quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

As Frases e a Sabedoria

A sabedoria popular nos faz ter acesso a uma infinidade de frases que ficam expostas em casas, carros, estabelecimentos comerciais e outros locais e terminam nos cativando pela simplicidade e pelo conteúdo que nos trazem, ora simples, ora complicados, ora desaforados...
Os desaforados são os mais engraçados e geralmente falam de coisas que todos nós tememos, mas achamos engraçado quando não é conosco. Gosto destas frases mesmo quando são escritas num português ruim, sem concordância alguma ou cheio de erros ortográficos. Vale a comunicação e a forma de interagir de forma simples, mas com muita finalidade.
Algumas pessoas usam as frases como forma de enfeitar os seus carros e casas e percebemos que tais escritos não condizem nada com a realidade deles, pois enquanto invocam o nome de Deus e a simplicidade, terminam sendo incrédulos e soberbos nas suas atitudes. Usam as frases para fazer bonito e terminam passando por ridículos; diferentemente destes, há os que realmente vestem as frases que escrevem e fazem delas verdadeiros monumentos à sua vida, por onde se guiam e seguem firmemente.
Outro dia vi num caminhão os nomes de três mulheres e logo abaixo a frase: "Família, a base de tudo". Deduzi que eram a esposa e filhas do caminhoneiro que estava com algumas prostitutas num posto de gasolina. Esta frase não valeu para ele, com certeza, e está no carro somente para enfeitar e fazer bonito para a sociedade, quando na verdade nem base ele tem para o que escreveu e divulga para o mundo. 
Em outros momentos, vi várias frases e em cada uma delas procurava sempre o significado e o sentido para a vida de cada pessoa que as escreveu e digo que tudo que falamos e escrevemos é importante para nós e tem que realmente ter um significado para todos. Eu não fico diariamente aqui na frente do computador, escrevendo no blog e buscando imagens que me inspirem para falar em vão. Se fosse assim, ocuparia meu tempo de outra forma, pois se destino um pouco do meu dia para isso é porque sei que em algum momento alguém vai ler e talvez pensar da mesma forma que eu penso sobre determinados assuntos. Acredito eu que as várias deduções que tiro da vida não são só minhas e que alguém irá pensar igual, totalmente diferente ou parecido. É a vida e cada um de nós tem a liberdade de pensar e escrever o que quiser, mas sempre com o cuidado da verdade, pois se colocamos no mundo o que não está adaptado à nossa realidade, ficaremos sem nem saber o que realmente pensamos do mundo e de nós mesmos. Um formador de opinião é firme no seu propósito e não somente escreve para encher os olhos das pessoas. O que coloco aqui é o que vale a pena, pois o que não gosto, nem cito, nem perco meu tempo.
Nesta casa, onde encontrei a frase da foto desta postagem, o que estava escrito refletia muito bem a realidade e voltei para casa com o coração cheio de alegria e sabedor de que os laços familiares não se desfazem jamais, quando há o amor e a compreensão.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Chamado de Dona Canô


Dona Canô foi o retrato de uma mãe zelosa e de uma mulher cuidadosa e muito religiosa, onde sempre estava presente nos festejos sacros da cidade de Santo Amaro da Purificação e fazia com que isso se tornasse um evento de grande significação e reconhecimento. Ela partiu e deixou todos nós saudosos do seu jeitinho terno, sorriso cativante e olhar sereno, justamente no mesmo dia que marca o nascimento de Cristo. Coincidência ou não, ela morreu e nasceu no mesmo dia, pois agora está em um lugar confortável e que receberá o seu espírito de uma forma acolhedora, fazendo com que ela continue nos enviando as suas palavras de ternura e sabedoria.
Quando penso em Dona Canô, penso na imagem de uma mãe exemplar, onde recebe seus filhos de braços abertos e faz com que cada um tenha a sua individualidade e possa desfrutar do que a vida tem de melhor. Num documentário que fala da vida de Maria Bethânia, a cumplicidade da família é muito grande e termina deixando todas as pessoas felizes com tamanha demonstração de carinho que há entre eles, especialmente por Maria Bethânia, que idolatra a mãe com um fervor admirável. Num dos seus shows, é emocionante a homenagem que ela faz à sua mãe e como ela se tornou importante para os seus dias e caminhos, servindo sempre como inspiração.
Ela era muito querida na pequena cidade de Santo Amaro da Purificação e organizava grandes festas religiosas, mostrando muita vitalidade e poder diante de tantas responsabilidades. Há algum tempo, a idade já não permitia que ela fizesse muitas extravagâncias, mas o seu olhar terno não mudou com o tempo e fez da senhora pequena no tamanho, uma gigante em matéria de amor e carisma.
Seus últimos momentos foram vividos em casa, ao lado de todos que ela viu crescer e que faziam parte da sua família, seja composta por famosos ou anônimos. Foram 105 anos de vida, de dedicação aos filhos e de muita alegria com suas palavras certeiras sobre a vida, amor e religião. Quando saiu do hospital no último dia 21/12, pediu um vestido novo, na cor branca, e mesmo com a saúde debilitada, mostrava lucidez e serenidade em todos os momentos. Morreu cercada pelos seus filhos, netos e parentes, de forma calma, sem sofrimento. Estava cumprido o tempo de vida da mulher que nos cativou e nos presenteou com dois grandes ícones da MPB, Caetano e Bethânia. Certamente um pouco do seu jeito ficarão em cada um deles e o mundo ainda poderá desfrutar das suas belas imagens captadas por muitos fotógrafos e que fizeram parte da vida de cada um de nós.
O Chamado de Dona Canô ninguém pode negar...
Descanse em paz.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

As Flores do Jardim

Quando mudamos para o Bairro da Boa Vista, em Garanhuns, eu tinha uns 10 anos e a casa recém construída possuía um grande jardim e pomar, onde podíamos desfrutar de laranjas, mangas, maçãs, bananas, acerolas e muitas flores, de vários tipos. Era um tempo diferente, pois meus pais eram mais novos e tinham mais disposição para cuidar de algo tão trabalhoso.
Hoje a realidade é outra e o que restou de tudo foram algumas palmeiras, o pau brasil e as orquídeas, já que elas ficam nas árvores e dão pouco trabalho para serem cuidadas. Mesmo com a quantidade sendo pequena, as flores fazem bonito quando florescem e deixam o jardim com um aspecto diferente.
Geralmente elas brotam na quaresma, mas, agora no final do ano, algumas apareceram e por isso registrei aqui no blog. Nós temos três cores: a lilás, a branca e a amarela, embora a lilás seja a mais grandiosa e perfumada, as demais não perdem o brilho porque são delicadas e muito bonitas, seja pela riqueza de detalhes ou pelas formas inusitadas que criam quando surgem dos ramos.
Hoje percebo e ainda não entendo como minha mãe tinha tanta disposição para cuidar daquele jardim, pois eram tantas flores e folhas caídas que varrer aquilo tudo era uma tarefa árdua e diária. Ela cuidava de tudo e somente quando era para repor a grama que chamava uma pessoa para realizar o serviço. 
O jardim não existe mais e colocamos pedras por toda a área externa, pois assim facilita o trabalho de limpeza e deixa a casa menos trabalhosa, já que minha mãe não aguenta tanto pique e mesmo assim insiste em cuidar de tudo como nos tempos que era mais nova. A casa para ela é uma distração e muitas vezes ela encontra mudanças onde não há nada para ser mudado, só pelo simples desejo de estar cuidando e deixando o local harmonioso para todos.
Uma casa bem organizada é assim e deixa a sensação de vitalidade em todos que entram nela. Ter um ambiente desgastado, sujo e desorganizado é algo que só deixa tristeza em quem reside no local. Nada mais significativo do que ter a harmonia do lar, da família, dos detalhes pequenos que só nós conhecemos e damos valor.
A vida em família é muito significativa para todos nós e somente saberá o real sentido do amor, quem tiver um bom relacionamento com a sua família e nela depositar grandes momentos de união. Ontem nos reunimos para o jantar de natal. Conversamos, brincamos e até as briguinhas das minhas duas sobrinhas pareciam diferentes, pois percebi que cinco minutos depois a harmonia entre as duas estava firmada. Era o espírito da luz de Deus agindo sobre nós, sem que percebêssemos isso. Era o nascimento de Cristo fazendo com que a vida se renovasse a cada instante e fizesse com que todos nós fôssemos pessoas ainda mais felizes e harmoniosas. 
A minha família é bem pequena, imperfeita como todas as outras, mas é a minha base para tudo. Sem eles não tenho significado e tudo que sei partiu deles. Hoje, dia de Natal, vamos celebrar a vida do menino Deus em cada um de nós e deixar que a sua bondade nos faça diferentes e cheios do seu amor divino e que nunca acaba. Amor assim, só o familiar. O nosso é assim. Cada um do seu jeito demonstra a afeição e isso é o que vale para todos nós. 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal Encantado

Garanhuns se vestiu mais uma vez para o Natal e ficou muito bonita. Há alguns anos que a cidade não tinha um investimento do tipo e terminava passando o período natalino sem muita empolgação e brilho. Neste ano, as principais praças e avenidas contaram com uma ornamentação organizada, na medida certa e que utilizou muitos materiais recicláveis na sua composição.
Isso reflete muito bem nas pessoas, pois percebemos as ruas movimentadas e todo mundo querendo registrar a beleza das luzes que enfeitam a cidade. Nada disso acontece por acaso e a prefeitura contou com o apoio de várias empresas e entidades para que tudo se tornasse real e fizesse a diferença neste final de ano. 
Senti falta somente de atrações na rua, como corais, teatro e dança. Há algumas programações no SESC, mas se fossem feitas em locais abertos, certamente chamariam mais a atenção do público. Um pastoril seria ideal, pois reflete muito os festejos da época e lembro que na minha infância sempre existia estas apresentações  no centro da cidade.
Hoje os festejos de Natal de Garanhuns mudaram muito, pois na minha época era tradição as pessoas irem para as ruas comemorar o Natal e Ano Novo, fazendo com que estas ficassem lotadas de gente e de atrações diversas, fossem elas musicais ou dos vários parques de diversão que encantavam a todos. 
Temos um tímido parque de diversões na Praça Guadalajara, mas nada comparado ao contexto de antes, já que naquela época as diversões eram para todos os gostos e bolsos e comemorar a data nas várias barracas montadas na Avenida Santo Antônio era algo muito esperado por todos.
As cidades evoluem e vão perdendo um pouco das tradições mais antigas e Garanhuns perdeu muitas delas, pois se tornou uma cidade maior e mais movimentada e realizar determinadas ações festivas pode até complicar o trânsito ou o movimento das lojas da cidade.
Seja como for, a cidade está linda e bem vestida para o natal e cada canto respira a magia desta festa que celebra o nascimento de Cristo e faz com que todos nós fiquemos cheios de boas lembranças e com o coração repleto de alegrias, principalmente quando este momento pode ser vivido ao lado da nossa família, que representa o sentido maior de toda esta comemoração que hoje existe.
As pessoas terminam esquecendo um pouco o que é o Natal e ele muitas vezes passa como se fosse apenas uma festa comercial e divertida, mas não é. Antes de ser um feriado ele é a celebração da luz, da vida de Jesus Cristo e disso não podemos esquecer jamais.
Feliz Natal para todos e que a luz da esperança e do amor nunca deixem de brilhar nas nossas vidas!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Seu Jorge e o Churrasco

O DVD do Seu Jorge, Músicas para Churrasco, é diversão pura, pois mostra o artista numa fase boa e rodeado de amigos que fizeram do show um grande momento para celebrar a negritude e a boa música.
Ganhei este presente no amigo secreto e vou deixar aqui no blog uma música que não foi cantada e sim declamada pelo Seu Jorge ao final do show. Foi o Samba enredo da Vila Isabel, quando o Brasil comemorou o centenário da Abolição da Escravatura. 

Kizomba, Festa da Raça

Valeu, Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi, valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina 
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia 
Reza ajeum e Orixá
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Valeu
Valeu Zumbi

sábado, 22 de dezembro de 2012

Atendimento Zero, Preço Inflacionado

As churrascarias do Recife, nesta época do ano, inflacionam os seus preços e fazem com que um simples programinha com amigos se torne um gasto excessivo e com um atendimento precário, pois a quantidade de pessoas que invadem estes locais nos festejos de final de ano é bem maior do que a capacidade dos estabelecimentos de proporcionar um bom atendimento aos clientes que se arriscam nesta maratona de alimentos mal preparados e com sabor duvidoso.
Visitei uma churrascaria ontem com amigos do trabalho e o preço do rodízio, que era R$ 24,90 estava por R$ 39,90 por pessoa, sendo que o atendimento que é sempre muito bom e cordial, ontem estava péssimo e demorado. Era gente demais invadindo tudo e comendo como se fossem bichos e não pessoas normais. Acredito que muitas pessoas estavam ali com a conta paga pela empresa, pois era notória a voracidade deles em comer, comer e comer, como se aquele fosse um momento único ou com poucas chances de se repetir. Comiam de tudo e numa mistura que fazia medo só de observar. Era camarão misturado com picanha, porco com sushi, lasanha com feijoada, ostras com queijos e outras infinitas combinações que devem ter afetado o aparelho digestivo de muita gente. Não vou nem citar a combinação de refrigerantes, destilados e cervejas porque aí seria uma afronta total a qualquer criatura que tenha vontade de sobreviver após tantos excessos.
Comi pouco, pois me decepcionei com um hambúrguer de picanha, delicioso, mas extremamente salgado que tirou o meu paladar e me fez ficar com um desconforto digestivo tremendo. Valeu as companhias, o presente do amigo secreto, a descontração, mas o atendimento e a comida estavam impraticáveis e até para se servir no buffet era uma grande luta, devido a quantidade de pessoas que estavam disputando os últimos pedaços de salmão ou de camarão que estavam servidos. Vi uma senhora com tanto camarão no prato que duvidei muito que ela fosse ter fome de comer outro alimento após aquele deleite tão grande e infinito.
Gosto de ambientes mais calmos e acho que a alimentação deve ser feita em locais realmente sadios, seja para o nosso apetite ou para a nossa mente, já que o barulho em excesso só nos faz ficar inquietos e desconfortáveis. Saí do restaurante, famoso e muito bem conceituado, com uma terrível impressão de ter sido roubado, pois comi quase nada e paguei uma fortuna para ter além disso tudo um atendimento terrível. Não paguei os 10% de gorjeta cobrados pelo estabelecimento, já que é opcional e visa custear o atendimento feito pelos garçons que mal passaram pela minha mesa e ainda levaram meus talheres e não trouxeram mais. Como não queria comer com as mãos, achei melhor sair dali e ir para a minha casa. 
Essa é a realidade dos estabelecimentos comerciais no final de ano, pois o lucro é o que vale, mas isso não tem nada a ver com cortesia e bom atendimento. Isso fica para os dias normais, quando eles precisam cativar o cliente para poder encher os locais e manter uma margem de lucro mais satisfatória. Em dias como o de ontem, tratando bem ou não, a casa fica lotada e isso não sensibiliza nenhum proprietário, já que o seu caixa já está cheio e muita gente nem liga para o serviço prestado, dando mais valor ao "oba oba" das confraternizações e as fotos com os pratos que são servidos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

E o Mundo Não se Acabou...


Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar...
E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada...
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar...
Beijei a boca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou...
Chamei um gajo
Com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele
Mais de quinhentão...
Agora eu soube
Que o gajo anda
Dizendo coisa
Que não se passou
E, vai ter barulho
E vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou...
Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar...

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...