, o festival tinha uma feira alternativa, onde eram vendidos itens diversos e sempre relacionados ao rock. Alguns estilistas estavam lá e mostravam produtos diferenciados para uma galera que não economiza na ousadia e sempre mostra algumas produções bem sofisticadas.
A organização estava impecável e não havia demora entre uma apresentação e outra, uma vez que o espaço continha dois palcos que se alternavam nas mudanças de aristas e de ritmos. Saí da festa amanhecendo e ainda havia muito som para tocar. Espero voltar outras vezes e novamente apreciar a boa música e lançamentos musicais.
Hoje acontece o segundo dia do evento, mas o som da noite é mais pesado e dedicado ao rock intenso, algo que não me chama muito a atenção. Prefiro os artistas que eu consigo entender quando cantam, algo que no rock mais radical fica meio complicado.
Cada tribo tem seu dia...

Johnny Hooker

Tulipa Ruiz

Felipe Cordeiro

Isaar França

Projeto Som na Rural

Bárbara Eugênia

Adesivos na Rural

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Volta

Volta
Que o caminho dessa dor me atravessa
Que a vida não mais me interessa
Se você vai viver com um outro rapaz

Volta
Que eu perdoo teus caminhos, teus vícios
Que eu volto até o início
Te carregando mais uma vez de volta do bar

Volta
Que sem você eu já não posso viver
É impossível ter de escolher
Entre teu cheiro e nada mais

Volta
Me diz que o nosso amor não é uma mentira
E que você ainda precisa
Mais uma vez se desculpar

Então procurei
Nos bailes da Aurora me lamentei
E confesso que talvez joguei
Tuas fotos e discos no mar

Então procurei
Pelo teu cheiro nas ruas que andei
Nos corpos dos homens que amei
Tentando em vão te encontrar

Volta

Composição: Johnny Hooker

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Água é R$ 1,00, Pipoca é R$ 0,50

Essas são algumas frases que escutamos diariamente no metrô do Recife, pois agora ele deixou de ser meio de transporte para servir de abrigo de vendedores ambulantes, já que de tudo é comercializado um pouco, digo, muito, em grandes quantidades.
Os vendedores entram nos vagões com malas enormes carregadas de água, refrigerantes, salgadinhos, caça palavras, paçocas, pipocas, fones de ouvido, CD, DVD e muitos outros itens. Quando eles aparecem com as suas bagagens, pensamos até que são pessoas que estão viajando, mas eis que a surpresa acontece e eles terminam mostrando suas reais intenções, que é vender e circular de um lado para outro, atrapalhando o precário conforto das pessoas e causando um grande impacto sonoro, já que na ânsia de vender, cada um que grite mais que o outro.
Além dos vendedores, temos também uma legião de pessoas que utilizam os vagões para outros fins, como pedir esmolas e mostrar a todos as suas doenças, como se já não fosse o bastante estarmos num local apertado e fedorento, pois se tem uma coisa que as pessoas não fazem é tomar banho e logo cedo o cheio de suor impera em todos os ambientes.
Outro dia um homem passou com uma perna cheia de feridas dentro do vagão, em locais que ficava complicado respirar, quanto mais andar. Fiquei imaginando como ele conseguia, pois numa situação daquelas eu procuraria evitar a sujeira das ruas para não inflamar ainda mais o problema. Ele estava ali e terminava criando um mal estar em todos que seguiam viagem, já que era complicado ficar observando toda aquela nojeira na volta para casa. 
Como comer um salgadinho diante disso?
Talvez fosse melhor tomar um pouco de água para passar o enjoo, mas o vendedor já estava em outro local, gritando e pedindo passagem.
As proibições são muitas para os usuários do metrô, mas todas elas são descumpridas e aos poucos as estações e vagões estão se tornando uma extensão do centro da cidade, que a cada dia está mais invadido por camelôs, os quais tiram o local de passagem dos pedestres.
Algo deve ser feito e o metrô precisa de dias melhores. 
Entendo a necessidade de todos em ganhar a vida honestamente, mas critérios de uso dos locais públicos devem ser preservados, porque se continuar da forma como está, teremos que ir a pé para os nossos compromissos e deixar os vagões com os vendedores, mendigos, pastores e demais tipos que circulam diariamente por aí.
Nos ônibus isso era uma prática constante, mas diminuiu muito, embora a proibição seja clara para todos em avisos que ficam afixados nos coletivos. Isso não funciona nos metrôs, pois mesmo com os avisos, há o descumprimento e a fiscalização inexiste, fazendo com que a cada estação tenhamos uma surpresa e a certeza de que este meio de transporte é uma terra de ninguém, deixando de cumprir o seu papel social para ajudar os cidadãos na difícil tarefa de ir e vir nas grandes cidades, que sempre tem o seu trânsito piorado de todas as formas.
E aí, vai querer água ou pipoca?
Eu quero jujuba que é mais doce e posso mastigar com mais serenidade, já que determinadas coisas são difíceis de engolir.
Paciência, paciência...
1, 2, 3, 4, 5, 6...
Ajudem-me a contar até 10, pois não estou conseguindo.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Afogados

Ontem o Recife viveu um dia de caos, pois as breves, porém intensas chuvas, que caíram na madrugada fez com que todos acordassem com a ligeira impressão que a cidade estava parcialmente submersa e sofrendo mais uma vez com o efeito do descaso e das irregularidades que ocorrem nas melhorias que nunca são finalizadas e só causam problemas diversos quando a água aparece com mais intensidade.
Por ser uma cidade com um nível baixo, um mangue aterrado, Recife sofre muito com todas as interferências da chuva e termina se transformando num caos, onde o simples fato de sair de casa se transforma numa tarefa quase impossível. Quem mora em áreas que sofrem com as enchentes está sempre tendo que faltar ao trabalho ou esquecer os compromissos em dias mais chuvosos, pois se o calor da cidade incomoda, imagine ter que sair pelas ruas com a água batendo no joelho ou quem sabe até cobrindo tudo. Complicado isso, mas o que percebemos nas fotos que aparecem na internet são os inúmeros resíduos de lixo jogados na rua e que nestas horas se transformam em dificultadores para que a água flua com mais facilidade.
A maré estava cheia ontem e isso agrava ainda mais a situação, já que vivemos numa cidade cercada de rios e mar. Não há como escapar da água que está por todos os lados. 
O que pode ser feito é melhorar as canalizações, agilizar as intermináveis obras de esgoto que estão sendo feitas na cidade e tentar ao máximo educar as pessoas, o que é pior, pois se todos tiverem consciência sobre o descarte adequado do lixo, certamente muitos alagamentos serão evitados.
É uma vergonha passar por determinados locais que se dizem chiques e desenvolvidos nos dias de chuva, pois se transformam em rios de lama e dificultam a vida de todos os que precisam ter uma vida normal. A cada ano parece que a situação piora e eu fico imaginando como seria o caos na cidade, caso chovesse por dias seguidos. Acredito que nem estivesse mais aqui escrevendo este texto.
A minha rua não fica alagada, mas basta andar um pouco para ter sérios problemas de trajeto motivados pela chuva e nestes dias a preocupação é bem mais acentuada com a nossa mobilidade, já que os carros possuem dificuldade de circular e os ônibus não comportam tanta gente espremida.
Todos sofrem e alguns ficam com menos problemas para resolver, mas sempre há uma agonia muito grande em todos os sentidos nos dias de chuva, apesar de estarmos precisando dela para nos refrescar e fazer as nossas terras ficarem férteis e propícias para o plantio. Chovendo com cautela não há tanta desgraça, mas quando a danadinha insiste em derramar toda a sua água de uma vez só, é aflição que não acaba mais.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...