segunda-feira, 21 de março de 2011

O Blog da Discórdia

Muitas notícias cercaram o nome da cantora Maria Bethânia na semana passada e todas elas falavam do seu blog que teve orçamento de mais de 1 milhão aprovado pelo Ministério da Cultura. Não que tenha sido feito algo errado, mas a polêmica ficou instalada por causa do valor, apontado como alto para um blog, e também o desmerecimento a outros artistas, que com projetos menores, não conseguem ter aprovação do mesmo órgão.
Eu tenho um blog e não pago nada por isso e consigo levar ao público o que sinto e as notícias que mais me chamam a atenção.
Não precisei de incentivo financeiro, só imaginação.
Achei o valor assustador para um blog e o que mais gerou discórdia foi o descaso que muitos artistas recebem quando vão solicitar suas verbas para projetos culturais, pois fica bem evidente que o nome de um artista famoso pesa na escolha e que os menores são preteridos em várias situações. Artistas renomados, com carreira consolidada e com recursos financeiros de sobra ficam gozando de privilégios que os que ainda iniciam carreira padecem para conseguir ter um lugar ao sol.
Outros projetos de artistas do mesmo patamar de Maria Bethânia também tiveram projetos aprovados e alguns deles para financiar turnês de shows pelo Brasil.
Todos de artistas renomados e com recursos financeiros de sobra.
Conheço artistas perfeitos e que mal conseguem gravar um CD por falta de incentivo. Isso é muito ruim.
Artistas como Maria Bethânia são donos de produtoras, de selos fonográficos, tem público cativo e podem, de certa forma, bancar suas empreitadas sem que todos os recursos sejam advindos do Governo Federal.
A lei prevê igualdade para todos e ela não está errada em requerer, já que é artista e na hora da solicitação não são ditas estas premissas no projeto de captação de recursos. O que vejo como errado é que a evidência de favorecimento é muito marcante e compromete um sistema tão importante para a nossa cultura como é o patrocínio da União em projetos culturais.
Por que não liberar valores de acordo com o tipo de projeto?
Fica complicado explicar para a população que um blog consumiu todo este dinheiro com a sua criação.
Tenho certeza que o blog será muito bom, pois tudo que Maria Bethânia faz é exemplar, perfeito.
Tenho esperança que com esta polêmica, as autoridades responsáveis possam mudar as suas atitudes e analisar melhor os projetos e liberação de valores, evitando gastos astronômicos com projetos que podem ser feitos com um custo bem mais reduzido.
Tenho esperança que o dinheiro público favoreça todos e não gere discórdias.
Tenho indignação com polêmicas deste tipo, pois sei que o nosso Brasil é injusto e não cumpre todas as premissas constitucionais como deveria.
Tenho orgulho de poder usufruir do talento de uma cantora como Maria Bethânia e não gostaria de ver novamente o seu nome envolvido em coisas tão pequenas. Que ela solicite outros incentivos, mas que seja para projetos maiores e que justifiquem o gasto.

domingo, 20 de março de 2011

Trilha - Pedra do Cachorro

Geralmente as trilhas nas áreas da caatinga e agreste são pesadas, mas a de hoje foi bem ralada, pois tivemos momentos de escalada e praticamente passamos o tempo todo subindo um morro, que é chamado de Pedra do Cachorro. Não que ele pareça um cachorro, mas tudo bem...
A trilha requer agilidade, condicionamento físico e muita paciência, já que passamos por muitos desafios e todos eles exigiram muito da nossa capacidade de superação e também possibilitou que tivéssemos uma total interação com os demais membros da equipe porque aconteceram momentos em que precisávamos nos ajudar durante o caminho que durou em média 08 horas, ida e volta.
Saímos do Recife às 06:00, mas desde às 05:20 eu estava aguardando o ônibus que nos levaria até a cidade de Fazenda Nova, no agreste pernambucano e município sede do maior teatro ao ar livre do mundo, onde todos os anos é realizado o espetáculo da Paixão de Cristo.
Quase três horas de viagem e conseguimos chegar na pequena cidade e de lá ainda pegamos um jipe que nos levou até o ponto de partida da trilha que foi a base da Pedra do Cachorro. Muito sol e poeira nos aguardavam e a sorte é que em alguns momentos havia sombra na mata fechada e nos dava um descanso, deixando a caminhada menos forçada.
Chegamos ao topo da montanha às 15:00, pois os momentos finais foram bem decisivos para o grupo que teve que escalar uma pequena abertura entre rochas para conseguir chegar no alto dos seus quase 1000 metros.
Foi uma sensação diferente e emocionante, mas o privilégio de ter a paisagem lá do alto é indescritível e paga todo o esforço que tivemos. O ar puro, a sensação de liberdade, o silêncio, a vegetação... Tudo era divino e belo.
Conseguimos voltar ao ponto inicial às 18:30, já que na descida é bem mais fácil o caminho. O ruim é o cansaço que vai tomando conta do nosso corpo e compromete um pouco o nosso desempenho. Chegamos ao Recife às 23:00 e muito cansados, mas realizados e com a sensação do dever cumprido.
Até a próxima aventura!!!

sábado, 19 de março de 2011

A Vida do Cisne Negro

Como de costume, achei que fosse dormir durante o filme "Cisne Negro", pois fui ao cinema depois da aula, cansado da semana árdua e corrida, mas tudo foi diferente. Da mesma forma como foi necessário que a personagem tivesse vivacidade para incorporar a bailarina obsecada pela dança, também fiquei incorporado ao filme e a todas as suas cenas de grande impacto para as nossas mentes, já que mostram com muita beleza e poesia o que uma tortura psicológica é capaz de fazer conosco e como somos reféns de sensações que muitas vezes nem imaginamos ter.
Natalie Portman emagreceu um bocado para viver a bailarina obcecada pelo sucesso e que tem como maior impulso a mãe fracassada, que deposita nela todas as suas angústias e arrependimentos. De certa forma ela tenta recompor na filha o que não foi e esta se sente pressionada o tempo todo e isso faz dela uma mulher fria, angustiada, medrosa. Sua dedicação à dança é exemplar, mas ela não consegue muitas vezes dar aos seus trabalhos a vivacidade necessária para compor um bom espetáculo e faz da sua ansiedade a chave mestra para alguns fracassos e deslizes na carreira que só está começando.
Em alguns momentos, parece um filme de terror devido às sequencias com alto grau de pressão psicológica, mostrando uma jovem cheia de visões erradas de si mesma e das pessoas que estão ao seu lado. Por não se libertar disso, termina criando mundos imaginários para suas vivências e sofre com todas elas, já que não consegue saber o que é real do que é fruto da sua imaginação.
Inseguranças todos nós temos, mas não podemos deixar de viver o nosso "Cisne Negro" em algumas etapas da nossa vida, pois nem sempre nos exigirão atitudes tênues e leves, sendo necessário que de vez em quando possamos assumir atos com mais vigor e com eles mostrar para o mundo o nosso potencial que estava escondido e que em alguns momentos precisava ser despertado por alguém mais forte ou seguro do que nós.
Sentir a dor dessa alegria de vida não é nada ruim e se soubermos usar bem isso ao nosso favor, sangraremos pouco, mas o suficiente para que tenhamos certeza que estamos no caminho certo, contribuindo com o nosso esforço para que todos os nossos espetáculos sejam aplaudidos de pé, por uma plateia que nos admira e quer nos ver sempre mostrando ótimos resultados onde quer que estejamos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Lugar Certo

O que mais as revistas falaram nesta semana foi sobre as lindas mulheres que desfilaram no carnaval da Marquês de Sapucaí, mas nenhuma delas foi tão criticada como Gisele Bündchen, que teve suas pernas finas e magreza excessiva comentadas a exaustão.
Vamos mudar de evento e ir para uma semana de moda qualquer no Brasil ou no mundo. Tenho certeza que os comentários seriam diferentes, pois os atributos que no carnaval são tidos como feios e fora do padrão seriam itens necessários para usar uma roupa com grande estilo e elegância.
Minha gente, ela é uma modelo e não precisa estar em cima de um carro sambando como a Viviane Araújo ou cantando o samba enredo como o Negrinho da Beija-Flor. Ela precisava ser ela mesma e não era porque era carnaval que iria fazer um tipo diferente ou colocar 500 ml de silicone em cada nádega como fez a Valeska Popuzuda, passando uma impressão de mulher irreal, construída e moldada para ser um objeto cada vez mais descartável na sociedade que só se preocupa em achar defeitos e criar comentários desnecessários.
Gisele estava bonita, mas do jeito dela. Ela não é passista e sim modelo.
Isso mesmo: M-O-D-E-L-O.
É uma das melhores do mundo e o Brasil nunca teve nenhuma que se comparasse ao seu pódio que há muitos anos a coloca nas primeiras posições. Se ela tinha curvas ou não, isso não vem ao caso, pois até com a Belíssima Ellen Roche afiaram a língua para dizer que a cintura dela era fina demais e que algumas gordurinhas estavam saltando aos olhos. Ninguém entende.
Se uma não tem nada e a outra tem demais, também há comentários.
Afinal, o que é aceitável para as línguas ferinas de plantão? Será que todas as revistas que lemos só estão se especializando em falar besteiras e com isso deixar as reportagens com um aspecto sensacionalista e pouco atraente?
Se era carnaval e todas elas rasileiras, cada uma com a sua beleza, deveriam ter notificado assim:
Nosso carnaval é realmente belo, pois numa só avenida tivemos a alegria de reunir a beleza da Gisele, o samba no pé da Viviane, as longas pernas da Ana, a maturidade da Luiza e a boa forma da Adriane, fazendo dessa perfeita harmonia a essência da nossa festa, pois das diferenças de um país como o nosso nada mais salutar do que ter todas elas reunidas numa só festa tão popular e querida.
Lembrem-se: Cada um no seu lugar.
Adequação é a chave para o sucesso de qualquer evento em nossas vidas. 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Até onde vai a nossa proteção?

Nossas defesas contra os males cotidianos muitas vezes são mais fortes que nós e causam um mal terrível aos outros por não usarmos adequadamente esta forma de proteção. Os nossos ofendículos são mais fortes do que imaginamos e nada pode detê-los. Se temos chances de avisar aos outros sobre a existência desses fatores e não fazemos, criamos um problema e com isso podemos prejudicar a vida e a saúde daqueles que conosco convivem.
Se há dentro de nós uma visão clara ou até visionária de algo que pode acontecer, temos, antes de tudo, que nos revestir de informação e não de proteção. Tal atividade só deve ser tomada em situações que comprometam a nossa vida, nossa integridade e saúde. Se podemos conviver bem com todas as interferências que a vida nos apresenta, por que não aprender e nos harmonizar com todas elas?
Será que é mais difícil entender o processo do que fugir dele, sem nem saber os caminhos que o influenciaram? Ofender a nós mesmos com estas atitudes é antes de tudo uma forma de atrofiar a nossa vida, deixando-a incipiente e sem chances de progresso nos mais variados aspectos que possamos imaginar.
Se enchemos nossos muros com arame farpado sem nem saber se a nossa vizinhança oferece perigo real tomamos uma atitude desconfiada e que pode despertar nos outros intenções e visões bem distorcidas do que realmente deveria ser.
Ofendículos não devem ser usados em todas as situações das nossas vidas e principalmente se estes nos afastarem das pessoas e nos deixarem isolados dos relacionamentos e das boas comunicações interpessoais. Nada pode deter o nosso sentimento de evolução e este precisa estar livre de pequenas amarras que ao invés de nos proteger, fazem de nós seres medrosos e sem chances de evoluir cada dia mais.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Exaustão

Gosto que a minha cidade natal vire notícia, mas nesta semana os acontecimentos a transformaram em celebridade, mas de uma forma bem negativa, que foi a repercussão do assalto a uma farmácia, com tentativa de morte de uma empregada do estabelecimento e que culminou com a morte do assaltante.
Nunca vi Garanhuns ser tão falada, tão citada. Era como se toda a imprensa só tivesse esse assunto em pauta. Num instante todos os meios de comunicação estavam repletos de fotos, vídeos e comentários sobre o fato.
Blogs da cidade citavam e ilustravam passo a passo o acontecido e deixavam o fato ainda mais alarmoso. É claro que o assalto foi chocante, que comoveu, mas não vejo sadia a disseminação de notícias deste tipo, pois a impressão que tenho é que as pessoas só tem interesse na desgraça, nos acontecimentos ruins. Que fosse noticiado, mas dentro dos limites.
Pela primeira vez na minha vida, vi Garanhuns ser capa dos três jornais da capital e ser citada em todos os noticiários locais e regionais. Era uma conjunção de pessoas para falar de um tema só, como se aquilo tivesse real valia. O fato ocorreu e a ação policial foi correta para a situação, já que agiram com intenção de resguardar a vida de uma inocente e assim ocorreu.
Lembro-me do fato do assalto do ônibus no Rio de Janeiro, que até filme virou. Será que vão fazer uma versão pernambucana deste filme? É bem provável. Se hoje em dia é mais comum e vantajoso ter espaço na mídia com fatos que deveriam ter somente a exposição necessária, sem excessos, imagine se a atendente da farmácia tivesse sido morta...
Talvez nem tivesse sido enterrada ainda, pois acredito que caravanas do Brasil todo estariam em Garanhuns para presenciar o fato e lotar a cidade com muitos e muitos visitantes.
Não era assim que eu gostaria de ver minha cidade exposta e não era essa a melhor forma de anunciar um fato, pois se notarmos bem aumentamos a apologia a violência, ao crime e incentivamos a sociedade a ter os mesmos desejos de morte que foram despertados nas pessoas no momento do tiro fatal.
A Avenida Rui Barbosa ficou repleta de pessoas, todos vibraram como se fosse o acontecimento do ano. Os limites existem e acredito que seriam necessários em algumas situações, pois ficamos saturados com o excesso de informação sobre um fato único e ficamos até pensando se não está acontecendo nada mais de interessante pelo nosso Estado para ser informado.
Será que a exaustão sempre tem que ser a medida inexata das notícias ruins e que chamam a atenção de todos?

terça-feira, 15 de março de 2011

Morte Precoce

Já tivemos muitos animais de estimação, mas sem dúvida o mais elétrico foi Marley. Um cachorro vira-lata, mas muito dócil e brincalhão. Se faltava pureza na sua raça, sobrava animação nas suas atitudes e algumas delas deixavam qualquer pessoa meio impaciente, pois ele não desgrudava um minuto sequer.
Pois bem, recebi a notícia da minha mãe que o nosso cachorrinho tinha morrido. De repente começou a vomitar sangue e morreu. Deve ter comigo alguma coisa errada andando pelo jardim ou quintal e deu nisso, mas confesso que fiquei com o coração apertado pois de certa forma nos apegamos a estes animais e terminam eles sendo boas lembranças das nossas vidas. A cachorra anterior, morreu de velhice e mesmo assim ficamos tristes com a sua partida.
Marley era novinho e tinha uns 6 meses, somente. Ainda estava se desenvolvendo e pegando corpo. Era elétrico e tinha um olhar de menino carente que cativava qualquer um que perto dele chegasse. Foi uma pena a sua partida e fiquei com a impressão que ele foi cedo demais, já que ainda tinha muito que contribuir para a nossa família e também aproveitar um pouco do nosso convívio.
Sempre é assim. Animais nos favorecem e nos fazem ficar diferentes em alguns momentos. Vejo casos de amor entre humanos e animais de estimação, onde um não consegue viver sem o outro, tamanha é a dedicação e cumplicidade. Alguns percebem o que o seu dono quer somente pelo olhar e defendem a sua casa como se fosse um reino.
Tinha tirado esta foto dele no carnaval e parecia que era uma despedida, pois nunca antes tinha feito isso e neste dia várias imagens foram captadas por mim. Fica a lembrança do danadinho e de todas as peripécias que ele fez no pouco tempo que esteve conosco.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...