domingo, 3 de novembro de 2013

Socializar Sonhos

A frase da fotografia deste texto foi encontrada nas ruas do Recife e pode muito nos inspirar para pensarmos no que podemos fazer de bom para as pessoas que nos cercam, compartilhando informações e coisas boas o tempo todo, sem medir esforços para que cada dia seja diferente e pleno de muitas alegrias.
A visão que temos do mundo pode nos remeter a muitas coisas, mas só nos trarão maus pensamentos se deixarmos que isso aconteça. Estes, os pensamentos, são chaves certeiras de aberturas grandiosas em muitos aspectos, especialmente o do entendimento e da boa convivência.
O egoísmo que toma conta do mundo não permite que as pessoas partilhem suas emoções como deveriam e isso termina contaminando fatos e atitudes que poderiam ser bem diferenciadas para a geração de boas informações e lembranças.
Não custa muito para disponibilizarmos o bem e cada momento vivido nas nossas vidas e isso não requer muitas proezas nossas, tornando a realidade mais plena do que imaginamos. Ter a consciência das nossas potencialidades e também da sua reversão para um bem maior é sempre uma maneira elevada de conquistar novos rumos e com isso encantar o mundo com as nossas palavras e atitudes. 
Não basta termos a vontade, pois temos que colocar em prática e não deixar que a falta de companheirismo tome conta dos nossos dias, nos tornando humanos menos capazes e muito mais infelizes.
Vamos inverter isso?

sábado, 2 de novembro de 2013

Anjos Decaídos

O trem que passa por aqui, não para na estação do nosso amor...
Não consigo embarcar, para onde quer que eu vá, plana a solidão
Nenhum anjo sobrevoa, nem vê, a minha mão ...

Do sol, dourado nasce o amor
Da lua nasce a dor, de não ter o amor
Eu, te vejo nas estrelas, nadando as belezas de um mar de flor
Mas a onda não alcança os pés do frio caixão

Os anjos decaídos, somos nós, amantes
Sem asas para voar, navegando errantes
Dos olhos vermelhos, lacrimejam sangue
Na boca os desejos, calam num instante

Você de ferro, eu de aço, demônio, embaraço, cai, cai baião
Eu, procuro um pedaço e vou plantá-lo no regaço da ressureição

Quem sabe nasça a fruta sabor de chuva
Da janela o astronauta vê, na terra, os dois


Composição: Rubi

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Santificados Traumas de Infância...

Algumas frescuras que as pessoas alimentam são na verdade traumas de infância mal curados e que fazem com que muitas atitudes sejam comprometidas por eles terem ficado com a impressão errada sobre muitos fatos.
Os adultos terminam contribuindo muito com isso, pois ficam fazendo medo ou protegendo demais as crianças quando na verdade elas deveriam ser mais autônomas e executar muitas ações com mais segurança. Tomar um remédio, comer uma fruta, agir de certa forma, comer em determinados horários, andar de bicicleta, tomar banho de rio ou realizar alguns procedimentos, podem ser um suplício para aqueles que já se bloqueiam antes mesmo de provarem o gostinho ou sensação que muitas coisas podem nos proporcionar.
A variação de exemplos não é pequena e muitas pessoas ficam restritas para muitas coisas somente por se acharem temerosas ou incapazes de realizar algo pelos medos e traumas que foram criados e que se formos observar bem, não fazem sentido algum.
Minha mãe sempre me deu muita autonomia para realizar muitas coisas e sempre fui curioso para provar o que a vida tinha para me oferecer. Hoje não alimento traumas e o que não gosto de fazer é porque já provei e vi que não era do jeito que eu imaginava. Sei o amargo e o doce de cada alimento, os perigos de muitas atividades e a alegria de muitas outras coisas.
Bom mesmo é provar cada sabor e fazer careta quando eles não nos agradam ou quem sabe viajar para algum lugar que não era o que imaginávamos, só para matar a nossa curiosidade. Ficar deixando de fazer algo pensando no que os outros disseram ou imaginando o caminho longo ou cansaço é na verdade bloquear o que temos e mais precioso, que é a iniciativa.
Se não tivermos essa característica bem marcante em nós, ficaremos sempre pensando que algo mais poderia ter sido feito e que o nosso desejo ainda não foi satisfeito de maneira plena e eficaz. É muito melhor lamentar o cansaço do que a fadiga de ficar em casa sem ter o que fazer, cansando o nosso espírito e deixando a nossa existência mais velha a cada novo dia que surge.
Os sabores da vida aparecem e apodrecem rapidamente e se não sentirmos o gostinho no tempo exato, iremos ficar sempre achando que o nosso momento passou e não tivemos a oportunidade de aproveitar as oportunidades da forma como deveríamos.
Traumatizar a nossa mente é a pior ação do mundo...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ama?

Quem ama a cidade que reside não fala isso da boca para fora e toma atitudes sempre benéficas e que favoreçam a vida de todos e não somente a sua. Encontramos vários exemplos da falta de amor pela cidade e especificamente no Recife a situação tem se tornado caótica, pois a quantidade de lixo, monumentos danificados, paredes rabiscadas e outros lugares comuns impraticáveis para uso é bem significativa. 
Muitos protestos ditos como democráticos, na verdade causaram um transtorno imenso em muitos bairros, deixando as paradas de ônibus e ruas com os vestígios de uma guerra sem muitos motivos, mas com muitos significados.
Como se não bastasse a falta de educação das pessoas, ainda temos que contar com o vandalismo dos que deveriam dar exemplo para a sociedade, pois os jovens, que hoje acabam com tudo, serão os que irão usufruir dos espaços que eles mesmo ignoraram e jogaram no lixo.
Outro dia a Prefeitura retirou do centro da cidade, sob protestos e muita turbulência, uma multidão de camelôs que ocupavam vários espaços e pontes, deixando a circulação de pessoas comprometida. Após a retirada é que notamos melhor o estrago dos locais que antes estavam totalmente tomados e sem visibilidade alguma. São estragos que irão necessitar de um monte de ajustes e não basta só desocupar os espaços irregulares para que a beleza apareça novamente, já que a sujeira e puxadinhos de antes tornaram feios e desordenados o que era bem organizado no passado.
A Prefeitura tem sua grande parcela de culpa, pois permite que aos poucos a desordem vá se instaurando e não faz ações eficazes e constantes para conter a onda de donatários que invadiu a cidade desde a sua criação e que hoje demonstram uma total falta de cuidado e de amor ao local que escolheram para viver.
Os mendigos dormem nas ruas, mas também fazem suas necessidades fisiológicas nos locais mais improváveis e a impressão que se tem é que esqueceram as mais básicas normas de convivência e passaram a viver como animais. Encontramos de tudo um pouco e ocupar espaços vazios nas ruas é algo que acontece com mais frequência do que imaginamos.
Amar a cidade que vivemos não é somente falar e soltar as palavras ao vento, mas praticar a civilidade todos os dias, lembrando que os espaços são de todos e não podemos fazer tudo que a nossa desvairada consciência permitir e imaginar.
Ter consciência e educação é a melhor forma de demonstrarmos o nosso amor pela cidade que moramos e o Recife tem precisado muito deste sentimento. Antes e jogar lixo na rua, de destruir os bens públicos ou de tomar o espaço que não é seu, lembre-se que a cidade é propriedade de todos e não deve ser tratada com tanta individualidade e desprezo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Evolução e Tradição

Toda cidade que sofre um processo de crescimento e urbanização, termina perdendo algumas tradições que no passado eram bem presentes e que faziam parte da rotina de uma forma bem mais determinada e notável.
Algumas tradições se vão com o vento, outras permanecem integrais ou cheias de modificações. Nem sempre os costumes de antes se tornam possíveis ou favorecem a vida urbana e isso é um dos fatores que influencia diretamente para o total ou parcial desaparecimento de muitas atividades.
Semana passada o prefeito do Recife proibiu a circulação de carroças de burro nas ruas da cidade e isso é reflexo do trânsito constante e que não favorece mais a circulação deste tipo de transporte sem que um tremendo caos seja gerado. Não vou nem falar dos acidentes que podem ocorrer se um animal daqueles se revoltar e sair sem rumo pelas ruas da cidade.
Uma tradição que ainda não morreu, mas foi modificada de forma drástica foi a pesca. A poluição dos rios que cortam a cidade do Recife fez com que os peixes ficassem raros e agora os pescadores terminam não tendo condições de um sustento seguro com esta atividade. 
Ainda podemos encontrar pescadores no centro da cidade, jogando suas redes e pescando quase nada. Eu não me arriscaria a comer daqueles peixes que são vendidos ali, pois certamente trazem consigo uma grande infinidade de bactérias das águas poluídas e fétidas dos rios.
Ainda podemos encontrar peixes expostos no Cais de Santa Rita e a aparência deles não é nada agradável, embora as vendas continuem constantes e desrespeitando todas as normas de higiene possíveis. Qualquer fiscal da vigilância sanitária ficaria de cabelo em pé vendo os peixes sendo vendidos em cima de papelões ou jornais ou quem sabe na própria calçada que recebe todo tipo de sujeira.
Os pescadores não se organizaram e ainda penso que não notaram que a vida mudou e que agora as tradições antigas devem ser atualizadas para os novos tempos, onde a pesca segura e limpa é mais valorizada que a sujeira dos tempos passados. Vender peixes sem proteção térmica, expostos ao sol e acreditar que eles não farão mal é inocência demais.
O pior é que não faltam pessoas dispostas a correr o risco e dessa forma perpetuar as tradições antigas que não evoluíram e se tornaram um problema sanitário ao invés de uma forma de comercialização.
É melhor comprar o peixe que vem do mar, o qual é vendido na Praia de Boa viagem, pertinho da pracinha. São mais saudáveis e pescados em alto mar, onde a sujeira da vida urbana ainda não afetou tanto as atividades mais tradicionais do homem.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Espelho da Alma

O espelho da nossa alma pode ser sentido de muitas maneiras, mas é na felicidade ou na tristeza que podemos perceber isso com mais facilidade, já que nesses momentos ficamos mais sensíveis ao conhecimento e exposição dos desejos e da grande quantidade de informações que reside em cada um de nós.
Não basta que tenhamos vida, precisamos ter alma.
Quantas pessoas passam por momentos felizes ou tristes e não despertam com isso nenhuma intensidade de sensações, fazendo com que tudo pareça comum demais e não afete todas as nossas determinações e relacionamentos.
A presença da alma viva em cada um de nós favorece muitas ações, pois não custa muito para percebemos exatamente como uma pessoa está se ela tem abertura suficiente para deixar irradiar pelos seus olhos o que desejamos obter. Os olhos possuem esta característica e não há como ficar sem notar quando estamos cansados, felizes, tristes ou quem sabe até decepcionados.
Tudo pode passar despercebido pelos outros órgãos do corpo, mas os olhos demonstrarão imediatamente o que estamos sentindo e farão com que muitas leituras sejam feitas de imediato, sem a necessidade de qualquer esforço adicional. 
É pelos olhos que recebemos energias, que vemos o mundo e podemos encontrar nele a nossa razão de viver bem e muito satisfeitos. A sensação de alegrar o seu corpo com um simples olhar é única e pode fazer parte da vida de cada um de nós e basta que deixemos livres a nossa capacidade de obter sempre o melhor a cada dia, onde as cores vitais só nos farão bem e trarão grandes surpresas.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Bikes, Skates, Patins e Tudo Mais...

A minha foto no meio das bicicletas, no Marco Zero do Recife, é para mostra um pouco da imensa agonia de informações que reside na prática esportiva nos finais de semana, pois de uma hora para outra todo mundo passou a ser saudável e também praticar todos os esportes possíveis e imagináveis num mesmo local, o que termina transformando a atividade num costume um pouco perigoso.
Quase fui atropelado por uma criança de aproximadamente dois anos que saiu desembestada e correndo a 100 km por hora; sem contar que os pais estavam do outro lado da praça e nem perceberam que o menino estava solto e podendo ser atropelado.
Depois apareceu na minha frente uma linha e quando olhei direitinho, eram 04 crianças empinando pipa e podendo causar acidentes mortais se aquelas, aparentemente inofensivas linhas, passassem no pescoço de algum ciclista. Levei um tombo porque um grupo estava jogando futebol americano e a bola quase me atinge; com a distração terminei caindo, mas foi de leve. Outro erro grave foi perceber um grupo de pessoas praticando um esporte parecido com o hóquei naquele turbilhão de informações e de congestionamento de pessoas.
Paciência...
A iniciativa da Prefeitura do Recife é perfeita e possibilita um despertar muito bom nas pessoas para a prática esportiva, mas se não forem criadas regras bem determinadas e organizadas para a utilização dos espaços, ficará impraticável o lazer e o divertimento, uma vez que será dado espaço ao desordenamento e acúmulo de informações e atividades.
A Praça do Marco Zero se torna um ponto de encontro e por isso assume tal agonia. Deveria ficar liberada para os patins, que não possuem local específico e ainda estão sendo tratados de forma marginal na nova cultura que se instalou na capital pernambucana. 
As bicicletas deveriam ficar somente na ciclovia e caso andassem no local, deveriam contar, pelo menos, com a atenção dos ciclistas, pois estes pedalam sem observar nada e a impressão que tenho é que estão anestesiados com a situação e sem a menor percepção do perigo que podem causar. Havia até um grupo que estava apostando corrida e isso não reflete uma prática segura, já que ali estão crianças pequenas e pessoas idosas, que não terão tanta habilidade para se desviar dos perigos, como uma pessoa mais experiente.
Gostei do dia e aproveitei muito, mas se os espaços fossem mais determinados e organizados, a diversão seria bem maior e o perigo não estaria rondando a nossa mente o tempo todo.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...