sábado, 27 de outubro de 2012

A Prática Jurídica


O maior temor das pessoas que escolheram o curso de Direito não é o tempo de estudo, que é de 05 anos, mas a temível prova da OAB, que não avalia nada e só restringe o direito de todos exercem uma profissão que pode ser aprendida na vivência diária que muitas pessoas já possuem.
Ao invés de serem exigidos testes que parecem mais concursos públicos, seja pela quantidade de pessoas realizando ou também pela concorrência, deveriam ser exigidos a vivência prática nas atividades, tal qual a residência que é exigida no curso de Medicina.
Praticar estudos é de grande importância para que possamos assimilar tudo que a vida nos ensina e só irá ter realmente sucesso, em qualquer carreira profissional, a pessoa que conseguir levar para a vida cotidiana um pouco do que aprendeu nas faculdades que cada vez ensinam menos e nos enganam mais. Realizar um curso superior hoje é, em muitos casos, passar cinco anos pagando uma graduação para ter pouco conhecimento e muitas despesas. Algumas ainda possuem grande compromisso com os estudantes e realmente repassam conteúdo de grande interesse e satisfação. Outras não.
A OAB requer conhecimento aprofundado que muitos estudantes de Direito não terão, nem com anos e anos de dedicação e isso acontece simplesmente porque a legislação brasileira sofre mutações constantes, sendo influenciada pelas jurisprudências, entendimentos e ajustes nas leis existentes e que nem sempre atendem a sociedade com toda a sua integridade e por isso são adaptadas para serem mais fáceis de serem usadas e fazerem a diferença no contexto moderno que temos e que influencia a sociedade de maneira gritante e cheia de justiças e injustiças.
Algumas pessoas já trabalham na área jurídica, possuem grande vivência e mesmo assim são reprovadas no exame da ordem e isso não significa incompetência para exercer a profissão de advogado, mas sim uma inadequação a um momento específico, que foi a realização de uma prova que complica mais do que explica e termina deixando todos sem entender realmente o que o Direito fundamenta.
Praticar é a melhor forma do estudante de Direito. ou de qualquer outro curso, realmente se tornarem eficazes e plenos nas realizações profissionais que estiverem determinados a realizar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Privado e a Privada

As notícias que nesta semana foram mais constantes trataram de falar das redes sociais e da privacidade que não há neste meio de comunicação que se tornou tão popular entre as pessoas. O que me deixou surpreso não foi esta notícia, mas sim a falta de noção das pessoas quando ficaram copiando e colando mensagens no Facebook alertando para um assunto que não depende dos outros e sim deles mesmos. Para que pedir para os seus amigos bloquearem suas notificações se nós mesmos podemos fazer isso, desde quando ingressamos na rede.
Curte páginas quem quer, quem tem interesse naquele assunto e quer ser notificado pelas empresas ou pessoas que escolheu para ter afinidade através de um click rápido e que pode ser desfeito a qualquer momento. Fotos, textos, mensagens e outros itens que estão disponíveis nas páginas das redes sociais podem ser restritos ou abertos ao grande público e isso só depende de nós e do nosso interesse de mostrar o que queremos para o mundo.
A minha página tem publicações restritas, públicas e para os amigos. Eu escolho.
É claro que o Facebook ou qualquer outra rede social sabe tudo ao nosso respeito, afinal estamos cadastrados nele e temos nossas informações lá registradas e publicadas diariamente. Qual a novidade disso? Se não quero que seja assim, a única forma é cancelar a assinatura. Todos falam, falam, mas estão lá, lindos, loiros e com sorrisos que na vida real não existem e nos fazem pensar se realmente a pessoa da vida real é a mesma da virtual.
Podemos escolher também quem queremos que faça parte da nossa rede de amigos e isso também pode ser desfeito a qualquer momento. É por isso que não entendo tanta falácia sobre um assunto que já é conhecido de todos e garanto que ninguém entra numa rede social sem saber os resultados que ela traz, sejam positivos ou negativos.
Antigamente era diferente, quando o Orkut iniciou suas atividades, pois tudo era aberto, visível demais. Hoje não. O Orkut virou museu e o Facebook virou febre, assim como Instagram e outros meios onde podemos compartilhar experiências profissionais e imagens do nosso cotidiano.
Eu adoro postar fotos, situações que vejo por aí e não acho que isso compromete a minha identidade. Minhas fotos pessoais são restritas para quem eu quero e ficam nas redes sociais para todos curtirem e copiarem sem limites, desde que tenham o acesso determinado por mim. O que vejo muitas vezes são perfis de pessoas sem o mínimo de noção, que pensam que as redes sociais são exclusivas para busca de parceiros sexuais e afetivos e não para compartilhamento de atividades e de interesses. Vejo fotos de pessoas em trajes íntimos, sem roupa alguma, fazendo biquinho, sensualizando, sem contar, claro, com os inúmeros desaforos que muitos insistem em postar publicamente quando uma conversa pessoal seria mais adequada.
Foi perdida não a privacidade, mas sim a falta de limites que as pessoas possuem e terminam culpando as redes sociais por isso. Entra na rede quem quer e para sair é mais rápido que entrar. Não há nem cadastro. As redes sociais foram transformadas em privadas sociais, onde todo tipo de informação é jogada de forma desordenada para ser curtida, compartilhada e copiada. Depende de nós mesmos o tipo de informação que lá será jogada e se esta irá feder ou não.
São escolhas que temos que fazer e não podemos ficar repassando isso para os nossos amigos como se eles fossem os responsáveis pela nossa falta de ordem e prumo.
Privado e Privada são palavras com significados iguais, mas na prática podem ter conotações bem diferentes. Cabe a nós o compromisso de separar isso e fazer diferente nas redes sociais.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Se Vencer é Impossível...

É melhor unir-se ao inimigo...
Não totalmente assim, mas assado...
Falo das inúmeras grafitagens que ninguém entende nas ruas e que terminam contaminando os espaços públicos que encontramos na cidade. O que percebo que está sendo feito pelas cidades, e o Recife é um exemplo disso, é que muitas pinturas estão sendo autorizadas e realizadas por profissionais que usam o grafite e a arte para colorir as pontes, muros e avenidas da cidade. Aqui na cidade até o Monumento ao Mangue, um imenso caranguejo de ferro, foi pintado com grafites para dar um aspecto mais urbano a uma obra que retrata o movimento Mangue Beat tão divulgado por Chico Science.
Eu preferia a versão original. As pinturas atuais ficaram amundiçadas e deixaram o caranguejo com cara de "Mano" e não de "Mangue".
Nas proximidades do Aeroporto e na Ponte Tancredo Neves, na Imbiribeira, as bases dos viadutos foram pintados com obras lindas, em tons vermelhos e com desenhos coloridos, possibilitando às pessoas terem uma visão menos carregada dos locais que pareciam murais de lixo, já que a quantidade de riscos e papéis colados era muito grande e agora deram lugar a obras mais organizadas e que enfeitam a cidade de uma maneira adequada e que enche os nossos olhos.
Incrivelmente e inexplicavelmente quando as pinturas são feitas, os grafiteiros, que não escrevem nada, ficam na sua zona de conforto e respeitam a obra que foi feita. É como se eles vissem na materialização de algo tão bonito a frase seguinte: "Cai fora, pois minha obra é melhor que a tua!"
Se é para pintar, que seja de uma forma agradável e não destruidora. Outro dia passei no viaduto da Estrada da Batalha e lá a situação já é de calamidade, pois há menos de três meses da inauguração da obra, o local já está todo rabiscado e cheio de panfletos colados nos paredões. A prefeitura deveria intervir também e fazer umas pinturas por lá, pois daria um visual mais bonito ao local que já está com um aspecto caído e sem vida. Sujaram até as paredes que são revestidas com cerâmica.
O buraco é mais embaixo e a educação ficou no dedão do pé. Esse sim é o resultado de tudo isso que encontramos, pois para evitar problemas maiores e a deterioração das cidades, os governos municipais terminam encontrando soluções não adequadas, mas bem mais frutíferas do que se fossem simplesmente pintar de cinza as paredes rabiscadas.
As obras do Profeta Gentileza hoje são abertas ao público para visitação e se tornaram cartão postal da cidade do Rio de Janeiro. Aqui temos muitos artistas e cada um faz da sua arte um momento de grande satisfação e possibilita ao público em geral muita contemplação e vislumbre.

A foto da postagem de hoje é do nosso artista Galo de Souza, que tem várias obras espalhadas pelo Recife e todas de rara beleza.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Arte nas Cidades

Algumas intervenções culturais nas cidades que residimos são perfeitas e casam direitinho com a paisagem que encontramos neste mundo tão cheio de diversidades. Na Praia de Botafogo, encontrei esta escultura bela e serena, feita pelo artista espanhol Jaume Plensa, a qual representa Iemanjá, o orixá das águas salgadas.
Quem viu certamente ficará com a mesma impressão que tive, pois a beleza da paisagem foi realçada com aquele enorme rosto branco, às margens de um local muito visitado por turistas e banhistas. Aqui em Pernambuco encontramos alguns exemplos e principalmente no Recife Antigo e na praia de Porto de Galinhas, que possui várias galinhas temáticas espalhadas pelas ruas do balneário que tanto encanta os visitantes de todo o Brasil.
A arte jamais pode estar separada dos ambientes e engana-se quem pensa que uma galeria de arte, fechada e com pouco acesso, é o local ideal para as obras que tanto conhecemos. O Francisco Brennand criou um parque inteirinho de esculturas que ficam expostas entre o rio e mar aqui na capital pernambucana e fazem do Recife antigo um cartão postal de grande beleza para todos que gostam de estar por lá para passar uma tarde e contemplar a união da natureza com as obras criadas pelo homem.
É esta união divina que faz a diferença e mostra que o homem pode, sim, intervir na natureza de forma muito construtiva e com isso formar visões privilegiadas de muitas paisagens já conhecidas e que ficaram ainda mais atraentes com alguma perspectiva diferente e que possibilite grandes imagens para a eternidade.
Tive o prazer de fotografar a imagem acima, num dia de muita chuva e céu nebuloso. Se estivesse num dia claro de sol, a paisagem seria ainda mais bela, mas mesmo assim valeu, pois a obra não ficará por muito tempo na Praia de Botafogo e até o final do ano a paisagem voltará ao seu estado original, sem que possamos contemplar a beleza da arte aliada à natureza. Diferente do Recife, a intervenção feita no Rio de Janeiro terá tempo determinado para ficar no local.
Aqui no Recife temos uma Flor Alada, Sereias, Aves e os Santos Cosme e Damião e todos recebem o mar de uma forma contemplativa e interessante. É engraçado como o homem sempre prefere o mar para intervir com as suas obras e como elas ficam perfeitas com este elemento da natureza tão abundante, mas tão maltratado pelos agentes nocivos que diariamente são jogados nas suas margens, contaminando o que de mais bonito a natureza criou.
As cidades são nossas, as obras também. Que sejam perfeitas as intervenções e mãos que as fazem...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

My Other Bag is Chanel

Muitas vezes usamos produtos simples mas que satisfazem as nossas necessidades e mesmo assim algumas pessoas ainda acham que possuem a necessidade de justificar o produto ou a marca, como se isso fosse sinal de eficácia e durabilidade. Parece até que somente os produtos que possuem uma marca consagrada conseguem ser bons e duráveis, colocando os demais em um lugar esquecido na realidade comercial dos dias de hoje.
Algumas vezes isso funciona bem, mas outras não...
Já comprei produtos caros e de marcas consagradas e famosas que não foram eficientes e nem duráveis, sem falar, claro, do desconforto que alguns deles causam, pois alguns deles possuem sede em outros países, onde a modelagem é bem diferente da que é praticada no Brasil.  Já vesti calças que ficaram terríveis em mim, enquanto encontrei outras bem mais baratas, com qualidade igual por um preço bem mais convidativo e acessível ao meu bolso.
Nem sempre o preço do produto é o que determina a sua beleza e utilidade. Na verdade, utilidade é o que precisamos ter, pois mesmo quando um produto é feio para uns, é lindo para outros e tudo depende do gosto que cada um tem e como observa cada item que está à venda no mercado. A utilidade não tem isso, pois se ela não for igual para todos, causará em nós uma terrível sensação de ter jogado dinheiro fora por ter comprado um produto que não satisfez as nossas necessidades como imaginávamos.
Mesmo assim, ainda usamos para ostentar a marca embora os nossos pés fiquem comidos ou o nosso corpo deformado devido ao manequim que não foi adequado ao nosso tipo físico. Se a bolsa que uso é simples, mas não é Chanel, o que importa? O que vale é a utilidade, o prazer de ter as necessidades básicas supridas por um produto que mesmo sendo simples está de acordo com o que precisamos e não compromete em nada a nossa integridade como pessoa e nem nos coloca à margem da sociedade.
Muito pelo contrário...
Quando somos capazes de escolher os itens adequados para o nosso uso, ficamos com mais renda para gastar com o que realmente importa e necessitamos, evitando gastar em excesso com outros itens que só irão entupir a nossa casa sem que tenham eficácia plena nas nossas vidas.
O prazer de comprar um item para o nosso uso pessoal não pode se transformar numa escravidão, onde os nossos bolsos ficam furados e perdem toda a sua utilidade para outras aquisições mais plenas e que realmente contribuam para as nossas vidas.

O texto de hoje foi inspirado numa bolsa que vi ontem na Praia de Boa Viagem, quando uma menina estava usando uma bolsa feita com tecido de algodão, bem simples, e com uma serigrafia leve e caseira. A bolsa comportava tudo que ela queria e satisfazia bem os seus desejos. Estava escrito em tons vermelhos a seguinte frase: "My Other Bag is Chanel".
Era como se ela estivesse justificando o uso de algo tão simples. A bolsa, embora não fosse Chanel, era útil, prática e totalmente adequada ao momento.
Fica o pensamento para o texto de hoje.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

The Moon 1111

O título inusitado do novo álbum do Otto mostra que o artista está mais maduro e com grandes possibilidades musicais, pois se nos primeiros álbuns as letras eram simples e com muitos recursos eletrônicos, esta realidade agora muda um pouco, embora o som eletrônico, meio retrô, ainda seja o seu diferencial.
As músicas falam de amor, mas com um pouco de drama, ora com pitadas de sexualidade excessiva, mas falam do sentimento que todos nós gostamos de cantar e de ouvir. As 10 faixas são finalizadas com a música DP (Dupla Penetração), mas num contexto bem significativo e dançante.
Na última sexta-feira, o álbum foi lançado oficialmente no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e em breve virá ao Recife, no Baile Perfumado. Otto é um artista pernambucano, criativo e cheio de participações especiais em muitos outros trabalhos de artistas, tendo sido consagrado pela mídia e recebido várias premiações desde o início da sua carreira.
Eu gostei mais deste CD do que do álbum anterior que mal foi para as lojas, já que era uma produção independente. Era difícil encontrar e espero que esse drama não se repita com este já que agora ele conta com o patrocínio do projeto Natura Musical.
Otto já foi algumas vezes para Garanhuns e participou do Festival de Inverno com as suas músicas diferenciadas e com muito significado musical e que marcaram a nova geração da música popular brasileira, que até então estava acostumada aos ritmos mais tradicionais e usava muito pouco dos grandiosos recursos eletrônicos que ele sempre abusa nas suas músicas.
A participação de Lirinha na faixa "O que dirá o mundo" é perfeita e a letra bem cantada pelos dois artistas reflete bem o momento musical que foi apresentado no CD, com muita competência e criatividade. Pernambuco tem mostrado ao Brasil vários artistas competentes e Otto é mais uma exemplo, pois com o seu jeito característico de cantar, com voz suave e cheia de sotaque, tem criado caminhos que jamais serão desfeitos e construirão uma carreira sólida e com grandes contribuições para a MPB.
Quando vi o CD fiquei na dúvida de como iria pronunciar o título. Seria "The Moon Um, Um, Um, Um"?  ou seria "The Moon Mil Centro e Onze"? 
A faixa 05 responde isso e podemos, com certeza, chamar de "The Moon One, One, One, One". 
Criatividades do Otto...

domingo, 21 de outubro de 2012

Criar Raízes

Criamos raízes por uma necessidade natural de cada um de nós, pois ninguém ficará a vida toda sem que tenha pelo menos um vínculo, um ponto de partida, uma segurança.
Sentir-se seguro é o significado maior das raízes que possuímos e todas elas nos possibilitam um sentimento muito profundo de calma e de estabilidade, onde fica até difícil os ventos ruins que aparecem diariamente nos deixarem cambaleantes e totalmente vulneráveis para, assim, cair e não enfrentar a vida com mais intensidade.
Através das raízes buscamos forças, energia e edificamos as nossas folhagens para que o mundo possa nos ver como um exemplo da determinação e da beleza, já que nem vento e nem chuva conseguem colocar em risco a nossa imensa garra interior e que reflete numa grande alegria e satisfação sem limites.
Quando nossas raízes estão fortes, ficamos mais destemidos e conseguimos facilmente resolver os nossos problemas que nem sempre são tão grandiosos, mas se apegam a nossa falta de estrutura para nos colocarem no chão e, assim, impossibilitar uma maior determinação em alguns momentos que possamos vivenciar. As raízes que devemos possuir, precisam ser profundas para que a fixação dos nossos propósitos seja plena e nos traga grandes resultados, seja de forma mais comedida ou expansiva. O que importa é a nossa segurança e como deixaremos todas as nossas ramificações cheias de vida com a canalização das sensações positivas que estão sempre conosco, enraizadas.
Se não cuidarmos das nossas raízes, ficaremos, certamente, sem condições de permanecer de pé e com isso sem forças necessárias para todos os desafios que a vida nos apresenta e exige de nós uma atitude certeira e que nos faça criar um sentimento forte de segurança e afirmação, uma vez que a positividade é um dos instrumentos mais fortes para a nossa fixação na vida.
Sempre irão existir problemas que irão impedir o crescimento das nossas raízes, mas a identificação de cada um deles para um posterior ajuste são de grande importância para cada um de nós porque somente assim construiremos uma perfeita união entre o bem e o mal e como eles devem ser moldados para nos ajudarem em tudo nesta vida cheia de raízes fortes, fracas, profundas ou superficiais demais.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...