sábado, 20 de outubro de 2012

Um, Dois, Tlês...

Adriana Calcanhotto, digo, Partimpim é perfeita quando canta para as crianças e seus trabalhos são magníficos, pois mostram as músicas adultas voltadas para o lado infantil sem que elas percam as suas características principais. A pesquisa é perfeita e possibilita sempre uma boa união da música popular brasileira com as brincadeiras de criança que são criadas a partir dos efeitos musicais que as músicas trazem nos seus arranjos.
O CD "Tlês" é um primor e destaco a bela música de Gonzaguinha, "Lindo Lago do Amor", e "Salada Russa", parceria de Adriana e Paula Toller, que mostram um universo bem infantil e cheio de dúvidas, como são as crianças quando estão se descobrindo e também o mundo que os olhinhos delas não param de observar.
Ao todo são 11 faixas com toques bem eletrônicos, que unidos a voz suave e bem pronunciada da artista possibilita uma audição perfeita de cada frase, com entendimento completo, o que é raro nos dias de hoje quando a maioria dos artistas engolem as palavras ou frases para obscurecer os seus defeitos vocais. Adriana não tem isso e sua voz sempre foi um destaque, em qualquer álbum que lançou durante a sua carreira musical, extremamente competente e bem moldada, onde sempre buscou a arte para compor as suas letras.
Espero que seja lançado um DVD deste trabalho, pois nos dois álbuns anteriores o registro ao vivo do trabalho em estúdio mostrou uma artista bem mais solta no palco e com uma criatividade acima da média para usar roupas e instrumentos diversificados em nome da arte e música. Adoro os outros DVD's e sempre que quero viajar na criatividade procuro assistir.
A personagem Partimpim foi realmente uma forma criativa da cantora mostrar a sua arte de uma maneira realmente diferente e que fugisse da mesmice que sempre encontramos por aí. Não há trabalhos infantis mais belos e mais perfeitos do que os que foram lançados por Adriana Calcanhotto, pois o esmero, detalhismo e beleza musical e visual são artimanhas que muitos não possuem e terminam fazendo apresentações previsíveis demais, o que não é o caso dela. 
Recomendo a audição, o deleite e a repetição, por tlês vezes ou mais...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A Minha Dor

"A minha dor não é a dor dela, a minha dor é Doriana e a dor dela é Adorela..."
O que é para um, não é para outro. Isso é fato. Cada um tem uma forma de identificar os seus desejos e sensações e fazem disso o combustível necessário para darem vida aos seus dias e com isso ter melhores resultados no que forem realizar. Alguns tratam a dor e os sentimentos de forma mais corajosa, outros não.
Há uma imensa diferença entre coragem e acomodação. Alguns enfrentam a dor, outros se acostumaram com ela e terminam vivendo com este fardo o tempo todo por não terem coragem de dar um basta em situações que estão sendo incômodas e nos causado grandes males.
"A minha coca é Coca-Cola, a coca dela é cocaína.."
Alguns males são inertes para uns e para outros são similares a drogas fortes que permitem ao indivíduo ter alucinações e com isso nem saber onde estão e como poderão tratar os momentos que irão vivenciar, seja pela falta de ação ou pelo desgaste que acometeu o seu corpo e mente e que impedem uma atitude mais confiável e precisa.
Suportar a dor ninguém gosta, mas é impossível nãos sentir, principalmente quando esta estiver relacionada aos sentimentos mais profundos que o homem possui e que diariamente expõe para os seus semelhantes, seja de forma boa ou ruim, desgastante ou polida. A dor será sempre dor e o que diferenciará a sua intensidade é a forma como cada um a trata, podendo ser como amiguinha ou como vilã, como inimiga ou como amiga de infância.
Gosto de resolver a dor, não gosto de sentir, principalmente quando ela é relacionada ao sentimento e ao coração, pois entendo que estes foram feitos para nos proporcionarem alegria, satisfação e muito prazer, seja de um sorriso largo ou de uma calmaria na mente quando pensamos nos nossos dias ao lado de quem gostamos e que contribuem para que a dor seja amenizada sempre que insistir em aparecer na nossa frente.
Seja ela Doriana ou Adorela não importa, pois cada um escolherá o seu sabor e cremosidade para saborear  a vida da melhor forma que encontrar.


Citações da música "Adorela", da Orchestra Santa Massa e Dj Dolores, que serviram de inspiração para o texto de hoje.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mais Amor, Por Favor!!!

Precisamos de mais sentimento, de amor de verdade...
As pessoas estão esquecidas disso e terminam brigando e usando a força bruta para resolver tudo, esquecendo que a essência do amor, caso ele exista, será a solução imediata de todas as desavenças que possam ser criadas entre as pessoas.
O amor está sendo vencido pela falta de paciência, pelo imediatismo, pelo descaso e por tantas outras situações que encontramos e que nem sempre são sentimentais. Alguns apegos materiais do homem permite que ele tenha um esquecimento de si mesmo e de todas as boas ações que pode realizar ao lado das pessoas que gosta e admira.
Se todos buscassem um pouco de inspiração no amor, tudo seria melhor, mas geralmente a inspiração vem de outras fontes e terminamos sem nem saber ao certo o que é o amor e se ele realmente existe. Vi estes cartazes colados num muro perto de uma favela e a frase simboliza bem o que o autor queria passar, já que o local era muito desgastado e notávamos a ausência de amor pelo bairro e pela cidade.
Assim também acontece com as pessoas, mas quando em nós o amor deixa de existir, ficamos tristes, sem vida e sem entender o que realmente queremos, pois o combustível que nos move é o sentimento e o amor é o mais forte e presente. A partir dele todos os outros ganham vida e podem determinar se a existência do homem é realmente válida ou não.
O amor gera compreensão, apego, harmonia, entendimento, alívio. A falta dele gera desgaste, raiva, inquietação e desapego. Sentimentos opostos e que muito encontramos em várias situações que vivenciamos, pois vários exemplos da falta de amor podem ser encontrados por aí e se formos olhar para dentro da nossa casa, iremos encontrar sempre um exemplo.
Pode ser o descuido com a casa, com a nossa alimentação, com a nossa aparência... Estes refletem a falta de amor conosco e com as nossas conquistas e se não dermos um basta imediato a tudo isso, perderemos as rédeas e ficaremos sem saber como frear tal falta de sentimento e cuidado.
Vamos amar mais, por favor!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Abandono é Pouco

Fico triste quando passo por alguns lugares e percebo a deterioração de espaços que antes foram grandiosos e criaram história em muitas cidades. Se formos perceber temos vários exemplos aqui no Recife e no centro da cidade isso se trona mais visível, nos prédios históricos que encontramos por lá. O que nos alegra é perceber que alguns deles estão sendo restaurados e outros já abrigam espaços renovados e disponíveis para o público em forma de espaços culturais, lojas ou centros de conveniência.
Quando estava visitando o Rio de Janeiro, o que mais me chamou a atenção foi o estado de calamidade que muitos prédios da Lapa se encontram e na Floresta da Tijuca vi algo que me deixou triste, pois o Hotel das Paineiras, que já foi uma grande hospedaria de pessoas famosas, estava completamente abandonada e entregue ao desgaste do tempo, pois já está há quase 30 anos sem utilização e totalmente entregue à ação do tempo e dos vândalos.
Aqui no Recife, temos o Espaço Chanteclair que está em fase final de acabamento, após mais de 10 anos de reforma. O que antes era um prostíbulo de luxo, hoje será um centro cultural e que muito encantará os Recifenses e visitantes de várias partes do Brasil. O projeto do novo Porto do Recife, onde vários galpões desativados serão restaurados, é uma das mudanças que irão ocorrer em breve e já teve o seu passo inicial com a entrega da Central de Artesanato de Pernambuco e em Breve do Museu dedicado à Luís Gonzaga.
Voltando ao Rio de Janeiro, fico imaginando como aquele hotel abandonado que vi era grandioso e como podemos perceber na sua arquitetura toda a sua grandiosidade e beleza, num local com vista privilegiada e com grandes atrativos naturais, bem próximo a uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor.
Abandonar as cidades e os espaços históricos que elas possuem é algo ruim e quem perde são os seus habitantes que terminam vendo grandes patrimônios sendo depredados ou vendidos para grandes empresas do ramo imobiliário que nem sempre preservam a construção original, achando melhor demolir e colocar no local prédios que nada lembram os mais antigos.
Cais José Estelita está passando por isso, pois o espaço dos galpões foi comprado por duas grandes construtoras que irão edificar uma série de prédios, alterando uma das imagens mais bonitas que o Recife tem. Agora é tarde para chorar sobre o que deveria ter sido feito e entendo que a Prefeitura e Governo do Estado deveriam ter se antecipado e adquirido o local para construção de um grande parque dedicado ao povo e, assim, ter suprido o Recife com um espaço adequado e propício para o lazer. Seria maravilhoso ter aquela visão por toda a nossa vida, mas ela já tem data para acabar e a construção dos grandes edifícios está mais próxima do que nunca.
Abandonar é bem diferente de preservar e talvez seja esta distinção que as pessoas ainda não captaram e por isso estamos padecendo destes problemas tão costumeiros nas grandes cidades históricas do Brasil. A nossa memória fica comprometida e desta forma acabamos perdendo o que tínhamos de mais lindo e pitoresco para visitação e conhecimento da nossa história.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sensações e Sentimentos

Geralmente quando viajamos, encontramos situações e lugares que até então eram desconhecidos por nós e isso acrescenta na nossa vida uma série de informações que nos ajudam a formalizar a nossa própria opinião sobre tudo que vimos e com isso criar um sentimento de saudade ou até de alívio e tudo dependerá da maneira como nos comportamos durante as descobertas.
Se gostamos do local, a sensação será de vazio, como se algo muito bom tivesse sido retirado do nosso meio sem que tenhamos a certeza de quando novamente iremos ter as boas sensações que encontramos. Diferente disso acontece quando detestamos o local que visitamos, pois agora o alívio fará parte da nossa vida e seremos mais facilmente integrados ao momento que estamos vivendo e que fará parte da nossa vida por um bom tempo.
Sentimos estas situações quando geralmente ficou uma sensação de realizar algo mais ou quando as descobertas não foram totalizadas num local que ainda tinha muito para nos oferecer, seja pelo encanto ou pela diversidade de opções que não foram supridas no curto espaço de tempo que estivemos viajando e conhecendo o mundo.
Viajar é inquietante, desafiador, sublime.
Registrar cada momento dos nossos passos é interessante, pois formaliza o que somente os nossos olhos foram capazes de conhecer e guardar na memória com muito carinho, para sempre, possibilitando uma consulta quando houver necessidade para ativar as nossas lembranças mais saudáveis e que muito nos ensinaram.
Não é ridículo quando temos o poder de captar os lugares, a sua essência e todos os momentos que desfrutamos. Acredito que o registro benfeito e rico de todas as imagens vivas do local permitem a qualquer um entender o que se passa em um dado espaço e como ele pode ser conhecido por qualquer um de nós, seja em que situação for.
Nada pior do que ir e vir e nada registrar. A imagem eterniza os momentos e faz com que tudo se torne mais real aos olhos de quem contamos as histórias que só nós tivemos o prazer de conhecer.
As sensações e os sentimentos gerados com a boa visualização das nossas vivências serão importantes para que possamos entender melhor o mecanismo que alimenta os nossos gostos e ideias, nos fazendo definitivamente entender o porquê da existência de muitas vidas e de lugares maravilhosos.
Permitam-se conhecer o mundo, as pessoas e cada detalhe de tudo e percebam como é bom e construtivo para a nossa existência.
Deixo o registro de uma fotografia que fiz de um vendedor dos famosos biscoitos de polvilho Globo, que faz parte da história do Rio de Janeiro, sendo um bom exemplo de boas lembranças de um local inesquecível que visitei. São os detalhes aparentemente invisíveis para muitos que significam muito para mim.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Respeito

O respeito aos direitos individuais é algo que está se tornando uma prática e não uma imposição, pois a maioria das pessoas já entende que os pedestres, os ciclistas e os deficientes devem ser tratados com respeito e sem barreiras que impeçam a sua liberdade de ir e vir. Percebo isso nas ruas e ainda bem que aos poucos a sociedade vai mudando e entendendo que todos nós temos os mesmos direitos e que devem ser diariamente praticados, nem que seja nos pequenos detalhes.
Não temos ruas somente para carros loucos e desesperados, pilotados, na sua maioria, por pessoas sem estrutura e educação.
É terrível quando notamos um carro estacionado em local impróprio, uma loja ou avenida sem acessos para pessoas deficientes, bicicletas sendo atropeladas pelos carros, ônibus com escadas altas demais para pessoas com baixa estatura e tantos outros exemplos que ficariam cansativos se eu fosse enumerá-los.
Respeito é bom e todos nós gostamos, ainda mais quando este está relacionado ao nosso próprio desejo de melhoria ou quando afeta o nosso conforto. Muitas vezes nem percebemos que somos desrespeitosos com alguém, simplesmente porque esperamos que todos sejam iguais a nós ou que tenham as mesmas habilidades para transpor os obstáculos que os lugares nos apresentam.
Já parou para pensar quantos locais ficam inacessíveis para a maioria das pessoas, simplesmente porque não possuem capacidade suficiente para desbravá-los? Então nada melhor que facilitar a vida nas cidades e desta forma agregar mais valor aos espaços comuns, deixando todos com as mesmas possibilidades de conhecimento e aproveitamento.
É tão bom quando conseguimos andar tranquilamente pelas ruas sem o medo ou receio de encontrarmos obstáculos que nos imponham uma barreira ou nos façam desistir dos nossos objetivos mais presentes ou até futuros. Conhecer o mundo é algo maravilhoso e poder estar perto de cada lugar, captando a sua essência para junto de nós, não tem preço que pague.
Imagine podar isso de uma grande parcela da população?
Se temos meios de realizar boas ações, que façamos para o bem da sociedade e para que todos reconheçam de verdade o significado da palavra democracia e liberdade, pois não adianta termos isso bem estudado na escola e escrito nas leis se no cotidiano a prática é bem diferente e aflige todos nós.
Que nossa percepção esteja cada dia mais aguçada para estes aspectos tão essenciais da vida de cada um de nós, numa sociedade que não deixa de evoluir e sempre nos apresenta algo novo.

domingo, 14 de outubro de 2012

Maravilhosa e Disputada

Ontem o segundo dia no Rio de Janeiro foi marcado pela chuva, filas e show no final da noite. Logo cedo fui visitar o Jardim Botânico, que é um celeiro com vários tipos de vegetações, num espaço finamente conservado e bem organizado, pois dá prazer visitar o local e sentir um pouco da natureza perto de nós. É possível entrar um pouco na Floresta Atlântica e podemos até ver alguns animais, como foi o meu caso, que encontrei um macaco numa das árvores. O local contém 40 pontos de visitação que são representados por fontes, cachoeiras, plantas, ervas medicinais, árvores raras, plantas aquáticas e uma infinidade de opções naturais para tornar o passeio de quem lá está inesquecível, pois em alguns momentos nem percebemos que estamos dentro de uma cidade tão grande como o Rio de Janeiro, tamanho é o envolvimento e tranquilidade que lá encontramos. A natureza realmente foi generosa com a cidade e ali temos uma pequena, mas grandiosa mostra do que a cidade ainda conserva. Não é somente ali que encontramos monumentos da natureza misturados aos monumentos criados pelo homem...
Citando um exemplo, temos o Pão de Açúcar, na Urca, que foi a minha segunda parada do dia. Segunda e quase última, pois as filas estavam gigantescas e ficar esperando o momento de subir no bondinho era uma tarefa que exigia muito da nossa paciência, mas como todo mal teu seu ponto positivo, destaco dois, que foram a bela vista da cidade, mesmo que parcial, devido à neblina e a ausência do sol, evitando que todos nós ficássemos torrando na fila, que era num local aberto e sem proteção nenhuma.
Após esta aventura de grande beleza, fui até a Praia de Botafogo, que nos dá uma bela visão da marina e também dos morros que a cidade tem e dali segui para Copacabana para conhecer a sua tão famosa orla e seus inúmeros atrativos.
Além disso, passei pelo Bairro das Laranjeiras e suas lindas árvores, que deixam as avenidas mais charmosas e possibilitam um caminhar mais tranquilo e com muita sombra. Outra bela surpresa do dia foi conhecer a Lapa no período noturno e com isso conhecer os botecos, seus shows e observar o público muito variado que ocupa o local, onde o samba é a palavra de ordem.
A Lapa é um local boêmio, frequentado por pessoas de todas as idades e por todas as tribos. Lá existem restaurantes da alta gastronomia, assim como os botecos mais simples e pitorescos da cidade. Tive a oportunidade de conhecer a Casa da Cachaça, um local que oferece muitos sabores desta bebida tão tradicional e destaco duas delas, a Gabriela, que é feita com cravo e canela, e a de Gengibre, que deixa na boca uma sensação gostosa e refrescante, com leve toque de ardor.
Deliciosas e nem parece que estamos tomando uma bebida alcóolica. São naturais, sem conservantes e podem ser servidas geladas. Para mim, que não sou adepto dos prazeres etílicos são ideais, pois nos deixam inteiros e sem aquela sensação atormentada que geralmente acomete as pessoas que exageram na bebida. Percebi que a cerveja mais vendida por lá é a Antarctica e que as demais são pequenos grãos de areia diante da sua magnitude. Aqui no Recife outras marcas fazem mais sucesso, enquanto a Antarctica está no ostracismo.
Provei também de outra iguaria muito famosa no Rio de Janeiro, que é o Biscoito de Polvilho Globo, que com seu sabor suave encanta o paladar de todos e faz a festa da criançada e dos adultos.
A noite terminou na Fundição Progresso com o show da Orchestra Santa Massa e da cantora Ana Cañas, onde mostraram músicas em homenagem a Luiz Gonzaga, num show que misturava música regional e eletrônica. Não deu para conhecer tudo que eu queria, pois o tempo e o clima não possibilitaram, mas tenho certeza que captei um pouco da essência da cidade e de toda a sua beleza e atrativos.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...