sábado, 11 de junho de 2011

Vírgula


Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
Associação Brasileira de Imprensa

Vírgula pode ser uma pausa.... ou não

Não, espere
Não espere

Ela pode sumir com seu dinheiro

23,4
2,34

Pode criar heróis

Isso só, ele resolve
Isso, só ele resolve

Ela pode ser a solução

Vamos perder, nada foi resolvido
Vamos perder nada, foi resolvido

A vírgula muda uma opinião

Não queremos saber
Não, queremos saber

A vírgula pode condenar ou salvar
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Direito de Mentira

Trabalho com Recursos Humanos e Administração de Pessoal e eventualmente vou para audiências trabalhistas por causa de reclamações de empregados que foram desligados e por algum motivo ou somente por falta do que fazer, ingressam com uma ação trabalhista para efetuar pedidos às vezes justos, mas na maioria das vezes mentirosos e sem fundamento.
As pessoas perdem a noção do que é ter direitos e como estes podem ser úteis e ajudar na obtenção da justiça e da equidade entre as pessoas. O que percebo é que a maioria das reclamações trabalhistas são motivadas pela influência de amigos, advogados descompromissados com a sua função e pela falta de emprego, quando muitos buscam nos processos trabalhistas uma forma de ganhar um “extra” por imaginarem que reclamando terão ganho certo e na primeira audiência.
As vezes isso acontece, mas nem sempre o processo é tão rápido assim.
Outro fator que me desgosta é a incompetência de muitos juízes para o cargo, pois muitas decisões são totalmente infundadas e cheias de entendimentos ruins, possibilitando que muitas ações tenham valores distorcidos para pagamento, causando um grande prejuízo às empresas, somente, pois quando o reclamante perde a ação, geralmente são perdoadas todas as custas processuais pela alegação de serem “pobres na forma da lei”. Declaração de pobreza deveria existir para medir as reclamações que são feitas na base do “copiar e colar” ou para as que seguem um modelo específico, sendo mudadas somente os dados processuais, vara e reclamante. Muitos advogados não se dão nem ao trabalho de formalizar pedidos de acordo com a realidade do seu cliente e terminam por jogar na justiça processos cheios de controvérsias e que possibilitarão julgamentos incorretos.
Para cada advogado pobre de pensamentos, devia ser juntado aos autos do processo uma declaração de pobreza de pensamentos, pois assim os juízes já teriam uma prévia do que viria pela frente e olhariam o processo com olhos mais críticos e que possibilitassem a averiguação de erros gritantes.
Outro fator é a fábrica de testemunhas que existe hoje em dia, pois a maioria delas, mesmo sendo advertida sobre o compromisso com a verdade, mentem sem limites e fazem do processo uma banalidade sem fim. Até hoje, e olhe que já trabalho com isso há muito tempo, não vi nenhuma testemunha, dos processos que participei, ser denunciada por falsidade, mesmo quando todos os fatores mostram que a verdade não foi cumprida e o que existiu na verdade foi o favorecimento.
Vejo advogados criarem situações para terem maneiras de ingressar com reclamações e usam a legislação de forma inadequada para encobrir a sua própria safadeza. Entendo que as leis trabalhistas são necessárias para resguardar as injustiças com o trabalhador, que são muitas, mas usar este meio de forma banal é como se todas as salas de audiência fossem um circo, onde os palhaços sofrem com as injúrias e ainda possuem uma plateia repleta de curiosos e cheios de vontade de comer pipoca e aplaudir a desgraça daqueles que nem sempre tem culpa na trama cheia de fatos irreais e contados a partir de uma versão interesseira e sem compromisso com a verdade.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pagar ou não Pagar?

A polêmica sobre a cobrança das taxas nos estacionamentos do Recife ainda não terminou e a briga está na justiça, esperando uma decisão final sobre o caso. O fato é que o Ministério Público decretou que os estacionamentos de todos os estabelecimentos comerciais devem ser gratuitos e as empresas batem o pé contra esta decisão que afeta o bolso de várias empresas especializadas e, principalmente, dos shoppings que tem neste mercado uma promissora fonte de renda.
Eu concordo que seja gratuito, mas somente para as pessoas que realmente estão naquele local para comprar, viajar, efetuar consultas médicas, estudar ou outra atividade qualquer, já que a decisão engloba shoppings, hospitais, aeroportos e escolas ou qualquer outra empresa que possua estacionamento.
Se deixarem os estacionamentos livres de toda e qualquer taxa, muitas pessoas usarão indevidamente os locais para estacionar seus carros e tirarão o lugar daqueles que realmente estão ali para resolver seus assuntos. Quem vai ao shopping para comprar e comprova isso, ficaria isento, assim como em outras situações, pois é injusto ter que gastar dinheiro num local e depois ainda ter a conta do estacionamento para pagar.
Cortar totalmente o valor pago é ótimo e eu estou adorando a situação, pois quem não gosta de ter seu bolso poupado de um gasto a mais num dia de compras qualquer? Imagine como o estacionamento do Shopping Recife ficará a partir de agora, pois todas as pessoas que irão resolver alguma coisa pelas redondezas deixarão seu carro lá, quietinho e seguro dos perigos da rua. Eu serei o primeiro a fazer isso, não resta dúvida.
O certo é estabelecer um valor mínimo para compra e com isso garantir a gratuidade do estacionamento, sem que isto possa causar a polêmica atual. Quem usa o estacionamento indevidamente ou só vai ao shopping ou outros estabelecimentos para passar o tempo, devem pagar pelo local, já que ocupa a vaga de uma pessoa que está tendo outro propósito com a guarda do carro. É um diferencial do shopping ter um bom estacionamento, mas hoje em dia, com a quantidade de carros que o Recife tem, este diferencial se tornou item indispensável e, portanto, muito controverso.
Eu concordo em pagar, caso eu comprove que gastei no shopping e contribui para o seu lucro. Somente nesta primeira semana de gratuidade, os estacionamentos ficaram uma loucura, pois tinha gente até estacionando o carro para fazer pirraça e para garantir um local gratuito sem que houvesse necessidade.
Se é de graça, até injeção na testa vale...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Taxi Driver

Hoje assisti a um filme que há tempos ouvia falar, mas nunca tinha tido oportunidade de conferir para saber se realmente tinha as qualidades cinematográficas apontadas. É uma filme da década de 70 e que tem a participação de Jodie Foster e Robert De Niro ainda bem jovens e com muito talento nas suas atuações. A trama é contada a partir de um taxista vivido por De Niro que adota esta profissão para fugir da insônia e também de si mesmo, pois não tem consciência real do seu papel na sociedade, sendo visto na maioria das suas falas como uma personagem emblemática.
Nas ruas noturnas, o taxista encontra de tudo um pouco e através destas percepções ele vai descobrindo as injustiças do mundo, a violência e a frieza das pessoas que só se preocupam em ter o seu lado pessoal resolvido e não se importam com o próximo e também com o dia seguinte, onde terão que novamente conviver com todas as situações modificadas e bem diferentes da realidade original.
Os inúmeros remédios que toma diariamente para fugir de si mesmo e da realidade que vivencia, fazem dele uma pessoa distante, calada, insone e cheia de decisões controversas e inesperadas. Nada que ele faz é muito previsível e tudo isso deixa quem assiste o filme com um pouco de surpresa, pois quando pensamos que ele vai fazer isso, ele faz aquilo e termina por realizar ações violentas, mas que por ironia do destino são bem interpretadas pelas pessoas, que o tratam como herói.
Muitos taxistas como este são encontrados ao nosso redor e a visão do mundo que possuem termina sendo distorcida, pois dentro deles não há uma visão real do que o mundo é, ficando muito difícil para eles entenderem o seu sentido na terra e também ao lado das pessoas. Não o vejo como um louco, mas sim como uma pessoas indignada e com coragem para realizar mudanças drásticas, mesmo que estas causem a morte e susto de muitos.
Sua frieza em algumas cenas é chocante, mas a verdade das suas ações faz com que ele tenha momentos e lucidez e muita dignidade, ajudando ao próximo e fazendo de si mesmo uma pessoa melhor e com muita vergonha na cara.
É um filme bem feito, bem interpretado, bem sonorizado e com tomadas bem colocadas e que mostram uma realidade nua sem que esta nos cause espanto ou descrença. A verdade do filme está até onde não existe verdade.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Padim Ciço Reloaded‏

                                      
Hoje li num site que a estátua do Padre Cícero, no Juazeiro do Norte, Ceará, passará por uma reforma para comemorar os 100 anos de nascimento do padre, que acontecerá em 22 de Julho. A estátua fica no alto de uma colina e tem uma visão privilegiada da cidade de Juazeiro, que é destaque no Cariri, área muito próspera no estado do Ceará. Juntas, as cidades de Juazeiro do Norte e Crato, fazem a diferença no Estado.
Lembro muito do Juazeiro na minha infância, quando anualmente meus pais viajavam para lá; eu sofria com a viagem longa e enjoativa, pois sempre chegava lá doente de tanto vomitar pelo caminho. O calor era algo sem limites e numa das viagens voltei cheio de irritações na pele motivadas pelo calor em demasia.
No início ficávamos hospedados em casas, que eram chamadas de ranchos, onde o banheiro era coletivo e o conforto era zero. Certa vez eu e meu irmão deixamos um senhor idoso à beira de um colapso nervoso, pois enquanto ele dormia tranquilamente na rede, nós, afoitos e traquinos, começamos a balançar a rede até que o coitado acordasse. Só paramos quando ele implorou por socorro e ficou chamando minha mãe para acalmar nossos ânimos.
O tempo passou e depois fomos indo para hotéis mais arrumadinhos, pois a cidade foi crescendo e com isso os visitantes se tornaram mais exigentes. Mesmo assim estes eram simples, pois a maioria das pessoas que por ali passam são romeiros e fazem um turismo diferente, que é totalmente voltado para a devoção ao “Padim Ciço Romão”, que para muitos é santo e com isso recebe diversas adorações.
Gosto do Juazeiro porque a cidade reúne um acervo de igrejas bem considerável e bonitas e porque o seu comércio é variado e tem muitas opções de compra, seja nas ruas ou no mercado público, que é bem visitado por todos. Lá é um ótimo lugar para se comprar imagens sacras, redes, jóias, artigos religiosos e grande parte da renda da cidade é baseada nestes fatores.
Imaginar o crescimento do Juazeiro sem o Padre Cícero é algo incomum e gostaria muito de voltar lá para verificar como a cidade está atualmente, pois já fazem muitos anos que não participo daquelas manifestações religiosas que por lá ocorrem.
Uma vez meu pai inventou de nos levar para uma igreja que há dentro do mato, que era o local onde o Padre Cícero fazia suas orações. Andamos muito e quase que não voltávamos vivos. Acho que ele se arrependeu da caminhada, pois foi longa, cansativa e cheia de altos e baixos.
Na época que viajávamos, que era no período de carnaval, ficava confuso com algumas coisas que eu via na cidade e uma delas eram as escolas de samba que traziam mulheres e travestis praticamente nus, enquanto a tradição pregava uma coisa bem diferente. As fotos nos cavalinhos empalhados ou pegando na mão do Padre Cícero eram pitorescas e não podiam deixar de ser registradas.
Outro local muito bom de ser visitado é o Balneário do Caldas, na cidade de Barbalho, que fica nas redondezas. Lá, fontes de água mineral deixam os visitantes mais refrescados e prontos para enfrentar o calor que o Cariri oferece.
Não vejo o Padre Cícero com um perfil adequado para ser nomeado “Santo”, mas tenho certeza que a fé do povo ainda o fará chegar neste patamar. A adoração ao Padre é muita e em algumas situações é muito doentia, o que não é muito agradável de se ver.
Para quem tem fama de “Coiteiro de Lampião”, a santidade é algo distante e difícil de acreditar. Um santo de verdade está além dos interesses políticos e tem somente nas suas atitudes serenas e livres de pecado o seu legado aqui na terra.
De qualquer forma, a cidade é ótima para ser visitada e indico como roteiro turístico para quem gosta de tradições, de religiosidade, de belas paisagens e suporta o calor, pois este é um dos fatores mais marcantes da viagem.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Parquinho

Ontem fui a um parque de diversões aqui no Recife e tive algumas surpresas, sendo a primeira delas, as fila quilométricas para tudo, seja para entrar, para ir nos brinquedos, para comer, para respirar, enfim, para tudo.
A segunda surpresa foi perceber que o parque de diversões era um parquinho e que as opções de divertimento eram poucas e sem meio termo, ou seja, ou você brinca em algo muito radical ou maternal demais. Notei que para morrer só precisamos de um segundo e isso quem me mostrou foi a montanha russa e um outro brinquedo que nos deixava soltos no ar, como se estivéssemos sendo arremessados para longe.
Gostei somente de um brinquedo que era em forma de pandeiro e dançava de acordo com a música tocada. Era legal. O ruim foi a seleção musical, que na maioria era brega puro e pode ter sido isso que me enjoou ainda mais.
Saí de lá meio enjoado e tonto e não sei como as pessoas conseguem brincar tanto e ainda ficarem de pé, pois os movimentos dos brinquedos comprometem todos os nossos sentidos e testam nossa coragem em todos os momentos.
Algo me chamou a atenção com tudo isso, que foi o tema “Coragem”, já que nem sempre temos esta característica nos nossos momentos de vida pessoal e profissional, mas num local como este, nos jogamos para desfrutar das mais diferentes sensações e perigos, sem percebermos que a nossa vida fica exposta a tudo e que o nosso corpo pode ter sensações momentâneas ou duradouras por causa dos movimentos circulares, giratórios, alucinantes e enjoativos que os brinquedos nos proporcionam.
Quantas vezes podemos arriscar mais sem que perigos nos sejam apresentados e não fazemos?
Eu matei a curiosidade e pretendo não voltar lá tão cedo, pois não achei justo o valor cobrado e ainda bem que o meu ingresso teve um desconto significativo e que mesmo assim não justificou a minha diversão, já que eu só encarei três diversões, já que meu corpo reagiu antes e disse “PARE”.
Cheguei em casa e desmaiei de cansaço...

domingo, 5 de junho de 2011

Show Virgínia Rodrigues

O Show que a cantora Virgínia Rodrigues fez ontem no Recife foi ameno e quem não conhecia o seu trabalho, provavelmente pode ter se decepcionado pelas falhas ocorridas durante a apresentação, já que a cantora desafinou algumas vezes, perdeu o ritmo, errou letras e teve insistentes refluxos que impediam que ela cantasse bem e com a voz potente que tem.
No show ela cantou músicas de todos os seus álbuns e não somente do último, que foi o "Recomeço". O Público seleto lotou o teatro Luiz Mendonça e pelo que notei gostaram muito da apresentação, embora algumas pessoas não tenham ficado para o "Bis", causando um certo burburinho neste momento, com barulhos que atrapalharam um pouco a apresentação da cantora.
Fazendo uma análise bem crítica do show, ele foi imperfeito demais para uma artista tão competente e tão cheia de qualidades vocais. Se era a primeira vez que a artista vinha ao Recife, que viesse de uma forma grandiosa e bem preparada, o que não ocorreu, pois a impressão que tínhamos é que o show estava sendo feito de improviso, já que as falhas eram constantes e até o som do teatro estava abafado e sem possibilitar uma sonoridade mais agradável.
Para finalizar, fui ao camarim e conversei um pouco com ela, mas lhe disse que ela demorou a vir ao Recife e que ela precisava de outra vinda para fixar melhor o seu trabalho por aqui. Ela é simpática, simples, carismática e recebeu a todos de forma carinhosa, sempre conversando, tirando fotos e dando autógrafos. Não levei meus CD's e pedi para que ela autografasse no ingresso mesmo.
Ela se desculpou pelas falhas e atribuiu tudo aquilo a uma dengue mal curada e que ainda se recuperava. Espero que ela volte, com saúde plena e com um show mais elaborado e recheado de grandes músicas.

Celebration Tour no Brasil

Madonna veio ao Brasil agora em Maio, para encerramento da sua turnê, sendo motivo de muita agitação nacional, pois a artista é bem popular ...