terça-feira, 20 de novembro de 2012

Acorrentado ao Passado

Quem vive do passado é museu...
Não sei de onde essa frase surgiu, mas é bem verdadeira e reflete o sentimento que todos nós devemos ter em relação ao que passou e que não poderá mais ser modificado com as nossas atitudes. Se houve alguma oportunidade de mudar e, assim, não agimos, chorar agora não vale e só vai afetar o nosso presente e futuro, que depende das nossas experiências passadas para ter mais fundamento e sentido.
Imagine se fizermos do nosso passado o nosso presente e futuro? Ficaremos sem chance alguma de evolução e nada terá sentido real e nos fará ficar ainda mais agoniados e sem chances de melhorar os nossos planejamentos e desejos. Se não deu certo antes, não é que agora vai ruir novamente. Basta observarmos o que ficou errado e com isso planejar melhores formas de resolver as nossas situações mal resolvidas e que não irão nos trazer benefício algum se não forem bem desenvolvidas e organizadas para o melhor resultado possível, nem que para isso tenhamos que gastar um pouco mais do nosso tempo com a observação do que realmente importa e precisa ser vivido. 
Ficaremos sempre aperreados e desconcentrados se destinarmos o nosso esforço para o que não vale a pena, o que nos desgasta e nos faz ficar perdidos e sem chances de evolução e de ver as respostas que passam bem pertinho dos nossos olhos incrédulos e sem esforço para o que há de melhor e mais concreto para o nosso bem e futuro promissor.
A sensação de estar com "a mão na cabeça" deve ser afastada do nosso convívio e ao invés disso devemos apontar para o futuro e dessa forma alinhar os nossos procedimentos de uma maneira elevada e ágil, que jamais comprometa a nossa felicidade e sucesso.
Acorrentar o nosso desenvolvimento é ingratidão com nós mesmos e ainda mais quando estas correntes são pesadas demais e nos fazem arrastá-las por anos e anos, sem que tenhamos possibilidade de enxergar um resultado no horizonte que se torna a cada dia mais obscuro e sem o brilho do sol que nos ilumina e nos faz inspirados para novos rumos e conquistas.
Se as suas correntes incomodam, livre-se delas e veja como a sensação será boa e fará as ideias fluírem rapidamente e sem a chance de causarem erros inglórios e sem sentido.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Até Quando?

Alguns paraísos que visitamos e que estão sendo amplamente explorados pelo turismo, tendem a ficar depreciados com o passar do tempo e isso preocupa a perpetuação das belezas que hoje conhecemos e que são importantes para o nosso deleite e lazer.
Ainda bem que algumas paisagens estão preservadas por leis ambientais que impedem o acesso predatório dos homens e faz com que tenhamos limites para utilizar o que a natureza tem para nos mostrar. Onde não há este tipo de proteção, temos que torcer para que tudo seja melhorado e que a consciência das pessoas fale mais alto e deixe um pouco de lado o consumo desenfreado e o aumento de resíduos em locais que deveriam ser limpos e cheios de vida natural.
Imagine se um local como Fernando de Noronha não tivesse todos os limites que são impostos para a sua visitação? A ilha certamente seria outra e não ostentaria um título tão pomposo de preservação ambiental e limpeza. Porto de Galinhas é uma praia bonita, mas amplamente explorada e visitada por gente de todas as partes, que tem na mente Pernambuco como sinônimo de Porto de Galinhas, uma vez que esta é uma das imagens que mais são vendidas nos pacotes de turismo. Fazer o passeio pelos arrecifes e ver os peixes nas águas cristalinas do local é algo inesquecível e todos que já passaram por esta sensação devem imaginar o que estou escrevendo.
Percebe-se que os locais onde as pessoas andam, estão acomodados e a vegetação não é a mesma de alguns trechos que são delimitados por cordas. Notamos que a vegetação está acabando, que os peixes comem ração demais, servida pelos visitantes, e que esta termina sujando as águas. Na areia, a situação não é diferente e nem todos os ambulantes e visitantes possuem conscientização ambiental para juntar o lixo e jogar em local acertado e terminamos notando ao final do dia muita coisa inútil jogada em local inadequado. Sem contar os intermináveis passeios de barco e mergulho que são feitos nos locais onde os peixes residem e que terminam por incomodar o habitat de espécies que estariam quietinhas no seu lugar se não fossem os curiosos e inconvenientes seres humanos que vão lá diariamente para conferir as suas belas imagens. Ainda bem que a maioria dos passeios são feitos com a maré baixa, pois só assim os cardumes ficam visíveis e enchem os olhos dos visitantes. 
São imensos hotéis sendo construídos e desmatando os poucos coqueiros que ainda existem, pois se tem algo que falta em Porto de Galinhas são coqueiros. Gosto da praia, mas confesso que a sombra dos coqueiros deixa qualquer passeio mais tranquilo e menos ardido. A Praia dos Carneiros tem este dom: de ser bela, cheia de piscinas naturais e com muita sombra gratuita dos coqueiros. Em Porto de Galinhas, sombra tem preço.
Até quando toda essa beleza vai durar? Espero que muito, pois um local tão favorecido pela natureza não pode ficar somente na memória dos mais velhos e desconhecido pelos mais novos. Precisamos de mais compromisso com a natureza e regras municipais devem ser criadas pela prefeitura de Ipojuca para evitar o que podemos chamar de saturação de consumo e exploração.

domingo, 18 de novembro de 2012

Comprinhas...

Andar com crianças é algo realmente diferenciado, seja pela diversão que proporcionam e pelo furo no bolso que deixam com a sua compulsão por comprinhas desnecessárias e pelos lanches que alimentam a fome que eu ainda não entendo bem, pois é bem maior do que um homem adulto. 
Tudo é motivo para compras e isso é devido ao fato delas ainda não perceberem o valor das coisas e como é o meio utilizado para se ganhar as notinhas que parecem mágica nas mãos delas, pois desaparecem num toque de mágica e, para nossa surpresa, refletem muito pouco em algo concreto. São revertidas em sorvetes que derretem antes que elas consigam tomar, em água que não mata a sede e sim a brincadeira, em brinquedinhos que não resistem a uma hora de diversão ou somente para satisfazer o dengo momentâneo que inflama o choro e faz qualquer um perder a paciência e amolecer o coração e furar o bolso.
Temos que ficar o tempo todo controlando os impulsos dos pequenos, pois se assim não for, o prejuízo é grande e pode comprometer o passeio, deixando ele com cara gastos acima da conta e das possibilidades. Mas como fazer isso quando somente nós temos esta percepção? Eles não percebem nada disso e quanto mais gastarem e comerem besteiras, melhor. Para eles, somente desta forma o passeio vale a pena e faz com que realmente a alegria seja plena e sem limites.
Não há beleza natural que encante os pequenos e entre apreciar uma pela praia e gastar com besteiras, eles terminam sempre ficando com a segunda opção. Outro aspecto que percebo é que eles não estão interessados na descoberta das coisas e sim fazer nos passeios o que geralmente fazem em casa, na frente da TV, que é comer e ficarem sentados num local confortável e que não destine esforço algum.
Tenho duas sobrinhas e em ambas este detalhe é presente, pois enquanto estão beliscando e comprando, o sorriso é enorme, mas quando param por alguns instantes o cansaço, a dor e o sono aparecem, nem que seja fruto, e geralmente é, do dengo demasiado que terminamos criando em torno deles quando buscamos a compensação do choro com algum brinde sensacional e que irá gastar mais algumas moedinhas ou notinhas dos pais e tios de plantão.
Fui assim também, tenho certeza, mas somente hoje vejo isso de uma forma diferente, pois somente agora que o meu bolso sofre as consequências dessa onda de pedidos intermináveis que na hora nos agoniam, mas que fazem parte dos passeios e os tornam inesquecíveis.

sábado, 17 de novembro de 2012

Impressões Vitais

Visitando João Pessoa, fui na Estação Cabo Branco e lá encontrei uma exposição interativa onde as pessoas podiam modelar ou realizar desenhos ou simplesmente escrever o seu nome num grande quadro branco. O que podíamos notar é que mesmo não sendo obrigatório e não tendo um padrão imposto, as pessoas abusavam da criatividade e deixavam as mais improváveis respostas a este imenso celeiro de criatividade que foi posto numa sala simples e que só continha argila e canetas coloridas. O visual impressionava e as crianças e adultos adoravam a experiência que ligava o botão da sabedoria e aguçava o desejo de impressionar, sem nem sabermos a quem.
Podemos deixar muitas marcas pela vida, sejam elas boas ou ruins e iremos escolher cada uma delas, fazendo com que a nossa imagem seja vista pelos demais de diferentes formas, seja pela criatividade que iremos desempenhar ou pela apatia que talvez destinaremos a tal ato de pura arte.
Outras formas de marcar o mundo são vistas por aí e o homem termina poluindo os rios, sujando as ruas, esfumaçando o ar.. As marcas que deixamos no mundo são muitas e podem mostrar que somos, sim, inteligentes, mas nem tanto assim, já que nem sempre fazemos de uma forma evolutiva e que contribua para outra gerações que ainda virão e que certamente precisarão do nosso compromisso de agora para terem melhores dias aqui na terra.
A sujeira que o homem deixa por aí pode ser melhor aproveitada e virar outros elementos e objetos mais úteis e menos destrutivos e que ajudarão muito na construção e perpetuação de um mundo melhor para todos. Basta olhar as nossas riquezas naturais e perceber que temos muitas chances de continuar vivendo bem e em harmonia com a natureza e com nós mesmos, pois se soubermos usar bem tudo que ainda temos, ficaremos com a certeza de que as nossas impressões vitais foram bem distribuídas e com isso contribuíram para muitas melhorias de vida que ainda não acordamos para enxergar.
Precisamos imprimir sempre o que é bom pelo mundo e dessa forma contribuir para ótimas melhorias de vida e que jamais nos abandonarão, fazendo com que nossa satisfação seja ainda maior em todos os sentidos, nos possibilitando tocar, cheirar e degustar por mais tempo o que está, aos poucos, se acabando e não estamos fazendo o mínimo para que isso melhore e tenha ótimos resultados. 
A vida que vivemos precisa de reparos, de detalhes precisos, de cores diferentes e de modelagens mais perfeitas, pois somente desta forma o exercício da perenidade trará resultados e fará com que sejamos cada dia mais felizes e completos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fontes de Renda

Tudo vira fonte de renda em cidades voltadas para o turismo e, claro, quando as pessoas desejam viver honestamente e ganhando alguns trocados na informalidade realizando atividades que passariam despercebidas se não fossem pitorescas demais para ficarem no anonimato.
O que é comum para nós, não á para os visitantes que terminam pagando bem por algo que nem sempre valorizamos ou sequer percebemos. Na praia de Porto de Galinhas tive esta convicção e ficar somente observando os vendedores e artistas que passavam me fizeram criar um pouco de inspiração para escrever um pouco sobre isso aqui no blog.
O que falta muitas vezes em formalidade, sobra em originalidade, pois podemos encontrar pessoas cantando com o dom que Deus lhes deu para improvisar ou até artistas fazendo pequenos artesanatos na hora, utilizando somente palha de coqueiro dobrada, resultando numa linda rosa.
A sobrevivência é algo que merece ser visto e tudo se torna um motivo para ganhar algum dinheiro extra, mesmo que seja dependente da boa vontade das pessoas que percebem tais feitos. Outro fato, menos sutil, é a venda de produtos por preços superfaturados somente pelo aproveitamento da época, do feriadão ou do local que estão sendo vendidos.
Estes vendedores não me atraem e termino ficando agoniado com a falta de senso que possuem quando querem lhe vender algo, que em locais comuns, são vendidos por R$ 1,00, por muito mais do que isso. É como se nos chamassem de idiotas e fizessem pouco do nosso esforço para ganhar o tão suado dinheirinho para a diversão.
A maioria dos locais turísticos apresenta este fator e encontramos desde a chagada os espertinhos que querem "guardar" seu carro por R$ 10,00 quando a via é publica e não deveria ter taxa alguma, pois sempre que voltamos para o local onde estacionamos, o mais difícil é encontrar o guardador, ainda mais quando o dinheiro foi pago antecipadamente.
São imãs de geladeira caríssimas, água com o preço do Deserto do Saara, refrigerante com preço de joia rara e refeições com preços de banquete, embora as poções sejam de mendigos.
As fontes de renda são muitas, mas o aproveitamento e a cara de pau também. Se todos nós não nos submetêssemos tanto, talvez a ficha deles caísse e, assim, percebessem que a realidade é outra bem diferente e que turismo não é sinônimo de exploração.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Somos Crianças Tão Jovens...

O homem adulto pensa que sabe tudo, conhece tudo, mas não é bem assim...
Não passamos de crianças em tamanho exagerado e que não aprendemos o mínimo para sobreviver bem em matéria de sabedoria e convivência em sociedade. Estamos cada dia mais atolados em dívidas, mais insatisfeitos com a nossa carreira, menos estudiosos e menos conhecedores das verdades quase absolutas que o mundo tem, pois absoluto mesmo nada é.
Quando somos crianças, pensamos justamente que iremos saber disso tudo e que seremos capazes de lidar com as situações mais difíceis de maneira diferenciada, mas percebemos que muitas vezes ainda não conseguimos enxergar o mundo com os olhos de um adulto e terminamos ainda não sendo aqueles que deveriam aprender e repassar conhecimento. Se estamos tão aquém do ideal, por que ainda nos qualificamos como capazes e competentes e olhamos com desdém quando uma criança curiosa nos faz uma pergunta, que por muitas vezes é julgada pela nossa inteligência restrita como ordinária?
Ainda não aprendemos a ser adultos, pois estamos cada vez mais presos às amarras e receios do passado, da época em que éramos qualificados como crianças, quando na verdade nem tínhamos nascido para a realidade e para tudo que o mundo nos oferece e deixamos passar sem compromisso algum com o nosso desenvolvimento, que muitas vezes só depende de uma pergunta besta da nossa parte, mas que fará grande diferença nas ações que iremos tomar.
Acreditamos com muita intensidade que somos capazes de tudo, mas esquecemos que a capacidade é fruto da prática, da criatividade, da percepção. Atributos que deixamos no bolso, fechados e mofando à espera de uma luz capaz de despertar em nós as melhores sensações e grandezas que possam existir. Não adianta se achar o tal, quando nem o "se" foi desenvolvido e ainda não se tornou "sou".
Sou de "Sou Capaz", "Sou Humilde", "Sou maleável", "Sou Homem de Fato".
Somos crianças jovens demais e incapazes de saber até o significado do que é ser adulto e ser criança, pois a confusão mental é tão grande que nos causa uma grande agonia na hora de juntar os pedaços e construir o que chamamos de vida adulta. Somos crianças quando  não aprendemos a conversar e a saber o que é melhor para as nossas vidas ou quando ficamos esperando que tudo aconteça como num passe de mágica ou até depositando nos outros uma responsabilidade que é só nossa e não deveria ser repassada para ninguém.
Somos imaturos demais para sermos crianças e se tivéssemos somente um pouco da liberdade que elas possuem, já saberíamos, pelo menos, o significado das palavras criança e adulto. Adulto pode ter uma criança dentro de si, mas se a criança jamais se tornar adulta, o problema é feio e compromete muito as nossas vidas.
Sejamos, então, adultos com alma de criança e façamos deste mundo um espaço bem melhor para ser vivido e aproveitado.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Redescobrir

Maria Rita optou por cantar outros sons até se render ao repertório da sua mãe, Elis Regina, o que achei muito válido, pois mostrou que é excelente cantora não por ser filha de Elis, mas por ser Maria Rita, simplesmente.
O CD duplo Redescobrir mostra a identidade das duas artistas e nos faz, em alguns momentos, confundir quem está realmente cantando, pois a similaridade vocal é impressionante e faz com que todos os fãs saudosos de Elis, como eu, fiquem satisfeitos com a seleção musical escolhida, que fez uma mistura da essência musical da cantora que nos deixou tão precocemente.
Quando era criança, escutava Elis como as pessoas hoje escutam outras "coisas" que aprendemos a chamar de cantoras e cantores. Era um tempo de glória no cenário musical e nada que era lançado era de má qualidade e a verdade disso é tanta que até hoje estas músicas são sucesso e amplamente lembradas, não sendo comparadas às outras que hoje conhecemos, que aparecem e desaparecem como uma poeira fina e sem efeito algum.
O jeitinho de cantar, de fechar os olhos e de entonar a voz são iguais nas duas artistas e mãe e filha mostram para todos nós o quanto a linhagem influencia nos talentos que conhecemos, pois dificilmente alguém foge do legado deixado pelos seus pais e como na música "Como Nossos Pais", podemos ter a certeza de que Maria Rita soube trilhar bem os passos da sua genitora e hoje ser uma dama da nossa canção e com isso representar muito bem o cenário musical brasileiro que mesmo com seus altos e baixos tem grandes expoentes e faz bonito com toda a sua criatividade e fluência vocal.
Ao todo são 28 músicas gravadas ao vivo, num projeto que envolve CD e DVD. Realmente um show desses não poderia ter ficado sem um registro definitivo para os momentos mais íntimos do nosso lar. O show veio ao Recife duas vezes, uma gratuita e outra paga, e em ambos os casos o público lotou os espaços e prestigiou a artista que emocionou a todos com as músicas cantadas e que nos faziam lembrar os bons tempos da nossa música, onde a letra era inteligente e o ritmo adequado aos nossos ouvidos, que com o passar dos anos deixaram de ser exigentes e se acostumaram a ter outras variedades não tão consistentes, mas, em alguns momentos, criativas e ritmadas.
Perfeito registro e o nome do álbum cabe bem ao momento e mostra uma nova descoberta. 
A descoberta que todos nós já sabíamos lá no fundo do coração: Elis é Maria Rita e Maria Rita é Elis.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...