quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Programação do Carnaval do Recife

O Carnaval está chegando e para quem gosta de uma festa diversificada, a melhor opção é aproveitar o Carnaval do Recife, pois a diversidade é a palavra de ordem desta comemoração que dura 05 dias e atrai muitos visitantes que buscam o frevo no pé e outros ritmos regionais. 
Como nos anos anteriores, a programação é descentralizada, ou seja, em todos os bairros da cidade você pode ter atrações para se divertir e cada espaço contempla a sua diversidade e até exclusividade, já que podemos escolher que ritmo queremos desfrutar para ter momentos de pura diversão e contemplação desta festa tão popular e amada por todos.
O carnaval é o momento em que todos podem ser aquilo que desejam e também deixar de lado as agonias do cotidiano, encontrando um pouco de felicidade no ritmo, na música e na descontração.
Os homenageados deste ano são o Maestro Spok e o Clube Carnavalesco Misto Bola de Ouro.
Confira a nossa programação e divirta-se!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Programação do Rec Beat 2015

O Palco do Festival Rec Beat, no Cais da Alfândega, recebe atrações alternativas durante o Carnaval do Recife e faz com que todos possam curtir a festa, independente dos gostos musicais.


Sábado, dia 14
20h - Dj Vinicius Leso (PE)
21h - Axel Krygier (Argentina)
22h - Dj Dolores: Banda Sonora (PE)
23h10 - Russo Passapusso (BA)
00h30 - Lucas e A Orquestra dos Prazeres (PE)
01h45 - Chico Correa - Baile Muderno (PB)

Domingo, dia 15
19h30 - Dj Soma (PE)
20h - Matalanamão (PE)
21h - Tagore (PE)
22h - Dorit Chrysler (Áustria/EUA)
23h10 - Dengue Dengue Dengue! (Peru)
00h30 - Man or Astro-man? (EUA)
01h45 - Analog Africa (Alemanha)

Segunda, dia 16
17h - Recbitinho - Espetáculo: Tuttotorna, Grupo: Giullari Del Diavolo (Itália)
19h30 - Dj Vinicius Leso (PE)
20h - Coutto Orchestra (SE)
21h - Thiago Pethit (SP)
22h - Jam da Silva (PE)
23h10 - Marquise Knox (EUA)
00h30 - Mombojó (PE)
01h45 - Omulu (RJ)

Terça, dia 17
17h - Recbitinho - Espetáculo: Alice e O Mago, Grupo: Cia Circo Il Bianconiglio (Itália/Brasil)
19h30 - Dj Soma (PE)
20h - Mitú (Colômbia)
21h - Juçara Marçal (RJ/SP)
22h - Keziah Jones (Nigéria)
23h10 - Lucas Santtana (BA)
00h30 - Luiz Melodia (RJ)
01h45 - Nego Moçambique (DF)


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Tradições Doroteias

O que é mais importante?
Seguir tradições que não funcionam ou assumir novos rumos em busca do novo?
Nosso apego ao que é tradicional reflete um pouco de segurança naquilo que acreditamos fielmente ser o ponto de partida para que tenhamos muita resistência em nossos atos e sejamos cada dia mais apegados ao que não representa nenhum valor para a nossa existência e nem favorece os nossos atos diante da vida, já que se formos observar tudo que nos acomete estaríamos comprovando a nossa ineficácia em muitos aspectos que poderiam ser mais importantes e dignos.
Foi com este contexto que percebi o enredo da peça teatral "Doroteia", de autoria de Nelson Rodrigues e com encenação de Antônio Cadengue. Um texto sóbrio que fala da resistência à mudança e como ela afeta a nossa vida drasticamente, pois somos capazes de realizar os mais variados atos contra a nossa pessoa e ainda comprometer a dos outros, já que a nossa doença por manter o que é visto como correto termina desmerecendo uma grande quantidade de situações que podem ser boas para nós, mas que nos fechamos para receber com toda a sua intensidade.
Se de um lado é difícil mudar, imagine permanecer a vida toda atolado num caos que nem sabemos explicar e que só possui significado para alimentar a nossa doença psicológica que nos afasta do mundo e das possibilidades que ele nos oferece. 
Ser feio, rico, bonito, alto, magro...
O que importa estas diferenças para alguém que sente necessidade de ter em sua vida algo melhor e mais evoluído?
Nada demais e ela ainda verá como ponto de melhoria. 
Por outro lado, pessoas perturbadas sentem necessidade de resistir e de ficar achando tudo ruim ou complicado, pois nada na suas mentes vazias possui sentido e merece realização ou mudança que favoreça seus dias já tão cansados e predestinados ao fracasso e a falta de beleza, pois o olhar fechado é incapaz de enxergar o que é bom e que pode representar uma ótima evolução.












segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sala dos Milagres

Sempre achei interessante as Salas dos Milagres que existem nos mais variados santuários que conhecemos, mesmo que em alguns ambientes elas possam nos trazer medo, já que muitas fotografias e objetos mostram ou reproduzem doenças que não são muito agradáveis de serem contempladas.
Foi com esta curiosidade que visitei o Santuário de Nossa Senhora da Penha, pertinho de João Pessoa, neste último final de semana. Embora o grupo de pessoas que estavam comigo não tivessem despertado nenhum interesse pelo local, pois ninguém entrou lá, eu passei alguns minutos no espaço e ainda pude registrar algumas fotos nos pequenos instantes que passei lá, uma vez que o pessoal já seguia caminho para a trilha e eu ainda estava dentro do santuário, o qual nem era ponto de visitação da nossa caminhada.
A sala é recheada de objetos que reproduzem graças alcançadas e a maioria é de casas, motos e carros, pois muita gente sempre atribui a conquista de tais bens ao divino e esquece que o seu esforço também contribuiu para isso. Atire a primeira pedra quem nunca leu a frase estampada nos carros e casas: "Foi Deus quem me deu". 
Pois bem, lá no santuário todas as graças eram atribuídas à Nossa Senhora da Penha, embora tenha visto algumas imagens do Padre Cícero e Frei Damião que nem santos ainda são, mas já carregam este título no coração de muita gente.
Desde os primórdios nos apegamos a amuletos e fazemos disso um instrumento da nossa fé, como se sem ele não fizesse sentido acreditar em Deus e nele confiar. A fé nem sempre é única e por muitas vezes fica distorcida sem sabermos ao certo para onde deveremos enviar as nossas súplicas.
É interessante também perceber que as pessoas esquecem que mesmo tendo uma graça alcançada, muitas vezes o auxílio de muitas partes foi primordial para muitas conquistas, tais como a nossa determinação, confiança, organização financeira, remédios, médicos, família, amigos e paciência.
Sim, paciência. 
A fé é medida pela paciência que temos em muitos momentos da nossa vida e se não estivermos com ela em dia, ficaremos blasfemando e não sabendo para onde atirar e derramar o nosso ódio e desafeto, o qual pode resultar numa piora da nossa saúde ou na falta de motivação para conquistar o que desejamos.
As pessoas precisam se apegar à Deus de uma forma plena e superior, onde cada um possa acreditar que dentro de nós existe uma força superior que nos faz fortes para conseguirmos o que desejarmos, sem que para isso possamos ficar fracos de cheios de altos e baixos na nossa trajetória. Nossos milagres acontecem diariamente e basta ficarmos atentos aos detalhes para sabermos disso. Se percebêssemos cada sinal que nos cerca, veríamos que Deus nunca nos desampara e nos mostra o caminho a seguir sempre, nos fazendo fortes e instrumentos de algo bem maior que é a paz universal, fato que a cada dia perde a força e se torna mais raro de acontecer.
A Sala dos Milagres somos nós mesmos e dentro dela existem muitas possibilidades de mudança para serem postas em prática, bastando somente o nosso cuidado e atenção com o que realmente é necessário e que precisa do amparo da nossa fé para se tornar forte a cada dia.








domingo, 1 de fevereiro de 2015

Recife Misturado

Algumas cidades misturam o passado e o presente de uma maneira muito engraçada, pois podemos perceber atividades modernas e outras bem rudimentares em plena comunhão quando passamos por alguns espaços e isso fica bem claro aqui no Recife pois a cidade é banhada por mar e rio, ocasionando uma perpetuação de atividades que já poderiam ter sido extintas mas ainda resistem e podem ser vistas em muitos lugares movimentados, especialmente no centro da cidade onde o antigo e novo se integram com mais força.
Acho interessante quando vejo os pescadores na área urbana e ainda mais porque isso ocasiona uma visão diferenciada da cidade, como em poucos lugares encontramos. Fico imaginando como a região era antes do descobrimento e da sua colonização, pois a beleza deveria ser imensa, já que temos muitas riquezas naturais que ainda hoje hipnotizam muitas pessoas e fazem com que reflitamos sobre as consequências que muitas intervenções humanas causaram no ambiente. 
Se hoje os rios não são tão limpos assim e ainda possibilitam muitos frutos, como a pesca, imagine naquela época de limpeza e pura fartura, onde o desenvolvimento de novas técnicas de fabricação ainda não existiam e forçavam as pessoas a terem mais trabalho do que o normal, nem sempre respeitando o meio ambiente, ao invés de buscar um crescimento que fosse voltado para a perpetuação dos nossos meios de desenvolvimento.
A cidade cresceu, mas notamos que a forma de agir em determinados casos ainda é bem atrasada, porque todos os recursos disponíveis se perderam ou foram mal aproveitados, não gerando um fruto que realmente fosse visto como certo e com ótimas influências.
Este misto de atividades antigas e modernas faz com que muitos lugares possam ter um detalhe diferente, pois temos a possibilidade de notar tudo o que é bom e ruim e quem sabe colher frutos melhores para o futuro que ainda virá, onde poderemos ter a possibilidade de aprimorar as nossas técnicas e quem sabe agir de maneira menos predatória e com mais eficiência.
É inaceitável a pesca num rio tão poluído e mais irreal ainda é ver o homem jogando tudo nele, fazendo com que o lixo seja visto em todas as partes possíveis da sua extensão. Se crescer com evolução é difícil, imagine tendo consciência dos nosso atos, sabendo que deles dependeremos por muito tempo. Esses pescadores que ainda sobrevivem desta atividade, como viverão quando os peixes não existirem mais?
A nossa capacidade de evoluir nos mostrará isso. Se aprendermos bem a lição, ficaremos mais felizes do que nunca, mas se estivermos desatentos aos detalhes, a tristeza poderá tomar conta de nós e nos cegar para as belas paisagens que ainda temos e que ficam bonitas somente nas fotos, sendo grotescas quando vistas de perto.
Como disse Caetano Veloso: "De perto ninguém é normal..."



sábado, 31 de janeiro de 2015

É Fome

Quem quiser ver a tristeza
Do jeito que Deus criou
Olha os olhos do menino
Carregando o andor
Lá dentro tem um corumba
Todo enfeitado de flor
A dor batendo zabumba
E dando viva ao Senhor

Quebradeira de coco
Babaçu ê Iá
A dor é um coco ruim de quebrar
A dor é um coco ruim de quebrar

Menino assustado no meio do mundo
Busquei refúgio em teus braços
Água de brilho falso
Lamaçal no fundo
Se eu fosse fazer farinha
Que nem você faz sofrer
Não tirava ladainha
Pra Deus não se aborrecer

Quebradeira de coco ...
Lá no meu interior
Tem uma coisa que não tem nome
Lá no meu interior
Tem uma coisa que não tem nome
Quando eu dou nome à coisa
A coisa some
Menino que coisa é essa?
Ele me respondeu: "É fome!"


Quebradeira de Coco - Roque Ferreira

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Capela Dourada

A Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Recife, abriga um dos maiores expoentes da nossa arte sacra, que é a belíssima Capela Dourada, monumento que retrata um pouco da riqueza das nossas igrejas e como os detalhes eram bem definidos para criar ambientes de pura devoção e harmonia arquitetônica. Fica até complicado imaginarmos lugares como aqueles hoje sendo construídos, pois demandariam uma carga de trabalho muito grande e fariam com que muitas riquezas, já quase inexistentes, fossem empregadas para sua construção. A quantidade de madeira, ouro e prata impressionam...
Já tinha passado por lá há algum tempo, mas não tive a oportunidade de entrar e conhecer o espaço, que tem acesso restrito e serve somente como museu, uma vez que desde 1960 que as missas não são mais realizadas na pequena capela que fica no centro da cidade do Recife.
Além dos detalhes infinitos das paredes e teto, o local nos oferece muitos itens de arte sacra como ostensórios, oratórios, imagens e diversos utensílios usados pelos padres nas realizações das missas. 
A parte interna tem jardins bem organizados e floridos, além de nos mostrarem um pouco da porcelana portuguesa com todo o seu azul e detalhes históricos que sempre contam um pouco da vida religiosa no início da colonização do Brasil. Gostei muito dos móveis em madeira de lei e da forma como eles adornavam os pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos por todos nós, já que nos apegamos aos grandes efeitos dos ambientes e deixamos de lado aquilo que pode gerar um grande impacto visual se for bem trabalhado e colocado em evidência da maneira certa.
Fui visitar o espaço, infelizmente, num dia chuvoso e as janelas estavam fechadas e dificultaram um pouco a visualização de algumas áreas, fazendo com que as fotografias da Capela Dourada não mostrassem todo o seu brilho e riqueza de detalhes, os quais merecem uma nova visita em momento oportuno que irei escolher.
Para quem gosta de arte sacra como eu, este passeio é sempre bom e faz com que os nossos olhos estejam atentos ao que é lindo e que merece sempre a nossa consideração e valor, pois a arte não morre jamais e sempre é válida para as mais variadas visitas que possamos realizar no nosso cotidiano e que só nos fazem bem.


















Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...