sábado, 6 de abril de 2019

Usina de Arte

Fui conhecer o projeto Usina de Arte, que está, aos poucos, transformando a antiga e falida Usina Santa Terezinha, localizada no município de Água Preta, num celeiro de arte, com manifestações artísticas espalhadas por uma grande área que guarda consigo a história do que antes foi uma das usinas de cana-de-açúcar mais prósperas do Brasil.
O espaço está dividido em duas áreas e uma delas mostra as antigas instalações da Usina Santa Terezinha, que hoje estão sem uso e servem apenas para que alguns artistas tentem recriar a arte nos maquinários antigos e fazerem com que a ferrugem seja transformada em algo mais agradável, tornando o local mais alegre e com um aspecto transformador.
A segunda parte é o Jardim Botânico que tem algumas obras espalhadas numa grande área verde, seguindo o princípio do que é feito no Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. Lá podemos encontrar algumas obras de grande porte e no Hangar algumas intervenções artísticas que foram recriadas a partir de antigos objetos e documentos da usina, nos tempos em que ela funcionava e era motivo de grande orgulho para o Estado de Pernambuco.
Na vila da Usina Santa Terezinha encontramos uma paisagem simples, calma, e notamos a preocupação de algumas pessoas em transformar o espaço num local mais visitado e turístico, onde a história da região possa ser melhor conhecida e, dessa forma, fazer parte mais ativamente do cotidiano da região, gerando renda e festividade.
Acontece anualmente no local o Festival da Usina de Arte, quando artistas locais e nacionais fazem shows e transformam a paz do local num momento de celebração, com música e arte de vários tipos, como a pintura, fotografia, dança e artesanato.
A hospedagem na região é feita nas casas das pessoas que ali residem e há algumas opções de alimentação bem ao gosto regional, com comidas saborosas e pitorescas.
Fica a dica do passeio, que é muito interessante...
Saindo de Recife, siga até Palmares e depois pegue a estrada que vai para Maceió. Em Xexéu, última cidade do Estado de Pernambuco, há uma estrada que nos leva até a Usina Santa Terezinha. É um passeio simples, porém com muita história e que nos tira do lugar comum, fazendo com que conheçamos um pouco da história da nossa região e, dessa forma, nos permitindo entender como a cana-de-açúcar foi próspera no passado, apesar de hoje ainda ter o seu grande valor na economia pernambucana.













terça-feira, 2 de outubro de 2018

REFENO 2018

No último dia 29 de Setembro, Recife teve mais uma edição da Regata Oceânica Recife-Fernando de Noronha, com largada dos barcos da Praça do Marco Zero. O evento é organizado pelo Cabanga Iate Clube e comemora a sua trigésima edição este ano.
São mais de 500 km do Recife até o destino final, na paradisíaca ilha de Fernando de Noronha. Certamente uma aventura náutica inesquecível e que teve este ano a participação de 60 embarcações, as quais foram aplaudidas pelo grande público que esteve presente no Recife Antigo.
Sempre que posso vou prestigiar e este ano consegui fotografar este evento de grande destaque na capital pernambucana.



quinta-feira, 12 de julho de 2018

O FIG e a Liberdade de Expressão

A liberdade de expressão é um direito que todos nós temos e está garantido pela Constituição Federal, embora muitas vezes tal característica fique perdida no tempo por estar amparada por credos ou costumes que não levam a nada e somente polemizam assuntos que não deveriam ganhar tanto apelo midiático.
No Festival de Inverno de Garanhuns deste ano, uma polêmica foi gerada por uma apresentação teatral que retrata Jesus Cristo de uma forma diferenciada, como se este fosse um transgênero. Não cabe a nós interferir na apresentação, mas entender o ponto de vista que cada um tem sobre os diversos assuntos que influenciam a sociedade moderna. Se é desrespeito ou não, temos que tratar da melhor forma possível e não impedindo ou agredindo a artista com palavras desnecessárias. 
Se não aprovo, não vou e pronto. 
No meu ponto de vista, maior seria a rejeição se o teatro ficasse vazio, sendo contrário às milhões de mensagens escritas em redes sociais. Seria pior a artista não ter plateia ou ser colocada na mídia a todo momento através da polêmica gerada pela temática da apresentação teatral?
Sem querer, elevamos o tom da conversa sem que esta seja necessária.
O teatro surgiu para isso mesmo: para mostrar novos pontos de vista e para fazer a sociedade sair do lugar comum, percebendo novas formas de entender o mundo e com isso aprender que nem tudo é tão uniforme e correto como imaginamos.
Desde os tempos que morava em Garanhuns que acompanho o Festival de Inverno e já vi muitas situações chocantes acontecerem, sem que nenhum alarde fosse feito para que as apresentações deixassem de acontecer. 
Quem não concorda com a apresentação, não precisa comparecer, mas deve respeitar o direito que todos possuem de colocar o seu bloco na rua, mostrando as suas interferências sociais e seu grito de entendimento sobre assuntos que sempre são melindrosos quando são falados.
Quando eu era criança, alguns temas eram vistos de forma agressiva e algumas pessoas ficavam marginalizadas somente pelo fato de serem aquilo que são desde  nascimento. Hoje tudo mudou e encontramos situações muito melhoradas por onde andamos e percebemos que algumas verdades passaram a ser mentiras e algumas mentiras passaram a ser verdades. 
O fato é que estamos regredindo a cada dia, seja com as diversas agressões artísticas que muitos fazem sem necessidade ou pela falta de liberdade para conversarmos e visualizarmos assuntos que não deveriam ser vistos com olhos tão incompreensivos. Se de um lado existe a sociedade que reprime o teatro, de outro encontramos os atores que não fazem arte e sim um grande lixo cultural, colocando em evidência a total falta de preparo para lidar com alguns assuntos.
Que fique bem claro que não estou dizendo que a peça é um lixo, pois da forma como tudo é divulgado hoje, não admiro nada que o meu texto se transforme em algo ruim, o que não é a intenção. Apenas falo que sempre haverá bons e maus profissionais, em todos os campos, inclusive no teatral.
Eu não proibiria a exibição da peça teatral, mas não iria assistir. Para mim, o assunto é um "More" enquanto a moda de tudo ser visto como transgênero é um "Folkway". Não podemos proibir e cabe a cada um escolher o que quer ver. Se não gosta, não pague o ingresso, mude o canal, evite o espaço, siga outros caminhos...
Agressões verbais não levam a nada e o respeito comum ainda é a melhor solução para todos os nossos problemas. Quando a sociedade aprender este detalhe da vida, saberá lidar melhor com as diferenças e com a vida como ela realmente é. 
Temos a função social de interrogar e não de exclamar desnecessariamente, proibindo tudo que aparece de diferente e que nos tira do lugar comum. Se não acontecessem pensamentos diferentes a cada dia, jamais teríamos evoluído e ainda estaríamos vivendo na idade da pedra, sem saber direito o que é isso ou aquilo e sem o mínimo de preparo para entender a grandiosidade do mundo e de todas as suas informações.
Sejamos a alegria dos homens e não a sua desgraça! Todos somos livres e merecemos respeito.

sábado, 5 de maio de 2018

Farol do Recife

No feriado do Dia do Trabalho, aproveitei a folga para caminhar na praia e terminei fazendo um passeio além do esperado, quando, no caminho, encontrei um amigo que faz trilhas comigo e o mesmo me fez a proposta de irmos até o Farol do Recife ou Farol da Barra, um local que há tempos desejava ir, mas não tinha muita coragem já que achava distante demais e um pouco perigoso, por estar localizado em área de alto mar e pouco movimentada.
O caminho pode ser feito de barco também, mas resolvemos ir caminhando pelos arrecifes que ficam após o Parque das Esculturas, algo bem mais aventureiro e que combinava mais com o nosso espírito.
Saindo da orla da Praia de Boa viagem, seguimos por Brasília Teimosa e pudemos comprovar a urbanização da área, que com a remoção das palafitas tornou o espaço bem mais adequado para as pessoas que ali residem, embora o cuidado com o bairro seja muito pequeno por parte dos moradores, que jogam lixo em todos os cantos e ainda atiram os maiores rejeitos ao mar, criando um aspecto muito ruim e prejudicando a paisagem de forma bem significativa.
No final do bairro de Brasília Teimosa, há o famoso "Buraco da Velha", um grande piscinão formado pela água do mar, o qual tem mais efetividade em dias de maré baixa, já que proporciona um banho mais tranquilo aos moradores da região. O ruim é que no local o esgoto é jogado de forma indiscriminada e sem limites, gerando um mal cheiro terrível e deixando o local impróprio para banho, algo que não é respeitado pelas pessoas, pois o local é lotado de banhistas e barracas de alimentos. Difícil tomar banho de mar e comer algo com um cheiro ruim daqueles, mas tem gente que consegue e ainda se lambuza na areia para pegar uma corzinha. Coisas da vida...
Chegando ao Parque das Esculturas, a decepção foi total, pois um lugar antes bem visitado e conservado, hoje está sem controle algum do poder público e sofre com a falta de conservação. Os criminosos tomaram conta do local, depredando e roubando as esculturas doadas pelo artista Francisco Brennand, e o que encontramos são esculturas danificadas ou espaços vazios do que antes existia para ornamentar o local. Uma tristeza ver isso acontecer, pois o local é vendido para o mundo como um dos cartões postais da cidade, sendo destaque na paisagem que enxergamos quando estamos no Marco Zero da cidade do Recife.
Seguimos em frente e caminhamos por um bom tempo até chegar ao Farol do Recife, tendo no caminho uma boa chuva para nos acompanhar, quando fomos acolhidos por pescadores na sua barraca improvisada, no meio dos arrecifes. Até peixe frito comemos e estava delicioso.
No nosso destino final, descobrimos um farol imponente e bonito, embora com conservação precária e rodeado de lixo, seja trazido pelo Rio Capibaribe ou deixado pelos próprios pescadores que por ali circulam diariamente em busca de alimento ou de um pouco de diversão.
De lá, avistamos outro farol, na cor verde, chamado de Farol da Boca da Barra, e resolvemos seguir em frente, por um caminho mais fácil de ser desbravado, já que o paredão de concreto criado pelo homem, em cima dos arrecifes, para dar maior viabilidade ao Porto do Recife, nos proporcionava uma caminhada mais tranquila, embora tenha sido neste local que pisei num buraco e machuquei um pouco a minha perna. Nada grave, somente arranhões superficiais e um pouco de sangue para sacramentar o momento.
Voltamos realizados e com boas fotos na bagagem, muita história para contar e um pouco mais de conhecimento da cidade que moramos e que nem sempre descobrimos por medo ou preguiça de colocar os pés no chão e desbravar caminhos pouco visitados.
A caminhada inteira deve ter uns 20 km, considerando a ida e volta, partindo da minha casa. Conseguimos realizar tudo em 05 horas aproximadamente, já considerando as paradas para contemplação da paisagem, fotos e abrigo da chuva. Certamente um local diferente e que gostei muito de conhecer e fotografar.
Confiram o registro fotográfico desta caminhada urbana pela cidade do Recife...























quinta-feira, 12 de abril de 2018

E Kiko?


Algumas pessoas gostam de transferir responsabilidades e possuem grande dificuldade de analisar suas atitudes passadas e como elas influenciaram negativamente o seu momento atual. Esquecem que no passado tomaram atitudes precipitadas, as quais agora reverberam com sons fortes e insistentes, nos causando uma grande irritação quando escutamos reclamações sem nexo e que não dependem da nossa aprovação.
Aí eu digo: E Kiko?
Kiko tenho a ver com isso?
Assumir riscos e saber o que fez de bom ou ruim é algo louvável e melhor ainda quando não culpamos as pessoas por aquilo que cabe somente a nós ajustar e vivenciar da melhor maneira possível, sem mágoas ou ressentimentos, afinal todas essas emoções foram criadas pelo nosso inerte e assustado modo de viver, onde não encontramos respostas breves e terminamos metendo os pés pelas mãos em tudo que realizamos.
Se eu deixei um amor para trás e após muito tempo não consigo tirá-lo da cabeça, não adianta agora ficar achando ruim porque ele agora vive outra vida, ao lado de outra pessoa que o valorizou e o fez mais feliz. Ruim para quem não esqueceu, mas normal para quem aprendeu a viver de maneira diferente e conseguiu abrir novos rumos na vida, os quais só foram possíveis com um pouco de sabedoria, sofrimento, amor próprio e muita paciência.
Abençoados sejam os que conseguem assumir seus erros e percebem a hora correta de declinar de uma opinião defasada e cheia de equívocos, onde só conseguiam culpar os outros, sem olhar para o seu próprio umbigo, não percebendo a sujeirinha que ficou acumulada após a última limpeza mal feita e que não retirou todos os resíduos de um passado mal resolvido.
Não adianta ficar de cara feia, depressivo, saudoso...
A hora de mudar já caducou e não merece apreciação neste momento do processo, o qual já recebeu inúmeras intervenções, fatos novos, provas testemunhais e uma infinidade de sentenças que não foram nada favoráveis.
Acordar é bom demais e deixar os outros dormirem, melhor ainda...

sexta-feira, 16 de março de 2018

Assim, Assim

As desigualdades entre as pessoas fazem com que elas convivam de maneira diferentes, pois cada situação demonstra que não estamos no mundo para ter unidade, mas sim para diferir e, dessa forma, aprendermos a criar nossos próprios meios de atuação e de melhoria, sempre contando com um pedaço de cada momento que nos fez chegar até aqui.
Assim, assim é diferente de assim assado e isso é o interessante da nossa vivência que nunca acaba com uma opinião distorcida, mas nos faz refletir sobre os assuntos para percebermos se o que falamos tem certeza ou não. A maioria das pessoas termina esperando que tudo seja muito uniforme e isso é fruto do medo que possuem para novas descobertas e para a inovação daquilo que aparentemente está muito bem formado e não precisaria de adaptação alguma. O medo termina sendo o freio para qualquer elevação pessoal e ficar apegado ao que já está bom ou que tem muita interferência de terceiros é bem mais fácil do que tentar trilhar novos rumos para conseguir uma plenitude que não existe de fato e termina sendo uma ilusão da nossa mente acostumada à mesmice dos dias cada vez mais iguais e sem muito sentido.
Abrigar novas ideias na nossa mente nos tira da situação confortável que nos persegue diariamente e que nos coloca num lugar que nem fede e nem cheira, mas que agride muito a nossa respiração e nos faz ficar sufocados com tamanha falta de um ambiente saudável para a vida e para todos os nossos desejos de melhoria.
Confundir satisfação com comodidade é algo bem comum e isso não pode acontecer nas nossas vidas, pois se não estivermos atentos os significados de cada situação, veremos que a felicidade estará cada dia mais distante das nossas vidas e nos tornará seres improváveis, sem nenhuma serventia, sem chances de futuro e sem nenhuma forma de evolução.
Vamos seguindo assim assado...
Bem melhor que assim, assim. A diferença das palavras já nos traz algo novo, revigorante e absurdamente quente.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Displicência

Ser descuidado com tudo e com todos é característica daqueles que sempre tiveram tudo na mão ou não fizeram muito esforço para pensar nas horas mais necessárias, sempre deixando de lado o que era importante e precisava da sua intervenção.
Os anos passam e as pessoas vão ficando piores e acumulando pendências na vida, ainda mais quando a vida vai se modificando e não percebemos isso em nenhum momento. Achamos que tudo irá se resolver sozinho ou que a doença da falta de compromisso vai se evaporar como num passe de mágica. 
Estamos enganados...
Se não fizermos por onde, estaremos cada vez mais pendentes nesta vida e cair com a cara no chão será apenas um pequeno detalhe diante de todas as outras situações que nos serão apresentadas diariamente, seja para um pequeno ajuste ou para grandiosas colaborações.
A maioria dos acontecimentos precisa do nosso olhar e a cegueira da falta de atenção que acomete muitas pessoas é mais comum do que possamos imaginar, pois a cada dia notamos diversas situações que nos mostram isso e nos provam que estar atento ao que nos cerca é a melhor maneira de evitarmos a displicência nas nossas vidas.
Um pouco de atenção sempre é bom e ganhar mérito a partir das nossas escolhas acertadas é melhor ainda. Nada é em vão se estivermos seguros daquilo que desejamos e queremos, mas um pouco de controle é sempre válido para não deixar que o acaso tome conta das nossas vidas e nos traga algumas surpresas desagradáveis.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...